Dilma determina a Mantega mudanças no comando da Previ, mas a crise continua

Carlos Newton

Reportagem de Vicente Nunes e Vânia Cristino no Correio Braziliense mostra que a presidente Dilma Rousseff mandou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demitir Ricardo Flores da presidência da Previ, o fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil.

O Palácio do Planalto identificou que o executivo, responsável pela administração de um patrimônio superior a R$ 150 bilhões, é o principal responsável pela guerra por poder que engolfou o Banco do Brasil e está contaminando a Fazenda e parte da base aliada do governo.

Entre Flores, que é ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, e o presidente da instituição financeira, Aldemir Bendine, que é da cota de Mantega, Dilma optou por substituir o primeiro. “A irritação com Flores chegou ao limite”, disse ao Correio um importante assessor do Planalto.

Flores e Bendine não se falam há quase um ano, vejam a que ponto a situação chegou. Depois de uma longa convivência — foi Bendine quem apoiou a nomeação de seu desafeto para a vice-presidência de Crédito do BB antes de ele ir para a Previ —, os dois resolveram disputar quem é mais influente dentro do governo.

A reportagem revela que o problema é que eles se juntaram a grupos de parlamentares do PT descontentes com a gestão de Dilma, espalhando boatos e minando votações no Congresso importantes para o Planalto, como o projeto que cria o fundo de previdência dos servidores públicos.

O auge do descontentamento se deu em janeiro, após o presidente do BB demitir 13 diretores de uma só vez. Até o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), reclamou.
Traduzindo: Bendine, o presidente do BB, está por um fio e deve ser a próxima vítima.
Na verdade, a crise entre BB e Previ ainda não está debelada. É uma novela com muitos capítulos, que continuarão se desenrolando.

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