Dilma bobeou: Afonso Florence está sendo investigado na Bahia e jamais deveria ter sido nomeado ministro.

Carlos Newton

O governo federal divulgou este fim de semana uma nota em que a presidente Dilma Rousseff diz que “lamenta interpretações” negativas sobre a atuação do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Afonso Florence (PT-BA), que deixou o cargo sexta-feira.

A nota reitera agradecimentos da presidente a Florence por sua “importante colaboração à frente da pasta” e diz que Dilma considera que o petista “prestou grandes serviços ao processo de inclusão social no campo”.

Mas na verdade todos sabem que Florence deixou o cargo porque o Planalto entendia que seu desempenho à frente do ministério era insatisfatório. O petista estava há meses da lista de ministros que perderiam o cargo, devido à sua inoperância, marcada pela lentidão da reforma agrária. A expansão do programa foi a pior desde 1995, com menos de 22 mil famílias assentadas. Um fracasso total.

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IMPORTANTE COLABORAÇÃO?

Leia a íntegra da nota da Presidência:

A presidenta da República, Dilma Rousseff, reiterou hoje os agradecimentos ao ministro do Desenvolvimento Agrário, deputado Afonso Florence, por sua importante colaboração à frente da pasta.

A presidenta lamenta interpretações em contrário e considera que Florence prestou grandes serviços ao processo de inclusão social no campo. No comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário, ele participou de ações que fortaleceram a agricultura familiar e ajudaram a melhorar a vida de milhares de brasileiros.


A presidenta está certa de que continuará contando com o valioso apoio e a colaboração de Afonso Florence, que deixa o cargo para se dedicar a projetos importantes para seu estado, a Bahia.”

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UM OLHAR NO PASSADO

É preciso que se diga a verdade. O deputado federal Afonso Florence jamais deveria ter sido nomeado para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Motivo: na Bahia, ele está sendo investigado pelo Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, por falcatruas no repasse de verba da Secretaria de Desenvolvimento Urbano a uma entidade privada.

Em 2008, quando comandava a Secretaria, o petista Florence autorizou convênio com o Instituto Brasil no valor de R$ 17,9 milhões, para construção de 1.120 casas populares, sem licitação. O instituto é uma Oscip da área de direitos sociais e cultura.

As irregularidades resultaram na suspensão dos repasses, determinadas pelo TCE por orientação do MP, e em duas representações da bancada da oposição na Assembleia da Bahia por improbidade administrativa.

O tal Instituto Brasil, que conseguiu receber cerca de R$ 8 milhões da Secretaria então comandada por Florence e passou notas frias, não por coincidência é presidido por Dalva Selle Paiva, do PT baiano. Está tudo em casa.

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