Dia 31 de outubro, a ELEIO. Dia 1 de novembro, ENFORCADO. Dia 2, a saudade dos MORTOS. A seguir, o pas DIVIDIDO e DESCONHECIDO. Ganhe quem ganhar, SEM COMPROMISSO.

Hlio Fernandes

O segundo turno est mais complicado do que o primeiro. No primeiro turno era visvel a vantagem de Dona Dilma. S que ningum imaginava que existissem tantas irregularidades, e denunciadas em massa. Tambm no se acreditava que provocasse esses estragos, no tomaram providncias. Nos crculos do governo se refugiavam nas vantagens que j conquistamos e que ningum vai atingir ou reduzir.

Acontece que tanta irresponsabilidade, no levou em considerao um fato irrefutvel: tudo que foi denunciado, aconteceu na CASA CIVIL, reduto da prpria candidata, ANTES e DURANTE a campanha.

Era impossvel negar ou destruir a realidade. Quando Lula escolheu Dona Dilma como candidata, por ser a que menos lhe traria problemas depois de eleita, ela era Chefe da Casa Civil, tendo Erenice Guerra como segunda, at com mais poderes do que a primeira, a prpria Dilma.

Candidatssima e antes mesmo da desincompatibilizao, Dona Dilma s chamava Erenice de meu brao direito. Assim no havia a menor dvida: tendo de deixar o cargo, quem ficaria? Lgico, Erenice, o brao direito. O que aconteceu, no havia outro substituto, afinal era a prpria Dilma que reconhecia e referenciava.

Portanto, quando as ACUSAES explodiram, Dona Dilma no poderia negar coisa alguma, avanavam no seu prprio territrio. No tinha nem como se refugiar no chavo do prprio Lula, eu no sabia de nada.

Como centralizava todas as credenciais de candidata, na experincia e nas REALIZAES da Casa Civil, uma possvel negativa arruinaria tudo o que apregoava. Suas credenciais eram ou seriam inteiramente desperdiadas.

Decidiram (ela ou os marqueteiros?) desconhecer as acusaes, nossa vantagem to grande que isso no nos atingir. E no responderam, no fizeram a menor tentativa de desmoralizar as acusaes, J GANHAMOS.

O prprio Lula, que agora acusa a candidata e os marqueteiros de andarem pela campanha de SALTO ALTO, no percebeu o estrago, no acreditou que com OITENTA POR CENTO DE POPULARIDADE, iria ser atingido por mseras acusaes. Mas foram, ele tambm.

Os Institutos, (com o ufanismo das pesquisas) contriburam (CONTRA?) para essa insensibilidade do J GANHOU. Que no caso da campanha de Dilma, se transformou no J GANHAMOS. O coletivo mais frgil do que o individual?

***

PS Foram para o inesperado e surpreendente segundo turno, a obrigando o prprio presidente (?) do PT, a recorrer a palavras inusitadas e inteis, como PROSTRAO, que depois, nos rgos de comunicao amigos e amestrados, se transformou em FRUSTRAO.

PS2 Apesar do discurso de AGRADECIMENTO AOS QUE TROUXERAM AT AQUI, no foi Serra que chegou e sim os desanimados, desinteressados que votaram em Dona Marina.

PS3 No sei se Lula ainda adora o Corinthians depois do massacre e da perda do ttulo j comemorado. De qualquer maneira, Dilma e o Corinthians, choram no mesmo desespero, desalento, desinteresse do eleitor, esse o grande receio.

PS4 No preciso repetir, apenas lembrar que tudo que est no ttulo, REALIDADE. Melanclica para um lado, satisfatria para o outro.

PS5 NENHUM LADO O MEU. S me interesso pelo pas e a coletividade, o progresso e a prosperidade, o investimento e o desenvolvimento, a infra-estrutura, o FAZER e no apenas o PROMETER.

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