Desde a Antiguidade, os robôs sempre existiram, para impor dogmas políticos e religiosos

Eu não sou robô: como sites e apps descobrem se você é humano (não um bot)  - 21/02/2019 - UOL TILT

Ilustração reproduzida do Portal UOL

Carlos Newton

O comentarista Francisco Moreno, que tanto abrilhanta o blog com sua experiência internacional, conquistada pela dupla nacionalidade que lhe possibilitou viver em diversos países, tem razão ao dizer que a “Tribuna da Internet” está insuportável devido à invasão dos robôs, que não respeitam a opinião alheia e atuam com um radicalismo inaceitável e extemporâneo, como se fossem donos da verdade.

Desde a Antiguidade, sempre houve esses robôs humanoides, que obedeciam cegamente a dogmas de ideologias imperiais e religiosas, sem racionalizá-las em autocríticas.

ATRÁS DA PERFEIÇÃO – Até hoje, com impressionante tenacidade, esses indivíduos replicantes perseguem uma falsa perfeição e consideram inimigo quem não estiver curvado aos dogmas.

Não importa se pertencem à mesma família ou círculo de amizade, os dissidentes são execrados ou até executados pelos robôs, como procede o atualíssimo Estado Islâmico, que está aí mesmo para não nos deixar mentir.

Em pleno Século XXI, esses androides radicais vivem uma farsa na vida real, porque já faz tempo que os artistas e poetas conseguiram desmoralizar a perfeição pregada pelas ideologias e pelas religiões.

DIZEM OS POETAS – O genial Fernando Pessoa, por exemplo,  dizia que “adoramos a perfeição porque não a podemos ter, e certamente a repugnaríamos se a tivéssemos”, acrescentando que “o perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito”.

Mineiramente, Carlos Drummond de Andrade concordava com Pessoa, ao proclamar que “a ideia da perfeição constitui uma imperfeição humana”.

Mesmo assim, os robôs que infestam e infectam a internet insistem em tentar nos subjugar intelectualmente, para impor suas vontades, suas verdades e suas insanidades.

ETERNO APRENDIZADO – Nesse sentido, torna-se uma obviedade dizer que a vida é um eterno aprendizado, pois não há dúvida de que todo dia a gente aprende alguma coisa.

No inicio da carreira, o jornalista Paulo Francis perseguia a perfeição. Em plena era da datilografia, se ele cometesse algum erro não rabiscava nem usava a borracha (na época, não havia corretivos). Simplesmente batia o texto de novo.

Depois, quando foi morar em Nova York e redigia  os artigos para a “Tribuna da Imprensa” em telex, teve de abandonar a busca da perfeição, porque precisava digitar o mais rápido possível, para diminuir os custos da transmissão.

BELA INSPIRAÇÃO – Quando entrei no Pasquim, Paulo Francis já tinha saído. Mas trabalhamos juntos na “Tribuna da Imprensa” e na “Última Hora”. Com ele aprendi que não interessa o que a gente escreve, o que importa é o debate, a troca de ideias. E foi essa a inspiração ao criarmos a “Tribuna da Internet”, abrindo um espaço livre para possibilitar amplo debate, de maneira democrática e respeitosa, sem ofensas ou baixarias.

Dez anos depois, já ficou claro que ainda não realizamos essa utopia e jamais conseguiremos fazê-lo. A solução, portanto, é seguir em frente aturando os robôs, sejam replicantes ou androides.

BALANÇO DE NOVEMBRO – Como sempre fazemos, vamos divulgar as contribuições que nos permitem manter em funcionamento a utópica TI. Primeiro, os depósitos na Caixa Econômica Federal.   

DIA   REGISTRO   OPERAÇÃO       VALOR
05       051050             DP DIN LOT……….230,00
10        100947             DP DIN LOT…………20,00
10        300025            DOC ELET……………35,00
12        121724              DP DIN LOT……….100,00
25        251332              CRED TEV…………100,00

Agora, as contribuições na conta do Itaú-Unibanco:

o3        TED   033.3591  ROBERSNA……..200,00
09        TED   001.5977  JOSAPE…………..300,09
19         TED   001.4416  MARIOACRO…..250,00
30         TBI    0406.40104-4 C/C…………..100,00
30        TED   033.3591  ROBERSNA……..200,00

Agradecendo muito aos amigos que conseguem colaborar com o Blog, vamos em frente, sempre utopicamente.

4 thoughts on “Desde a Antiguidade, os robôs sempre existiram, para impor dogmas políticos e religiosos

  1. 1) A Ordem dos Amigos dos Bandidos acatou pedido de algum bandido incomodado pelo ingresso de Mouro.

    2) Por um lapso de boa vontade, não fui incluído no rol de CN, humanóide que sou. Bem, usando um Mac modelo MXNG2BZ/A jamais poderia ser chamado de ‘andróide’, vê se pode ?!?.

    3) CEDAE voltará ao nível de Fevereiro/2020 ?

  2. Aquilo que se pensa ser verdade são dogmas. As “verdades” podem ser coletivas ou individuais. Religiões e seus dogmas são exemplos de “verdades” coletivas.

    Aqui na TI muitos defendem suas verdades, uns mais agressivamente, outros menos. Às vezes, alguns consideram suas próprias opiniões como se fossem dogmas.

    Dogmas são considerados verdades absolutas, portanto, muito difíceis de mudar.

    Acho que temos de ter convicções, princípios, crenças. Mas deveríamos ter a sapiência que esses elementos formas as nossas verdades, pois eles foram adquiridos ao longo de nossas vidas, de nossas experiências.

    Por exemplo, os fanáticos tem seus dogmas quando defendem incondicionalmente uma pessoa, supervalorizando as virtudes por eles reconhecidas e ignorando suas falhas.

    Às vezes, também temos nossos dogmas quando criticamos alguém ou alguma coisa, supervalorizando somente as falhas.

    Pensemos sobre isso.

    E também pensemos sobre a necessidade de contribuir para termos esse espaço, onde podemos emitir nossas opiniões livremente, muitas vezes contrárias às de outros.

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