Dia Nacional de Lutas é o Samba do Crioulo Doido em versão político-sindical

Carlos Newton

O Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Greves, promovido nesta quinta-feira pelas principais centrais sindicais, está prejudicando o país como um todo, a pretexto de protestar contra uma série interminável de problemas existentes no país. A pauta de reivindicações é tão extensa que só falta incluir a cura do câncer e da AIDS.

Segundo o site G1, manifestantes interditam diversas rodovias e bloqueiam acessos aos portos de Santos, em São Paulo, Itaguaí, no Rio, e Suape, em Pernambuco. Em São Paulo, diversas avenidas foram fechadas pelos protestos, e a Via Dutra foi interditada nos dois sentidos. Em outras cidades, como Belo Horizonte, Salvador, Vitória, Manaus e Porto Alegre, os trabalhadores enfrentam a falta de ônibus nas ruas. Na capital gaúcha, a Justiça obrigou a circulação de ao menos 50% da frota. Até as 9h30m, 30 rodovias em dez estados já tinham algum tipo de interrupção.

Apoiada por Lula, pela UNE, pelo Movimento Sem Terra, pelo PT e (“oficiosamente”) pelo próprio Planalto, a quem interessa esse tipo de “mobilização supostamente trabalhista” das centrais sindicais? Parece ser uma espécie de Samba do Crioulo Doido, em versão político-sindical.  Não interessa a ninguém, e o único resultado é atrapalhar os cidadãos que tentam trabalhar honestamente, no dia-a-dia de suas vidas.

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10 thoughts on “Dia Nacional de Lutas é o Samba do Crioulo Doido em versão político-sindical

  1. Eis o partido da moralização:
    FAB: PT RECUSA MORALIZAÇÃO
    PIMENTEL (PT) VETA PROJETO ENDURECENDO REGRAS PARA USO DE AVIÕES DE FAB.

    O senador José Pimentel (PT-CE) foi o relator que sepultou o projeto 138, que endurecia as regras para uso de aviões da FAB. A proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pretendia organizar e limitar o uso de aeronaves, chegou a ser aprovada nas comissões de Defesa do Consumidor e Relações Exteriores, mas foi barrada pelo PT na Comissão de Constituição e Justiça, último passo antes do plenário. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto.

  2. Carlos Newton, saudações.
    A “tática diversionista” é uma estratégia que serve para guerras, para oradores, para empresas, para um cônjuge que engana o outro, serve, enfim, como uma cortina de fumaça para o desvio do foco em questão.
    Diante das avassaladoras manifestações de semanas atrás, algum Joseph Goebbels do PT veio com esta ideia de Greve Geral, com o claríssimo propósito de acalmar as massas, buscando provocar a sensação de igual insatisfação, etc. E … “denunciaram” a invasão dos lares brasileiros, praticada pelos Estados Unidos, algo que é praticado desdeee sempre. As ditaduras têm muitas caras, muitos disfarces. Cada uma delas apresenta seu motivo: Fidel tem o seu, Putin tem o dele, os chineses têm os deles, aquele gordinho “engraçado” (argh!!!) da Coreia do Norte tem o dele, os capetalistas têm os deles.
    Vida que segue … (tudo pelo povo!!! argh!!!)

  3. Essa pelegada mais a Une, que vivem as delícias do poder vai tentar de tudo para não perder a boca. Nem que seja para botar Dilma na fogueira, que é o que estão querendo fazer para que Lula volte e os mantenham dentro do salão de festa.
    Cuidado povão com as bandeiras vermelhas da salvação, que são as mesmas do governo que está aí há 10 anos.
    A bandeira do Brasil é verde-amarela.

  4. A exclusão das agremiações políticas em geral pelo multitudo, advindo nas recentes e surpreendentes manifestações nascidas nas redes sociais, tinha lá suas boas razões.

    O afastamento de suas bandeiras e uniformes nas manifestações cumpriu o profilático cuidado numa sociedade midiática de não serem confundidos com símbolos, marcas, que, em meio às manifestações, os associaria a elas. As pessoas enquanto tal, apenas, sim, enquanto membros, militantes de partidos, não, pois o multitudo não tem partes é a unidade da multiplicidade.

    Com efeito, qualquer agremiação política, sindical, de classe etc., é expressão sectária do multitudo, desnaturando-o, mutilando-o, manipulando-o, reduzindo-o a massa de manobra, enfim, apropriando-se dele multitudo – veja-se a propaganda na televisão do PV, do PSB, que descaramento!

    Isto não pode, nem de longe, ser chamado de fascista, pois, fascista é, sim, a manipulação de uma maioria por uma minoria, sob o nome, e do modo que for, tal qual, p.ex., se dá no recorte da sociedade pelos partidos (que vem de parte), cuja existência é, tão-só, instrumento da democracia, frise-se, não passando de instrumento, pois o gigantismo da sociedade contemporânea indispensa organização, não sendo, todavia, o partido, e sim o povo o titular do poder.

    O desacerto, entretanto, começa pelo voto. Ora, veja-se quão distorcido nosso sistema eleitoral, desde a abjeta e teratológica excrescência do coeficiente eleitoral, passando pelo voto de legenda e congêneres, até a exigência de filiação partitária para alguém candidatar-se – verdadeira reserva de mercado -, e a limitação do direito de organização em partido, pela limitação de fundação de partidos.

    Que dúvida poderia haver: se alguém faz mau uso puna-se os responsáveis, em hipótese alguma, contudo, adstrinja-se a liberdade, o que é bem ao gosto das minorias fascistas para melhor manipular a sociedade – quanto menos líderes organizados mais fáceis o “acerto” e o controle sobre as bases.

    Minha bola de cristal quebrou há eras, mas meu palpite é de que o multitudo, na sua difusa sabedoria, não participará dos atos de hoje.

    Saudações democráticas e libertárias.

  5. Obrigado ao Sr. Jose Carlos R. Campos pelo link postado. Um texto que mostra muito mais do que a mera ponta do iceberg. Todos os que quiserem entender o aparente “samba do crioulo doido” devem ler o referido texto. Muuuita coisa vai começar a fazer sentido.

  6. O “Governo” Dilma acabou. Não tem mais apoio político. Não tem mais autoridade, confundida por ela com o autoritarismo, está débil e com “falência múltipla dos órgãos públicos”.

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