Despedida de Neymar

Tostão (O Tempo)

Das equipes brasileiras, só restaram, na Libertadores, Atlético e Fluminense. O Corinthians, bastante prejudicado pela arbitragem, ficou fora. É muito mais difícil ser bi que ser campeão. As contratações de Pato e de Renato Augusto tinham o objetivo de dar mais qualidade ofensiva, de o time não depender tanto de vitórias por um gol de diferença, não deram certo até agora. Renato Augusto está contundido, e Pato, mais uma vez, mostrou que é mais famoso do que joga.

O mesmo raciocínio, porém, em um nível muito mais alto, ocorre com Neymar. Antes de brilhar contra as melhores equipes do mundo, ele já é um dos mais famosos e bem pagos jogadores do planeta, personagem de revista em quadrinhos, além de ter todos os trejeitos e idiotices das grandes estrelas. A melhor solução, para o craque e para o ser humano, será jogar ao lado de grandes craques, que tenham outro comportamento, como Messi, Xavi e Iniesta. Hoje, pode ser sua despedida.

O Atlético não é um time moderno nem antigo. Não segue a moda nem é convencional. A equipe não possui um volante habilidoso, que marca e ataca, nem se preocupa demais com a troca de passes e a posse de bola, desejos dos grandes times do mundo. O Galo utiliza muito, com sucesso, os chutões para o grandalhão Jô e as jogadas aéreas, práticas pouco comuns nas principais equipes europeias.

O Atlético é uma mistura de estilos. Mostra que é possível ganhar e jogar bem de outras maneiras. Cuca não inventa nem copia. Faz do seu jeito, além de conhecer profundamente os detalhes e o que é essencial.

Decisão

Será uma grande surpresa, mas não é impossível, o Cruzeiro ser campeão, por causa da diferença de gols.

Para isso, o torcedor tem de lotar o estádio, apoiar o time e contar com uma atuação heroica da equipe.

Se der a lógica, ficará a sensação, ou melhor, a realidade, principalmente depois da nítida superioridade do Atlético, no primeiro jogo, de que o time é muito bom, mas para enfrentar pequenas equipes, e fraco, para disputar títulos com a mesma chance das melhores equipes do futebol brasileiro.

Gostaria de ver, no Mineirão, os clássicos entre Cruzeiro e Atlético e todos os grandes jogos em Minas Gerais, com as torcidas divididas, como deveria ser em todo o mundo.

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4 thoughts on “Despedida de Neymar

  1. “(…)- Eu não vi Kafunga. Mas vi Palhinha, Reinaldo, Cerezo, Éder, João Leite. O Atlético vai ter que formar time para se comparar. É uma comparação muito boa. O time de 1980, que todo mundo está comparando, não tinha competição para disputar. Camisa e tradição não ganham jogo, o que ganha é quem veste essa camisa – falou Alexandre, logo após a vitória por 4 a 1 diante do São Paulo, nesta noite de quarta-feira.(…)”Alexandre Kalil

    “(…)A demolição do pentacampeão brasileiro – Piazza voltou disposto a parar Pelé. E o Rei ficou no bolso do Capitão. Sem a companhia do melhor do mundo, Toninho virou presa fácil para os compadres William e Procópio. Dirceu e Tostão começaram a cair pelos lados do campo. Sem o fôlego dos garotos celestes, Zito e Mengálvio se perderam na marcação. Sob pressão, a defesa santista começou a falhar.

    Aos 12, Hilton serviu Evaldo que foi derrubado na área por Oberdan. Pênalti. Tostão bateu mal. Cláudio defendeu. A torcida santista se assanhou à toa. Apesar do gol perdido, o Cruzeiro continuava controlando o jogo.

    Aos 18, Lima derrubou Natal na lateral da área. Falta para cruzamento. Mas Tostão bateu direto. De curva: 1 x 2.

    A partir daí, o Cruzeiro esqueceu-se de qualquer cuidado defensivo e dedicou-se a atacar. Dirceu exibiu seu repertório de gingas e dribles. Aos 28, tirou Joel de sua frente com um drible de corpo e fuzilou Cláudio: 2 x 2. Bastava.

    Nocauteado em pé, o Santos pedia só um empurrãozinho para cair. Aos 44, caiu definitivamente. Do lado esquerdo, Tostão passou por Lima e Zé Carlos e cruzou para trás. Chegando na corrida, Natal apenas cumprimentou Laércio: 3 x 2. Fim de jogo.

    Enlameado, Piazza levantou a Taça Brasil, o troféu mais importante da história do futebol mineiro. De todos os tempos!(…)” Blog do Jorge Santana

    Bom, Tostão, Kalil, Jorge Santana e amigos do Blog,sonhar não custa nada…

  2. Neymar foi mais um a cair no “conto da Copa”, aquele que diz que tudo vai melhorar, que o Brasil vai se tornar um país desenvolvido (sem investimento em educação), um país rico (sendo um dos mais caros do mundo) e um país cujo futebol jogado é o melhor do mundo (coisa que não é há pelo menos três décadas, tendo após isso a seleção da CBF só conseguido uma Copas do Mundo na marra e no grito [1994] e outra na qual o nível técnico foi o mais baixo desde 1930 [a Copa de 2002]).

    Atrasos a parte, Neymar ainda tem tempo de salvar a carreira – que dificilmente será o que teve potencial pra ser quando ele resolveu permanecer no Santos ao invés de ir para a Europa. Por outro lado, há que se questionar se ele – mais do que ninguém – não sabia de antemão que o seu futebol é isso aí mesmo e que não terá chance de evolução na Europa como houve com o Lucas e sobretudo com Oscar, Ramires e David Luiz.

  3. Como um simples brasileiro que acompanha o futebol, não tenho afinidade por clube qualquer, porém chega a me causar revolta ao ver corintianos reclamando de arbitragem. Em 2005, o juiz errou (?)e muito, além do normal, naquele jogo decisivo contra o Internacional de Porto Alegre. Em 2011, não foi um só juiz, foram vários, se acompanharmos o site ”Placar Real”, um site que apresenta os resultados das partidas sem os ”erros” dos juizes, teríamos o nosso time paulista em terceiro lugar, atrás de Vasco da Gama e Fluminense. Portanto torcedores corintianos, não me venham reclamar de arbitragem, vocês apenas estão provando do próprio veneno.

  4. Realmente deu a logica e o Atlético foi campeão. Uma vitoria sem gloria e com derrota demonstrando mais uma vez que o galo e um grande fregues da raposa. Se não fosse o acidente de percurso do Cruzeiro o Galo mais uma vez estaria chupando o dedo e se lamentando da perda do titulo.

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