Dilma convoca reunião dos aliados para discutir a proposta de novas eleições

    Dilma convoca seus aliados, sem saber quantos irão comparecer

João Valadares
Correio Braziliense

Com a articulação política tímida no Senado para tentar reverter os votos pró-impeachment, os efeitos da Operação Custo Brasil, que prendeu o ex-ministro Paulo Bernardo, e ainda o mergulho estratégico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os aliados da presidente afastada Dilma Rousseff tentam a última cartada para retomar o poder. Esta segunda-feira, às 19h, reunião no Palácio da Alvorada com lideranças políticas ligadas à petista e grupo de juristas pretende amarrar juridicamente proposta de novas eleições para ser encampada por Dilma caso ela retorne à Presidência da República.

Os 10 senadores da bancada do PT no Senado fecharam questão e apoiam integralmente a convocação de um plebiscito para a população brasileira decidir em relação à realização de eleição presidencial neste ano.

O objetivo do encontro é conceber um formato com amparo constitucional para chamamento de eleições e apresentá-lo posteriormente a um grupo de 13 a 15 senadores que, na avaliação dos petistas, poderiam mudar o voto e apoiar o retorno de Dilma.

CANETA NA MÃO – O Correio apurou com fontes petistas que a articulação política no Senado está praticamente parada. Os obstáculos enfrentados, avaliam os aliados de Dilma, são bem maiores do que o imaginado. A primeira dificuldade apontada é que o presidente interino Michel Temer tem a caneta na mão.

Foi assim que o peemedebista deu um passo para assegurar o voto do senador Romário (PSB-RJ) a favor do impeachment. Temer, na segunda-feira passada, trocou o titular da Secretaria Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Ele nomeou para o cargo Roseane Cavalcante Freitas, indicada pelo político carioca.

As pesquisas de opinião divulgadas até o momento foram consideradas ruins pelos petistas. Apesar de grande parte das pessoas rejeitar o governo provisório, a população indica que não quer o retorno de Dilma.

PT ESTÁ DIVIDIDO – O outro obstáculo é a própria divisão do partido em relação ao chamamento de novas eleições. Parlamentares do PT afirmam que até a presidente está perdida em relação a este assunto. Reclamam que, até agora, faltando aproximadamente um mês e meio para a definição do impeachment no Senado, não há uma proposta clara, definida, e com amparo constitucional, para apresentar e tentar “virar” os votos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É só um jogo de faz-de-conta, para ganhar espaço no noticiário. Dilma não tem a menor chance de voltar, até mesmo porque não demonstra condições psicológicas de conduzir o governo. Os parlamentares estão conscientes dessa realidade. Na última reunião de senadores aliados convocada por ela só aparecem 12 dos 22 que votaram contra o impeachment. Vamos ver qual vai ser o quorum da reunião desta segunda-feira(C.N.)

9 thoughts on “Dilma convoca reunião dos aliados para discutir a proposta de novas eleições

  1. Carta Maior

    24/06/2016

    “Os golpes vêm para ficar

    Não vejo saída sem o plebiscito. Só entrada, mais uma e de vez, num longo túnel chamado golpe. Trata-se aqui de ganhar a vida e a batalha.”

    Flavio Aguiar, de Berlim.

    “Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”
    ou
    “Ganha-se a vida, perde-se a batalha!”

    ‘ (…) Do Capítulo LV, de “D. Casmurro”, de Machado de Assis.

    No referido capítulo do romance de Machado, o protagonista e narrador Bentinho hestia entre os dois finais di soneto que pretende escrever. E que, no final, não o faz. Em suma, o soneto, quando menos, perdeu ambos, a vida e a batalha.

    Mutatis mutandis, é uma situação hoje enfrentada pelas esquerdas brasileiras, sobretudo, as extremas. Que não gostam do PT. Que nunca gostaram do PT. Que se desiludiram com o PT. Enfim, tudo.

    A dúvida cruel, de bastidor, porque inconfessa, pode assim ser resumida: o governo Temer é fraco (e é); o governo Dilma também é e será fraco, se houver uma nova volta; melhor combater um governo Temer fraco e ilegítimo do que um governo Dilma fraco mas legítimo; então vamos por panos quentes numa possibilidade da volta de Dilma; a volta dela está ficando ligada à ideia de um plebiscito sobre a antecipação das eleições; então, se esta a fórmula para ela retornar com força, menos que mínima, somos contra. O resto, convenhamos, é silêncio. Porque tal nano se diz. Fica nas entrelinhas. Nas linhas se diz que o plebiscito é duvidoso, pode legitimar o golpe, pode abrir a porta para uma derrota das esquerdas… etc. (…)’
    http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Os-golpes-vem-para-ficar/4/36336

  2. Não é bem assim. O preço que estamos pagando pela quitanda do Temer está no Estadão. Tem Senador querendo até 34 cargos.
    Governo Temer… Desordem e Processo….

  3. O governo Temer não é diferente dos demais, é apenas uma esperança de não “esbarrarmos” com Dilma por aí! Dilma se tornou persona non grata no país! As pessoas desenvolveram verdadeira repugnância a um possível retorno deste governo. O problema é que Temer não consegue como presidente se desvencilhar do fato que foi vice do PT (vide sua dificuldade em exonerar petistas de seus cargos de confiança). O emaranhado é muito mais complexo do que se imagina!
    Ainda sou otimista: do caos ressurgiremos com a Fênix das cinzas! Não há outra alternativa, os responsáveis pelas instituições são obrigados à auto-crítica. O povo não aceita mais ser regido por políticos e ministros de tribunais superiores que se alimentam de benefícios públicos e falcatruas e que atuam em causa própria arrotando leis em verborragias “pseudo constitucionais”!
    Basta!

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