Desmatamento dispara 67% em relação a maio de 2020 e esvazia promessas do governo

Área desmatada da Amazônia perto de Porto Velho, em Rondônia14/08/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Esta área desmatada fica perto de Porto Velho, em Rondônia

Jake Spring
Portal Terra

O desmatamento da floresta amazônica no Brasil aumentou pelo terceiro mês consecutivo em maio, mostraram dados preliminares do governo nesta sexta-feira, 11, em um claro indício de que o presidente Jair Bolsonaro ainda não cumpriu a promessa de abril de fortalecer o financiamento da vigilância ambiental.

O desmatamento disparou 67% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e grande parte da terra foi visada para pastos, plantações e corte de madeira.

TRÊS VEZES NY – os cinco primeiros meses do ano, os dados mostram que o desmatamento subiu 25% quando comparado com um ano antes – foram 2.548 quilômetros quadrados destruídos, uma área maior que três vezes o tamanho da cidade de Nova York.

O desmatamento atinge o pico durante a estação seca, que vai de maio a outubro, quando é mais fácil madeireiros ilegais terem acesso à floresta.

Em uma cúpula do Dia da Terra, em abril, Bolsonaro prometeu dobrar o financiamento da vigilância ambiental. No dia seguinte, ele assinou o Orçamento da União de 2021, que cortou os gastos ambientais. Imediatamente, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apresentou uma proposta ao Ministério da Economia para aumentar os gastos ambientais, mas o pedido aguarda resposta há mais de um mês.

DESCRÉDITO – O governo Biden negocia com o Brasil um financiamento em potencial de esforços para conservar a Amazônia, mas autoridades norte-americana dizem que não acreditam em uma ação imediata.

“Infelizmente, o regime Bolsonaro retirou parte da vigilância ambiental”, disse o enviado climático dos EUA, John Kerry, em uma audiência no Congresso no mês passado. “Já tivemos esta conversa. Eles dizem que agora estão comprometidos a elevar o orçamento. Se não conversarmos com eles, podem ter certeza de que a floresta desaparecerá.”

A estratégia de Bolsonaro para proteger a Amazônia depende muito de mobilizações militares custosas que começaram no final de 2019, mas o governo retirou as Forças Armadas no final de abril, não tendo sido capaz de fazer os níveis do desmatamento recuarem para o que eram antes da gestão atual.

MAIS UMA OPERAÇÃO – O vice-presidente Hamilton Mourão confirmou nesta sexta-feira, no entanto, a recriação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem para combater o desmatamento na Amazônia, possivelmente a partir desta semana.

“A GLO está autorizada pelo presidente (Bolsonaro). Conversei com ele ontem, já estamos fechando planejamento. Falei com o ministro Paulo Guedes (Economia), os recursos são em torno de 50 milhões de reais para fazer isso pelos próximos dois meses, ele disse que isso não é problema. Então agora precisa fechar onde vai ser a principal área de operações”, disse Mourão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não tem mais jeito. A imagem de Bolsonaro e do Brasil no exterior está completamente desgastada, Talvez, num próximo governo, qualquer que seja o eleito, as coisas comecem a melhorar. Talvez… (C.N.) 

8 thoughts on “Desmatamento dispara 67% em relação a maio de 2020 e esvazia promessas do governo

  1. NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não tem mais jeito. A imagem de Bolsonaro e do Brasil no exterior está completamente desgastada, Talvez, num próximo governo, qualquer que seja o eleito, as coisas comecem a melhorar. Talvez… (C.N.)

    Muito dificil em se tratando daqueles que sentam na cadeira mais imunda do Universo

    • Um ser do astral superior me soprou, no ouvido, falando do lento e irreversível declínio do Lula. O próprio talvez já tenha percebido, pois tem andado de semblante caído e cabisbaixo ultimamente. As próximas pesquisas eleitorais podem trazer novos números não muito airosos, que darão o ponta-pé para a derrocada.
      Aquela elevação abrupta deve ter sido um impulso coletivo, como se fosse uma fórmula para compensar um “mártir imolado” pela lava jato. Passado o pico da piedade, sentada a poeira, aos olhos lúcidos tudo não passou de miragem.

  2. Seguramente o maior prejuízo causado por Bolsonaro foi e está sendo nossa relação exterior.
    Ele faz questão de brigar por nada. Como pode um presidente falar em público que a esposa de outro presidente é feia? Qual seria o propósito?
    Ernesto Araújo, um despreparado. Só arrumou encrenca.
    Nosso comércio exterior só vai bem graças às comodites insubstituíveis. Não sei por quanto tempo, pois nosso principal cliente deve estar se precavendo com países africanos.

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