Desembargador é condenado por ligação com bicheiro Cachoeira. A única pena é se aposentar mais cedo.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18º Região, de Goiás, condenou por unanimidade o desembargador Júlio César Cardoso de Britto à aposentadoria compulsória com provimentos proporcionais por envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. O juiz foi acusado de improbidade administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio.

Vai se aposentar…

A ligação do magistrado com o bicheiro foi descoberta durante a operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), que desarticulou uma quadrilha de exploração do jogo ilegal em Goiás, além de identificar relações entre Cachoeira e governos estaduais, prefeituras e parlamentares do Congresso.

Escutas telefônicas da PF e documentos apontam que o desembargador realizava tráfico de influência para o grupo de Cachoeira e orientava advogados do bicheiro a lidar com ações no tribunal. Segundo o inquérito policial, o magistrado teria viajado com um assessor de Cachoeira para Buenos Aires, na Argentina, com passagens pagas pelo grupo. Teria, também, pego emprestado o carro – um Mercedes – do irmão do contraventor.

O magistrado, que é ex-vice-presidente do TRT, nega as denúncias. Desde junho do ano passado, ele está afastado preventivamente do tribunal. Ao final do julgamento, o advogado Felicíssimo Sena, que defende Júlio César, disse que vai recorrer da decisão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Sena alegou a nulidade das escutas feitas pela PF, por terem sido obtidas através da interceptação de linhas telefônicas de terceiros, sem qualquer autorização judicial em relação ao desembargador Brito – como seria necessário.

NOTA DA REDAÇÂO DO BLOG – A impunidade de magistrados é uma ofensa à cidadania, uma vergonha nacional. Mostra a que ponto vai a podridão dos três Poderes. Um juiz corrupto ser condenado a se aposentar precocemente, e ainda mantendo direito a trabalhar como advogado, isso não é pena, é bonificação. E ainda querem que os jovens sejam  honestos... (C.N.)

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