Deu no Estadão:”Cabral assinou decreto permitindo construção de novos imóveis em Angra e Ilha Grande”. Isso em Junho de 2009. E agora?

“Moradores e ambientalistas da Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu uma brecha para novos imóveis na região. O Decreto nº 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em locais não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, que inclui uma faixa de mais 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A Pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região.

“O governador demonstra desapreço pela área ambiental. Estimula a especulação imobiliária e dará cabo das poucas e bem preservadas áreas que compõem a Baía da Ilha Grande”, diz um manifesto que busca assinaturas na internet. Segundo o presidente do Comitê de Defesa da Ilha Grande, Alexandre Oliveira e Silva, o documento já tem 6 mil assinaturas.

“O decreto entrega à especulação imobiliária o filé mignon da Ilha Grande. Qualquer um sabe que não é difícil, ainda mais quando se tem boas relações com quem licencia, apresentar laudo de que o terreno já foi degradado”, afirma Silva. “Acho que ele (Cabral) está mordendo a língua, sendo demagogo. A pousada atingida fica nessa área, que é toda parecida geologicamente. Há risco.”

Comentário de Helio Fernandes
É completamente irresponsável. Como está dito na matéria, antes da catástrofe, moradores recolhiam assinaturas para anular o decreto de fantástica “especulação imobiliária” (Redundância). O governador anulará esse 41.921? No momento em que tudo era destruído, Cabral estava na bela-fazenda-ilha-praia-imóvel de Mangaratiba, comprada com o esforço de uma vida. Praticamente a 50 quilômetros de Angra, não fez nada. Como o helicóptero estava no terreno e o vice Pezão, com ele, à disposição, mandou-o para lá. E foi descansar, que o corpo também não é de ferro. (Ascenço Ferreira)

Barcelona – Madri

Luiz Carlos Gomes da Silva
“Helio, li na coluna do Gois, que a luta entre as duas cidades está cada vez mais grave. É possível que isso seja mesmo verdadeiro? Gostaria de uma explicação”.

Comentário de Helio Fernandes
Essa luta tem quase 100 anos, e para começo de conversa não são duas cidades. Madrid é cidade, capital da Espanha. Barcelona é mais do que uma cidade, é um país, por isso a Catalunha tenta, de forma rebelde mais consciente, se emancipar.

A hostilidade Barcelona-Madrid, se aprofundou em 1936, com a Proclamação da República. Eleito e empossado o presidente, os generais se dividiram. Os Republicanos, liderados pelo general Molla, tentavam manter o presidente. Os golpistas, comandados pelo general Franco, queriam garantir a Monarquia.  Apesar da República ter sido votada e o presidente eleito pelo povo.

De 1936 a 1939 travou-se a maior (proporcional, lógico) guerra civil de todos os tempos. Milhões morreram, foi assassinado (fuzilado por ordem de Franco, já ditador) o grande poeta, Federico Garcia Lorca. Além dos assassinos, só duas grandes figuras, universais, assistiram o fuzilamento: Neruda e Hemingway. Como esses assassinatos ocorriam de madrugada, quando o sol nascia, Neruda escreveu na hora: “Mataram a Federico, quando la luz assomava”.

O General Franco manteve a ditadura por quase 50 anos. Barcelona intransigente, Madrid subserviente. A hostilidade se transferiu até para o futebol. Franco “torcia” pelo Real Madrid, quando enfrentava o Barcelona na capital, ia aos jogos, ficava desesperado com as derrotas mais do que continuadas. Quando os jogos eram em Barcelona, Franco, apesar do aparato policial, não tinha coragem de ir.

‘Dilma, Dirceu, Minc foram
lacerdistas, depois dele
alijado pelos militares”
Antonio Santos Aquino

É provável, Aquino, bem provável, mas quase impossível por causa do tempo, da idade e da morte. O tribuno morreu em 1977, com 63 anos. Portanto, há 32 anos, quando os três citados por você, tinham curiosamente, 32 anos. (De idade). Temos que somar mais 11 anos, pois a partir de 1966, Lacerda já estava no ostracismo, o que você chama de “alijado pelos militares”.

Dessa forma, Dirceu, Minc, Dilma, teriam 21 anos, QUANDO LACERDA MORREU. Como rotularem os três de lacerdistas? Não houve tempo para nada. Outra coisa, Aquino: não havia espaço para “lacerdismo” junto de Lacerda, e longe dele, podia ser tudo menos lacerdismo. O único Lacerda histórico e intransigente foi o próprio Lacerda.

Com as devidas restrições, comparação com Marx. O único marxista que existiu foi Karl Marx. Nem Engels foi marxista, era admirador e financiador, mais nada.

Quanto à frase, “alijado pelos militares”, é excelente, Aquino, mas tão longe da verdade quanto Nelson Jobim da realidade. Os militares JAMAIS COGITARAM DE LACERDA PRESIDENTE. E tiveram um “rasgo de criatividade” quando convidaram Lacerda para embaixador na ONU. Era tão óbvio que pretendiam alijá-lo, (desculpe usar a tua palavra) que Lacerda percebeu na hora, e recusou.

E vou fazer uma revelação, que poucos perceberam ou acreditarão: Lacerda era extraordinário orador, grande parlamentar, mas péssimo analista.

Deu no Globo:
“Governo identifica 70 áreas
de risco em Angra e Paraty”

Comentário de Helio Fernandes
O jornalão fala, fala, escreve, publica no site, no blog, no celular, mas não diz nada. Ou quando tenta explicar, se confunde. Cita várias vezes “o governo”, mas ninguém sabe se é o do Rio capital, de Angra ou de Paraty. Quanto ao governador do Estado do Rio, (que engloba tudo) é deixado sempre de fora de qualquer coisa.

A adoração e a idolatria do “jornalão pelo cabralão”, é instantânea e eterna. Quer dizer: depois que se acertaram, se coordenaram e assinaram o pacto de união, não há cartório capaz de desuni-los. Ou fazê-los “desassinar, o que está no papel, “o papel de um jornal”.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *