Diálogo com o comentarista Almério Nunes sobre o futuro do capitalismo

Almério Nunes

Carlos Newton, você sabe… e sabe muito bem… que só existe UM poder, que é o poder do POVO. O que ninguém poderia imaginar é que um simples vendedor de frutas, na rua de um país árabe, iria se matar em frente ao palácio dos governantes dele. Em consequência, surgiram revoltas, rebeliões, e manifestações generalizadas em todo o planeta, contra esta (des)ordem estabelecida, na qual o pobre é obrigado a submeter-se a todos os tipos de explorações dos ricos.

Você escreveu que a (possível) saída estaria num neocapitalismo ou neo-socialismo, ou um meio termo que contemplasse um Nova Ordem Mundial. Eu creio em qualquer coisa que acabe de uma vez com bancos particulares, os fomentadores da canalização dos recursos do povo para os ricos esbanjarem e torrarem tudo, impunemente e… legalmente.

Nunca existiu a capitalismo, como se apregoa. Lá mesmo, nos Estados Unidos, as maiores indústrias foram construídas com o dinheiro do Estado. Na Coreia do Sul, uma pequena loja de negócios, em 1938, chamada SAMSUNG, desenvolveu-se apoiada na parceria com o governo, e hoje esta empresa tem mais dinheiro do que a Argentina.

Então – pergunto – onde está a Livre Iniciativa? Como organizar isto, para evitar que o dinheiro do povo seja sugado pelos vândalos-vampirescos de sempre?

O mundo lúcido encontra-se debruçado nesta questão. O mundo alúcido acha que pode prosseguir com a carnificina, com a chacina dos povos. Do jeito que está é que não pode mais continuar. Mauro Santayana escreveu artigo brilhante sobre isto, revelando a preocupação dele. Que é a de todos nós.

Mas, se vamos morrer de qualquer jeito, então que morramos lutando!!!!

FOI O COMUNISMO QUE
DEPUROU O CAPITALISMO

Foi a partir do comunismo que o capitalismo começou a se depurar, a chamada Justiça Social foi se aperfeiçoando e tudo o mais. O problema é que as pessoas, os trabalhadores, não são iguais. Uns trabalham mais e melhor do que os outros. Por isso, defendo a meritocracia, coisa fácil de concretizar.

No meu modelo de neocapitalismo ou neo-socialismo, todos os bancos seriam estatais, mas existiria a Bolsa de Valores e o mercado de capitais. A assistência médica, a educação, o fornecimento de água e de energia, o saneamento básico, a segurança e os transportes públicos – tudo isso seria estatal, administrado de forma moderna, ao estilo Petrobras ou BNDES.

O resto, todo o resto, seria totalmente tocado pela iniciativa privada, inclusive a limpeza urbana. E o Estado faria apenas a regulação e fiscalização das atividades de maior interesse público, para manter o padrão adequado de qualidade. A grosso modo, este seria meu estilo de capitalismo (ou de socialismo, tanto faz).

Ah, já ia esquecendo… Nos estádios de futebol, que seriam privatizados, a maioria da arquibancada estaria destinada ao povão, com ingressos a preços razoáveis. É de dar pena saber que, por falta de dinheiro, a imensa maioria dos torcedores nunca mais comparecerá a um estádio de futebol no Brasil.

Que país de chuteiras é esse? Todas as chuteiras são da marca Prada?

 

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20 thoughts on “Diálogo com o comentarista Almério Nunes sobre o futuro do capitalismo

  1. Almério, teria a Providência Divina concluído que o melhor a fazer seria retirar o CIRCO (estádios) da agenda do pobre povo brasileiro, graças aos altíssimos preços dos ingressos,e fazê-lo interessar-se pela sorte do país?

  2. Sempre aparecem alguns retrógrados com aquelas velhas opiniões formadas sobre tudo. Comunismo já era há muito tempo. Nunca se imporá neste mundo, porque é o pior dos sistemas, provado em todos os lugares. É melhor que venham com as novas tentativas de golpe, porque assim, a população que trabalha de verdade e que preserva valores como honra e dignidade, terão a oportunidade de ficar livres desses que só falam em golpe, revolta e luta. Então venham. Estamos de saco cheio.

  3. Tribuna da Imrensa, dom 23jun2013
    Diálogo com o comentarista Almério Nunes sobre o futuro do capitalismo
    Almério Nunes
    Comentário, Olcimar

    Ora, se é assim a vontade ideológica, “colocada em temos modernos”, por que não traduzir esse conceito em um modelo marx-capitalista, como o chinês…? A bem da verdade, até eu que me identifico muito com matizes rubros…, ainda não entendi o que se tem de “real”, e que não seja “fictício” em suas nuances… Infelizmente, passados os anos, fiquemos no confronto cão e gato… Até já li em outra feita que … povo é apenas um detalhe. Stanislaw Ponte Preta, ireeverente, já nã via assim, mas sugeria em seu literário…

    Olcimar é apenas um senciente,
    uma voz uníssona…
    Grato pela oportunidade.
    CidadedeItaboraíRJBrasilBR
    Dom10:5923junho2013

  4. O poder corrompe. Mundos perfeitos não existem, a não ser nas religiões e ideologias, que são a mesma coisa.
    O capitalismo não é ideologia. É um sistema de produção que, se não praticado por meia dúzia de dirigentes, geralmente ditadores como nos países comunistas, ele é praticado pelos milhões de cidadãos e por isso produz milhares de vezes mais que no primeiro caso. Isto por si só já traz mais bem estar social. Nem precisa dizer o que a história já demonstrou.
    Então, justiça não se faz com sistemas de produção, embora como já disse, o sistema que produz mais traz mais benefícios ao povo. Justiça se faz com boas leis e boas leis começam por regular as ações dos governantes como nos EUA e outros países sérios e mesmo na China, autoritária ainda, que tem até pena de morte para os corruptos.
    Enfim, aqui no Brasil nada disso existe e nem chegamos a ser capitalistas ainda.

  5. A questão é a falta de ética e moralidade desses políticos que se apoderaram do poder,só enxergam o próprio umbigo e as benesses do poder,não possuem uma centelha de compaixão,de patriotismo,se organizaram em verdadeiras quadrilhas cujo objetivo é o saque dos recursos públicos.

  6. Caríssimo Almério,
    Todos nós temos na imaginação o país dos sonhos.
    A realidade é muito diferente.
    O estabelecido de há muito pelos governantes e seguido pelos povos durante séculos, forçados ou não, elaborou um sistema praticamente indestrutível, que pode ser aperfeiçoado, alterado, menos o seu alicerce, a sua base, e por motivos óbvios: o dinheiro permanecerá nas mãos de quem o tem, simples.
    Portanto, se a nação “A” não está proporcionando ganhos de capital, muda-se para a nação “B”.
    Chama-se a isto de capital volátil, que desaparece diante de qualquer possibilidade de mudança nas regras do jogo criadas por este cassino internacional conhecido como Bolsa de Valores, que são os lucros diários obtidos por compradores de Ações e cujos montantes investidos nessas aquisições não rendem um centavo ao desenvolvimento do país onde eles estão concentrados.
    Ora, não há como impedir o funcionamento desta jogatina, em princípio, também denominada de local de riscos nem sempre bem calculados diante dos mega especuladores que a manejam (George Soros e outros com seus bilhões de dólares).
    Modificar o Brasil nos moldes da Escandinávia, Canadá, Nova Zelândia, implicaria decisivamente em investimentos na Educação, de modo a alterar o pensamento do brasileiro quanto à coletividade, à sociedade, e não à individualidade e sucesso apenas empresarial.
    Alterar a nossa Pátria tomando por exemplos a China, atualmente desenvolvidíssima, seria implemantar um regime de força, algo que o mundo não aceitaria e a maioria dos brasileiros, mas que também estaria atrelada à Educação, de modo que os governantes permanentes não fossem os únicos beneficiados, mas que o progresso fosse estendido ao país e povo.
    Pois, no Brasil, o PT tentou criar uma dinastia partidária, incorrendo em erro grave: abandonou a população e o próprio País em benefício de si mesmo e de seus aliados, justamente em detrimento da Educação, em qualquer circunstãncia a mola mestra para o desenvolvimento de qualquer candidato ao progresso e desenvolvimento.
    O plano petista deu certo por dez anos onde eles se aproveitaram da nação brasileira para se locupletarem e gozarem das delícias dos extremos. O povo deu um BASTA!
    Esta política nefasta e deletéria não serve mais, não a queremos.
    A questão, então, que ficará para ser respondida e decifrada será:
    QUAL?!

  7. Senhor Chicão da Serra.
    Há exatos 77 anos, o britânico JOHN MAYNARD KEYNES revolucionou a Economia Política. Ele moldou o pensamento que norteou práticas de governos que, grosso modo, vigoraram até o o chamado Consenso de Washington, no final do anos 80. O economista, da Universidade de Cambridge, foi responsável por um dos grandes pontos de inflexão sobre o papel do Estado na Economia: a obra A TEORIA GERAL DO EMPREGO, DOS JUROS E DA MOEDA (THE GENERAL THEORY OF EMPLOYMENT, INTEREST AND MONEY), publicada em 1936. Trata-se, em suma, do nascedouro do conceito de bem-estar social. Felizmente, o texto voltou a encontrar eco neste início de século, com a óbvia constatação de que é preciso engendrar políticas que façam frente aos efeitos,muitas vezes devastadores, da globalização.
    Em outro clássico, de 1926, Keynes já esboçava as suas idéias, de certa forma, intervencionistas: O FIM DO LAISSEZ-FAIRE, baseado em palestras proferidas em Oxford (1924) e na Universidade de Berlim (1926). Para ele, o livre mercado falhara em resolver satisfatoriamente as distorções da economia, sobretudo no que tange ao emprego e às desigualdades sociais. Então, o economista já havia perdido as esperanças de que o individualismo geraria o progresso humano. Diferentemente de seu professor, ALFRED MARSHALL, descartava a crença de que “o capitão de indústria” levaria a economia ao paraíso.Não levou. O liberalismo resultou em desemprego, em condições desumanas de trabalho e em concentração de renda.
    Nesse texto, há assertivas demolidoras: “Não é verdade que os indivíduos possuem uma liberdade natural.” “O mundo não é governado do alto de forma que o interesse particular e o social coincidam.” “Nem é verdade que o auto-interesse seja geralmente esclarecido; mais frequentemente, os indivíduos que agem separadamente na promoção de seus próprios objetivos são excessivamente ignorantes ou fracos até para atingí-los.” Essas são penas pílulas da ironia e brilho de KEYNES, a quem se atribui ainda um comentário pouco lisonjeiro sobre RUI BARBOSA, na Conferência de Paz em Haia, no ano de 1907: “Very boring this Mister Barbarosa (sic).”
    O contexto histórico em que surgiu a teoria keynesiana era peculiar. Em 1936, conviviam a ascenção do fascismo e a proliferação das idéias e experimentações socialistas. Esse ambiente forjou a defesa de KEYNES pelo aperfeiçoamento do capitalismo, o que demandaria uma maior intervenção do estado. Mas nada que se assemelhasse à propriedade dos meios de produção. A utopia de KARL MARX era o socialismo. A de KEYNES era colocar o capitalismo a serviço do bem-estar social. O britânico foi uma espécie de precursor de uma Terceira Via, um modelo que conciliasse eficiência econômica empresarial e políticas públicas proativas.
    A evolução do capitalismo ocorreria, segundo ele, por meio de um TURNING POINT moral: a busca da riqueza não deveria ser a finalidade última do homem. O economista sustentava ainda que o LAISSEZ-FAIRE – teoria muito citada e mal interpretada de ADAM SMITH – fracassara na distribuição de renda e não havia assegurado o pleno emprego. A SUPOSTA MÃO INVISÍVEL GEROU O ENRIQUECIMENTO DAS ELITES E O EMPOBRECIMENTO DOS TRABALHADORES. O Estado keynesiano deveria atuar onde as empresas não tivessem interesse, por meio de investimentos sociais que não objetivassem o lucro. Keynes defendia ainda a ‘morte’ do rentista, o que implicaria a redução dramática dos juros, para a cabar com a escassez de capital.(Revista CartaCapital, nº 416, de 25/10/2006, Marcia Pinheiro).
    TUDO ISSO SOA ATUAL(ÍSSIMO), MORMENTE NO PAÍS DIVIDIDO ENTRE (MAIORES)MILIONÁRIOS E (MAIS) MISERÁVEIS DO MUNDO?
    Entre o genial Keynes e o também genial Marx, fico até o fim com o segundo. A utopia de KARL MARX ainda é a minha mas, isso não me impede de estudar e até admirar, em certos aspectos, a utopia Keynesiana!
    Trasncrevi e escrevi tudo isso por causa do 3ºcomentário (contraproducente) acima: ‘retrógrados’, “velhas opiniões formadas sobre tudo…” Até ou, principlamente, para se debater idéias, deve-se adquirir um mínimo de conhecimento sobre o que se quer debater ou do que se quer discordar. Discordar como um fim em si mesmo não gera nada, é estéril. E dabate-se para gerar idéias, defendê-las/atacá-las, não para se atacar pessoas! Tem comentaristas que aparecem aqui neste foro que até nos desanimam de escrever!

  8. “ALTERNÂNCIA NO PODER” – Hélio Fernandes (Em 14.06.2013)

    Mestre Evandro [Lins e Silva] sempre me dizia: “Helio, se você chegar pela primeira vez num país, não conhecer nada do seu sistema de governo, pergunte: Existe alternância de poder? Se existir, você está numa democracia”.
    ………………………………………………….

    Digo eu:

    O PODER é permanente – é dos donos da riqueza. Não se alterna.

    O GOVERNO é que é periódico – alterna-se.
    O GOVERNO é a burocracia, a gerência do PODER.
    O GOVERNO detém apenas pequena fração do PODER.

    Habitantes:

    -ELITE => menos de 10% – No andar de cima => Cidade Sorriso.
    -POVO => mais de 90% – No andar de baixo => Vale de Lágrimas.

    Desde a Grécia Antiga (em Atenas), existem os conceitos: KRATOS/poder, ARCHER(arquêr)/governo) e DEM/povo.

    KRATOS: cracia => exercício do PODER:
    -Aristocracia => Poder dos melhores [áristós];
    -Plutocracia => Poder das classes ricas;
    -Democracia => Poder do Povo [NUNCA, depois da Grécia].

    ARCHER (arquêr) => arquia => exercício do GOVERNO:
    -Monarquia => Governo de um só [o monarca];
    -Oligarquia => Governo de poucos;
    -Anarquia => Governo nenhum.

    O moderno Estado Nacional, Republicano, Democrático de Direito configurou-se no séc. XVIII, com as Revoluções Americana e Francesa, após o lançamento do livro “O Espírito das Leis”, contendo a proposta do fatiamento do poder do Rei Absoluto, em 3 funções do Estado (e não ‘poderes’): função Legislativa, função Executiva e função Judiciária, nesta ordem.

    É apenas grandiloqüente e duplamente redundante a definição de Abrahan Lincoln: “DEMOCRACIA É O GOVERNO DO POVO, PELO POVO E PARA O POVO”.

    É lorota o dito nas Constituições:
    “O Poder emana do Povo e em seu nome é exercido”,
    porque
    o PODER emana das elites burguesas, os Capitalistas, e em seu nome é exercido.

    Esta Democracia nasceu burguesa – revolucionária, então,
    pois destronou o Feudalismo e a Monarquia Absoluta.

    Tornou-se de Direita, Autoritária, Corrupta, Depravada.

    Chega de definições gramurosas – e falsas!

  9. Dione Castro da Silva,
    Seu comentário consegue de maneira brilhante sintetizar os pensamentos de grandes formuladores de teorias econômicas.Parabéns pelo lucidez do texto,que sem dúvida alguma deveria ser transcrito como artigo neste Blog.
    Com a palavra o eficiente editor Carlos Newton.

  10. A lei Shermann anti-tust determinou o fim do monopólio de Rockfeller levado a cabo pelo presidente Ted Roosevelt em 1911 e pouco depois Henry Ford venceu no tribunal o monopólio das patentes do automóvel, criando sua fábrica com seus empregados ganhando o dobro do usual, com 8 horas de trabalha e 5 dias por semana.
    De onde veio esse sentimento positivo, da cultura cristã americana ou da “redentora” de 1917 que veio depois?

  11. O mestre grego Aristóteles criou o silogismo:
    Sócrates é homem.
    O Homem é mortal.
    Logo, Sócrates é mortal.
    Aproveitemos o silogismo aristotélico:
    Empresas nascem graças ao dinheiro do Estado (que vem do cidadão-contribuinte-eleitor).
    Empresas conseguem lucrar.
    Logo, este lucro pertence ao Estado (ao cidadão-contribuinte-eleitor).
    Isto está longe de constituir-se em devaneio ou em algo inviável. Há países que arrecadam grandes percentuais ao povo e aplicam tais recursos em benefícios sociais. E … são os que apresentam o maior índice de felicidade, segundo todas as aferições internacionais, a saber:
    Noruega / Suécia / Dinamarca / Austrália …
    E bem vale a pergunta: quais são os “grandes líderes populares” destes países? Eles não os têm. O que existe são leis de direto alcance social, que proporcionam Educação, Saúde, Transporte Público, Habitação, etc
    Daí … a felicidade em altíssimo nível.
    Isto é um sonho, bravo lutador Francisco Bendl? Sim, para alguns, que, como disse a brilhante Dione, em muitas ocasiões sequer sabem “do que se trata” o assunto em pauta, preferindo repetir e repetir, à exaustão, pontos de vista distantes das matérias postas e argumentam … sem consistente embasamento. Dá vontade de não escrever mais? Dá. Você e eu já pensamos em abandonar o barco …
    Mas para outros – entre os quais me incluo – o processo de trazer para nós a prosperidade oriunda das práticas sociais existentes em tantos países, é possível, sim. Mas como?, se o povo pouco ou nada sabe sobre isto? E ESTAVA silencioso, conformado …
    Karl Marx, até agora, permanece como o único a propor o estudo da Origem do Capital – ele que mergulhou em profundidade na filosofia de Aristóteles e evidentemente no silogismo aqui mencionado. Marx escreveu sobre mais de vinte ciências e disciplinas, foi o primeiro homem a falar em direitos humanos, em leis de proteção ao trabalhador. E … nunca candidatou-se a nada, nunca indicou ninguém para nada, nunca ocupou qualquer cargo público … e morreu sendo ajudado financeiramente por amigos, como Engels.
    Fica a pergunta. Quem pode citar uma empresa construída unicamente com o dinheiro dos seus sócios, sem recorrer a bancos? E o dinheiro dos bancos existe graças aos depósitos do povo, às arrecadações de multas, taxas, mensalidades de todos os tipos … e aos socorros dos governos.
    O mundo de hoje … existiria sem isto? Diante desta inacreditável e tão massacrante realidade, na qual países inteiros declararam suas falências, o Estado (o povo) é quem salva TUDO!!!
    Onde encontramos o decantado capitalismo? No artigo friso que nos Estados Unidos … é que não é. Na terra do Tio Sam, Franklin Roosevelt (1932) implementou o New Deal, seguindo Keynes – usando o dinheiro do Estado (do povo) – e reergueu a nação, então completamente falida. Enriqueceu os donos das indústrias do aço (Schwab), dos carros (Ford), da borracha (Good Year), da fotografia (Eastman) e do petróleo (Rockefeller). Os trabalhadores … passaram a fazer as maiores greves de que se tem conhecimento, pois enquanto os “empresários” enriqueciam … eles tinham como obrigação trabalhar até 16 horas por dia. E receber salários baixíssimos. Exploração pura.
    As Primaveras estão em toda a parte. Graças a elas, surgiu o Occupy Wall Street, quando ficamos sabendo que dez por cento dos cidadãos ianques ficam com a metade do meio circulante (a produção), enquanto noventa por cento lutam desesperadamente pelo restante.
    Vamos brincar (falando sério) um pouco? Por que será que o Prozac vende o dobro do Viagra nos Estados Unidos? Por que será que as drogas pesadas batem recordes de vendas, lá?
    VIVA O BRASIL!!! Iniciamos um processo de redenção. Se o nosso país não será perfeito – nenhum é, nenhum nunca foi – isto não deve e não pode ser usado como conformação e acomodação.
    “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos, e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso, para que que não deixe de caminhar”. (EDUARDO GALEANO, em As Veias Rasgadas da América Latina)
    DIONE CASTRO DA SILVA!!! EU TE ADMIRO!!!

  12. Meu caro Almério,
    A vida não é feita de ilusões!
    Pessoas realizadas como tu em termos pessoais, familiares e profissionais, podem sonhar, exercitar palavras incentivadoras, imaginar que conseguirão mudar o que está estabelecido.
    No entanto, a grande maioria da população não só não pensa desta forma como não consegue entender como obterá êxito naquilo que se dispor, apenas luta e aguarda por medidas que um dia sejam postas em prática.
    Legal essas manifestações. Animadoras. Jamais se viu algo igual, inclusive no Exterior os brasileiros fazem o mesmo que no Brasil, manifestam-se por melhor Educação, Saúde mais adequada às necessidades do povo, Segurança confiável, a diminuição da corrupção!
    Fantástico, Almério!
    Pergunto, entretanto:
    Viste alguém portar um cartaz por menores lucros dos bancos?!
    Reparaste se havia pessoas querendo que o preço da energia elétrica diminua?!
    Percebeste se grupos berravam para que a gasolina não fosse tão cara?!
    Ouviste vozes que clamassem por aliemntos mais em conta, sem os impostos que os tornam inacessíveis à população dependente do Bolsa Família?!
    Chegaste a ver um plano sobre como o governo introduzirá o Ensino em tempo integral?!
    Certamente também não te desses conta, meu amigo, que não houve reivindicações quanto às altíssimas alícotas do Imposto de Renda que sangram o bolso do brasileiro!!!
    Em outras palavras, Almério, o dinheiro e seu sistema de distribuição continuarão os mesmos, com os bancos lucrando quantias extraordinárias; os Batista da vida explorando este País; os Danta se intrometendo no governo; os banqueiros cada vez mais poderosos; os trustes mais influentes.
    Não quero dizer, evidentemente, que essas manifestações não vão render dividendos à população, claro que sim, pois assustaram o governo, fazendo-o que enxergasse o povo pela primeira vez, mas os recursos estão canalizados para outras prioridades e, a principal, é a manutenção das elites, seus ganhos, poder, influência, maquinações, estratégias, e comandando esta nação por detrás das cortinas!
    Pensa nisso, Almério, e tu concluirás que temos uma longa jornada pela frente, que está muito além das passeatas que estamos vendo e muitos de nós também participando.
    Um forte abraço, meu caro.

  13. Caro Francisco Bendl, saudações
    “A Caminhada é longa, mas uma vez dado o primeiro passo, ela já terá se tornado mais curta”
    (Confúcio)
    Aos 70 anos de idade, já aprendi que a Vida não é feita de ilusões. Os mais importantes pensadores da humanidade como Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro, Spinoza, Mórus, Marx e muitos outros, também foram sonhadores/ilusionistas derrotados. Sócrates foi condenado à morte; Aristóteles teve que deixar Atenas, morreu pobre, doente e abandonado ou seria condenado como Sócrates (“não permitirei que Atenas peque duas vezes contra a Filosofia”); Epicuro teve quase todos seus papiros queimados, pois escrevia sobre (entre outras “coisas”) a Compreensão da Vida e a Plena Liberdade de Escolha (religiosa); Spinoza foi vítima de dois atentados contra a sua vida, na rua. Foi excomungado. Mórus é praticamente considerado como louco, por sua Utopia. Marx … é tido como terrorista e perigosíssimo. EU??? Diante destes caras … não chego sequer a ser um grão de areia nas praias do mundo e, assim sendo, sou muita coisa!!! Sou aposentado … faço palestras em todo o Brasil … entendo-me de bem com a vida. Vale sempre repetir e repetir o título de um livro do gigante JOÃO UBALDO RIBEIRO: “VIVA O POVO BRASILEIRO”.
    E … não esquecendo do gigante EDUARDO GALEANO:
    “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso, para que eu não deixe de caminhar”.
    O importante não é o resultado da luta. É nunca parar de lutar. Abraçosss !!!

  14. Caro Francisco Bendl !!!
    Aprecio – e como!!! – seus textos. São claros, corajosos, verdadeiros, lúcidos e clarificadores.
    Você é pragmático … “pé no chão” !!! Eu não saberia ser assim. Sou socrático (desafiador) e platônico (sonhador).
    Ambos – Sócrates e Platão – seriam hoje considerados como duas bestas quadradas.

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