Desencontro no Rio é querela que promete

Tereza Cruvinel (Correio Braziliense)

A sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB) voltou ao noticiário com o aviso que ele deu ao comando peemedebista, no jantar com o vice-presidente Michel Temer, que não apoiará Dilma Rousseff se o PT não impedir a candidatura do senador Lindbergh Farias.

É real a possibilidade de que isso ocorra, pois Lindbergh não está disposto a desistir e a cúpula do PT não tem a menor disposição para repetir as desastradas intervenções do passado na seção do Rio.

Cabral tem laços contraparentais com Aécio Neves, e o prefeito Eduardo Paes (PMDB), presente no jantar, já vem colocando alguns tucanos em cargos comissionados em sua administração.

Com Lula presidente, Cabral choramingava e sempre era atendido. Com Dilma, isso mudou. E como ela não gosta de ameaças, as coisas tendem a azedar. No próprio PMDB, ouvia-se ontem que o governador, ao esticar a corda, está conseguindo é dar maior projeção a Lindbergh e evidenciar a debilidade de seu candidato, o vice Pezão. Essa querela promete.

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