Dilma erra, se vetar o reajuste dos aposentados do INSS

Pedro do Coutto

A presidente Dilma Rousseff cometerá mais um erro, dessa vez tanto político quanto administrativo, se vetar, como anunciou o senador Delcídio Amaral, líder do governo, o projeto de lei que amplia a todos os aposentados e pensionistas do INSS as mesmas regras que regem o aumento anual do salário mínimo. Excelente reportagem de Cristiane Jungblut, O Globo de quinta-feira, focaliza nitidamente assunto.

O veto, além de socialmente injusto, funcionará na prática para desgastar ainda mais o governo. Afinal de contas, se o salário mínimo incorpora ganho geral, por pequeno que seja, acima da inflação, e se 33% dos segurados ganham apenas o salário mínimo, através do tempo, como logicamente sustentou Paulo Paim, que é do PT, chegará a uma escala na qual todos os aposentados e pensionistas vão receber o salário mínimo. O que será um retrocesso, uma vez que contribuíram com valores que incidiram sobre remunerações acima do piso legal.

Quer dizer: desaparece o princípio da proporcionalidade do valor diferenciado das contribuições. E não só das contribuições dos empregados. Também a dos empregadores. Por falar nas contribuições (duplas) para as aposentadorias e de seu valor, lê-se que a média dos vencimentos mensais de 32 milhões de aposentados e pensionistas é de apenas 1 mil e 3 reais. Qual a fonte desta informação? O Diário Oficial de 2 de julho, portaria do ministro Carlos Gabas, sobre a folha de pagamentos de junho. Com tal resultado, como o sistema previdenciário pode ter déficit?

E A VERSÃO DE LEVY?

Difícil acreditar na versão da equipe econômica do governo chefiada pelo ministro Joaquim Levy. Por quê? Porque, se a mão de obra ativa brasileira é de 100 milhões de pessoas (metade da população) e se a massa salarial corresponde a 40% do PIB, de acordo com o IBGE, tal percentagem corresponde anualmente a 2 trilhões e 200 milhões de reais. Logo, a contribuição dupla que incide sobre os salários ultrapassa (ou deve ultrapassar) de longe a escala de 500 bilhões de reais. Não esqueçamos que enquanto o desconto médio sobre os salários é de 10%, a dos empresários é de 20% sobre as folhas mensais. Que acham desta projeção os companheiros Flávio Bortolotto e Wagner Pires?

Sobretudo porque, se o desembolso mensal do INSS e, como vimos, da ordem de 32 bilhões, multiplicando-se a parcela de 13 remunerações, o resultado oscila em torno de 400 bilhões de reais. Acrescente-se para efeito de receita que 20% dos aposentados e pensionistas permanecem (e assim descontando) para o INSS. Qual o efeito da contribuição? Nenhum. Acrescenta à receita e não acarreta despesa alguma. Como é contabilizado esse dinheiro? O Ministério da Previdência até hoje não explicou qual o destino. Mas deveria explicar ao país. Fica devendo.

Esse é o quadro econômico base da Previdência Social. Assim, se cair no erro de vetar o projeto, a presidente Dilma tornar-se-á ainda mais devedora do que já está em relação à população brasileira, principalmente os mais pobres que, como na canção de Chico Buarque, Vinicius e Garoto, vão em frente sem saber com quem contar.

36 thoughts on “Dilma erra, se vetar o reajuste dos aposentados do INSS

  1. Pedro, o argumemto que você apresenta é falacioso. A política de aumento real do salário mínimo destina-se justamente a diminuir as diferenças salariais e a desigualdade de renda, que no Brasil é uma das maiores do mundo. Se todos os salários fossem aumentados proporcionalmente perpetuar-se iam estas diferenças. O fato do salário mínimo aumentar mais do que os outros que forem corrigidos pela inflação não significam que os outros estejam diminuindo, significa que o mínimo está aumentando. Não há nada de injusto nisso, falando em termos de política salarial. Quanto às aposentadorias, a lei diz que não pode haver aposentadorias abaixo do salário mínimo, então elas têm que ser corrigidas pelo menos para o valor do mínimo. Não significa que os que fizeram maiores contribuições estejam perdendo, mas sim que os outros estejam ganhando.
    Quando o mínimo subir tanto que todos os aposentados estejam recebendo por ele, vão,todos começar a ser corrigidos pela política que estiver vigente de aumento do mínimo, então na realidade todos estarão ganhando mais do que ganhariam se não houver esta política.

    • Prezado Wilson B. Junior

      Discordo completamente da sua afirmação. Não sei baseado em que o senhor estes seus calculos matemáticos elementares.
      Gauss deve estar se revirando no túmulo.

      • prezado Ricardo, deixe o pobre Gauss em paz, não sei porque ele se importaria, uma vez que o meu post não contém absolutamente nenhum cálculo, nem elementar nem avançado, apenas um enunciado simples” de lógica: suponhamos que o salário mínimo seja de 1.000 reais, se você tiver uma aposentadoria de 5.000 reais, que naquele determinado momento equivale a cinco salários mínimos e eu tiver uma aposentadoria de 1.000 reais, que naquele momemto equivale a um, se houver uma inflação de 10% a sua aposentadoria for corrigida para 5.500, ou seja, mais 10%, você continua ganhando exatamente a mesma coisa em valores correntes e podendo comprar as mesmas coisas, independente de se aumentarem a minha aposentadoria para 1.100, 1.500 ou dois mil reais. a única coisa que muda é que diminui a desigualdade entre nossos salários, eu ganhava cinco vezes menos do que você e agora ganho duas vezes e meia menos. O que não significa absolutamente que você tenha passado a ganhar menos.
        A política de aumento real do salário mínimo visa exatamente a diminuir esta desigualdade, que é das maiores do mundo no Brasil. Se aumentarem o salário mínimo para cinco mil e quinhentos reais, nós estaremos ganhando a mesma coisa mas isso não significa que você estará ganhando nem um centavo menos do que antes.
        Agora, se a inflação for os mesmos 10% e corrigirem a sua aposentadoria em menos do que isso para poder me dar um aumento maior, aí sim você poderia dizer que o sua aposentadoria está diminuindo.
        E os aposentados que ganham um salário mínimo só ganham esse aumento maior porque a lei determina que ninguém que esteja empregado ou aposentado pode ganhar menos do que um salário mínimo. Se os aposentados que ganham mais de um salário mínimo tivessem aumentos equivalentes aos do salário mínimo, como dentro do critério de diminuir a desigualdade este aumenta mais do que os salários de quem está na ativa, depois de algums anos os aposentados estariam ganhando mais do que os trabalhadores que ainda estão na ativa. E isso seria considerado justo?

        • Caro, Wilson, creio que seu pensamento se baseia por baixo. Em seu exemplo, caso a pessoa ganhe 5 mil reais deve aceitar calada, pous tem gente que ganha bem menos. É isso mesmo?

          • Não, Fred. Os valores poderiam ser quaisquer, eu quis apenas mostrar que, se aceitamos que o país deve aumentar o valor real do salário mínimo, para que ele realmente seja um salário mínimo justo, é inevitável que a diferença entre ele e os outros salários tenda a diminuir, mas que isso não quer dizer que os outros salários estejam ficando menores.
            Dentro desta política o salário mínimo não pode mais ser tomado como um valor de referência para os demais reajustes, porque sua variação será, propositalmente, maior do que a inflação.
            A situação ideal seria aquela em que o salário mínimo fosse suficiente para sustentar uma família composta de um casal e dois filhos (que é como ele foi originalmente definido na sua criação, hoje ele vale menos de um quarto desse valor) e que os outros salários fossem então definidos pelo mercado, de acordo com a procura para cada cargo e a capacitação exigida para eles. E que as aposentadorias fossem corrigidas de acordo com a inflação real, mantendo o seu poder de compra. Neste caso, os salários podem crescer mais ou menos do que o salário mínimo, conforme a situação,econômica.

          • Ricardo, não sei quem são os que você chama de castas superiores, mas as inatingíveis certamente não são os assalariados, por mais altos que sejam os seus salários. Todos os assalariados são atingidos pela inflação, excetuando os políticos, porque estes têm a injusta prerrogativa, que nós não temos, de fixar seus próprios salários e os dos seus favorecidos. A correção do salário de qualquer assalariado que ganhe acima do mínimo depende da sua produtividade e de quanto ele é necessário, ou difícil de substituir, para seus empregadores.

      • Írio, isto quer dizer então é que se os alimentos aumentam mais do que o salário mínimo, nem a correção do salário mínimo está sendo feita de acordo com a inflação, e nem a dos outros, que deveria ser, não está sendo. O que não invalida o argumento da correção da desigualdade. Os salários para serem aumentados dependem do aumento da produtividade do trabalho, não é possível continuar aumentando os salários se não aumenta também o faturamento das empresas – chega-se a um ponto onde as empresas deixam de poder pagar os salários. O dinheiro para pagar os salários (e as aposentadorias) tem que vir de algum lugar, não cai do céu.

        • Sr. Wilson:

          O dinheiro para pagar as aposentadorias é oriundo das contribuições de patrões, da ordem de 20% do salário do trabalhador e de 11% sobre o salário desse mesmo trabalhador, porém, limitado a um valor de referência, que está no limite aproximado de R$5400,00. Ninguém pode ganhar acima desse teto de referência, no âmbito do trabalho executado nas empresas privadas, diferentemente das aposentadorias do setor público, na qual o servidor trabalhador ganha pelo valor máximo de seu último salário no momento de sua aposentadoria. Se ganhava R$ 20.000,00 é com esse valor que curtirá o ócio com dignidade.

          Lógico, que em situação de crise e consequentemente de desemprego, o caixa da Previdência diminui, entretanto, é compensado pelos momentos de euforia da economia com empregabilidade em alta, caso dos 8 anos do governo LULA, incentivado pelo consumo das famílias em larga escala.

          Ora, na escala do tempo, se somados 10 anos de aumentos maiores para quem ganha salário mínimo e valores menores para quem ganha mais porque contribuiu para isso, aquele que mais contribuiu sofrerá perdas que ao final, se viver mais para perceber a redução de seu poder de compra para alimentação, remédios, etc… acabará tristemente com a conclusão de que nada adiantou contribuir com o máximo para ter um melhor benefício.

          Olhem bem, essa política ocorre em todos os governos desde a Ditadura Militar, porém, se acentuou a partir do governo FHC e continuada pelo governo LULA, um parênteses: como são parecidos os governos tucanos e petistas, com pequeníssimas variações.

          Recentemente, falo do governo antes de 2014, algumas empresas foram beneficiadas com a redução do valor do repasse para o INSS com a justificativa de que não poderiam demitir empregados. Então, a contribuição para o INSS passou dos antigos 20% sobre o salário do empregado para uma hipotética e de difícil fiscalização para o lucro líquido das empresas.

          É muito fácil defender a redução das aposentadorias dos trabalhadores da iniciativa privada, quando a sua já está garantida por valores estratosféricos oriundas do setor público somadas as do Fundo de Pensão das empresas do Estado, como fez uma renomada economista, em entrevista recente concedida a jornalista Miriam Leitão, ocasião em que defendeu ardorosamente a manutenção do Fator Previdenciário.

          No fundo e na forma, cada um defende seus direitos corporativos e tenta a redução dos demais, principalmente da classe trabalhadora, que não tem poder de fogo e de união na defesa de seus direitos constitucionais, que preservam o mínimo para a sobrevivência de suas famílias.

          A matéria é complexa e de difícil compreensão, pois inúmeras variáveis são inseridas nessa equação previdenciária. No entanto, se os desvios éticos diminuíssem, sobrariam recursos para gerir o sistema tanto da Previdência quanto dos Fundos de Pensão, que já começam a entrar em dificuldades atuariais. Temo, que esse tema venha a tona nos próximos anos e será lamentável sob todos os aspectos, vide o caso dos trabalhadores da VARIG, com a inadimplência do Fundo de Pensão AERUS.

  2. Lula principalmente e Dilma trocaram de lado para governar e enganar com mais classe o povao. Se nao tivessem trocado de lado e peitassem o sistema financeiro, nao governariam. E todos esses ai que estao se opondo a eles atualmente no Congresso sao mais doceis ainda ao sistema financeiro, a banqueirada. Ate ja demonstraram em passado recente. Alias, vao retornar no futuro e voces poderao senti-los de novo na pele, ou melhor, no bolso.

  3. O grande e experiente Sr. PEDRO DO COUTTO diz que a Presidenta DILMA cometerá erro Político e Administrativo, se vetar Projeto de Lei que amplia para todos os Aposentados e Pensionistas do INSS a mesma Regra que rege o aumento REAL do Salário Mínimo. A meu ver, cometerá grande erro Político, mas não Administrativo. Infelizmente, há grande e crescente Deficit no Sistema de Previdência do Brasil, ( Regime Geral de Previdência Social, { Privados}, e Regime Próprio de Previdência Social { Funcionários Públicos},como um todo.

    Dados do INSS – 2013
    RGPS ( Empregados da Iniciativa Privada) URBANOS……………Superavit de +R$ 25 Bi.
    RGPS ( Empregados da Iniciativa Privada) RURAIS………………..Deficit de -R$ 76 Bi.
    RPPS ( Funcionários Públicos )……………………………………………Deficit de -R$ 47 Bi.
    Deficit Total de ……………………………………………………………………………………… -R$ 98 Bi.

    Em 2014 o Deficit Total foi de +- R$ 108 Bi, e para 2015 está projetado para +-R$ 120 Bi.
    Esses Deficits aumentariam bem mais sem o VETO.

    A conta que o grande Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO faz estaria correta, se 100% dos 100 Milhões de nossa População Ativa tivesse Carteira do Trabalho Assinada. Desses teríamos que descontar os +- 15 Milhões de Funcionários Públicos ( Federais, Estaduais e Municiapais, Ativos e Inativos). Do restante só +- 47% tem Carteira do Trabalho assinada. Isso reduz muito a Contribuição ao INSS estimada. Infelizmente, há Deficit.

    O grande Jornalista escreve em termos de JUSTIÇA SOCIAL, e nesses termos, o que se fez nos últimos 10 anos de Valorização do Salário Mínimo, também deveria ser feito com o Salário Médio, e principalmente com TODAS as Aposentadorias e Pensões. Porque os CUSTOS são crescentes para TODOS Nós. Mas nosso ESTADO sempre opera com Deficit Orçamentário, o que leva a alto Endividamento e altíssimo CUSTO em JUROS, o que impede maior JUSTIÇA SOCIAL. Temos que Reduzir nossos Deficits Públicos, e consequente nossa Dívida Pública. Abrs.

    • Flávio José Bortolotto,

      Acontece que eu aposentado urbano não contribuí para a aposentadoria rural e nem para os func.públicos. Pq a minha é que gera déficit? Não tenho culpa que as regras foram alteradas durante a partida. Que se corrija isso e tchau! VÃO RACHAR UMA LENHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Não concordo de forma alguma quando a conta de péssimas administrações passadas, recentes e atuais, recai sobre o lombo do brasileiro, e não vemos os ladrões do erário e incompetentes que deixaram a situação do Brasil neste caos econômico, sofrerem qualquer punição.
    Que o sr. Flávio José me perdoe, mas dane-se o custo administrativo porque não vemos nos poderes constituídos o mesmo sacrifício imposto aos aposentados.
    É a história de sempre, quando Delfim Neto exclamava que era necessário primeiro o bolo crescer para dividi-lo posteriormente.
    Vê-se que as fortunas de parlamentares, membros do Executivo e Judiciário estão cada vez maiores e mais sólidas porém, o povo, a cada ano perde com os tais reajustes insuficientes à sua sobrevivência, e tem de arcar com o prejuízo de gestões fraudulentas, desonestas e partidárias.

  5. O país é rico. É detentor de imensas, quase intermináveis riquezas naturais. E assim, há recursos para tudo, ou quase tudo.
    Para 39 ministérios, CCs/FGs, corrupção endêmica/sistêmica, acúmulo de fortunas – novas e antigas, enriquecimento ilegal, sustento de mordomias, complemento de moradia/alimentação de juízes (???), milhares de cabos eleitorais nas câmaras/assembléias/congresso nacional, pensão para quem nunca contribuiu, bolsas esmolas – para manter pobres sempre pobres. Até para presos e famílias de presos.
    E agora, ainda sem ter “caído a ficha” da maioria do povo brasileiro, o “governo dillmense” se propõe a pagar “parte do salário” de que está empregado! Dá para entender isto?
    A presidente Dillma cria mais uma “bolsa”, as custas do trabalho de todos. Para tentar parar/reduzir o declínio econômico, em que o próprio governo Dillma jogou o país. ella recorre as reservas nacionais e ao endividamento de futuras gerações.
    Mas para aqueles que contribuíram durante uma vida inteira, bem, estes podem/devem, cada vez mais, se aproximar do salário mínimo. Afinal, já não produzem mais nada: somente dão despesas.
    Enfim, é preciso que a presidente Dillma, quando de seu veto, explique/justifique por que os aposentados, aqueles que pagaram durante décadas e décadas, se tiverem suas APOSENTADORIAS corrigidas acima da inflação (já faz tempo, manipulada) quebrarão o país?
    Com a palavra Dillma. E não vale mentir!

  6. Pedro Couto, você “danou a professar tragédias; não tem uma palavra de esperança. Do que escreveste só sobra a música de Canhoto e a letra de Chico Buarque e Vinicius de Morais, da canção: Gente Humilde.

  7. Os maiores problemas do Brasil não são os aposentados e pensionistas, os maiores problemas do Brasil são: Juros Altos, corrupção, poder judiciário corporativista, tributação, etc….
    Mas, o maior deles é a “CORRUPÇÃO”, são bilhões que se esvaem dos cofres públicos, enriquecendo poucos e levando a miséria a muitos.

  8. O Wilson Baptista Junior parece ser um burocrata a defender o governo estabelecido.
    O grande problema senhor Wilson é que pessoas se aposentam com 5 ou 6 salários mínimos e 5, 8 e 10 anos depois cai para 3 salários.

    • João, nem eu sou um burocrata nem muito menos defendo o governo petista, como você poderia verificar pelos posts que tenho mandado a este blog através dos anos. O que está causando esta confusão é que as pessoas estão tratando o salário mínimo como se fosse uma unidade monetária, uma moeda, e não é. Não tem nenhum sentido dizer que uma pessoa ganha cinco, seis ou três salários mínimos, tem que saber é quantos reais a pessoa ganha e quanto valem hoje estes reais. Se as aposentadorias forem corrigidas de acordo com a inflação estes três salários mínimos que a pessoa ganha hoje continuarão valendo tanto quanto os cinco ou seis que ela ganhava alguns anos atrás. O fato de aumentarem mais ou menos o valor do salário mínimo não influencia absolutamente nada no valor de quem ganha mais do que ele, nem para mais do que para menos.

  9. O cara contribuiu durante 35 anos numa media de 5 ou 6 salarios como empregado celetista, grande parte 48 horas por semana e so recentemente 44 horas, ainda tem sorte de sobreviver 5,8 ou 10 anos. Nos anos 60 se trabalhava ate nas matinas de sabado de terno e gravata e apenas com ventiladores nas salas. Deve ser por isso que calculam 3 salarios para os que resistem em sobreviver.Querem que nao sobre dinheiro para adquirir medicamentos e que morram logo. Mas, a suprema sacanagem e quando o idoso se hospitaliza, fica desorientado e o INSS dificulta e praticamente impossibilita que sua mulher ou seu filho ou filha receba a merreca para sustenta-lo, porque o cartao do INSS nao funciona nem com senha em caixa automatico e os chefes de postos e assistentes sociais dos postos cagam e andam para os desesperados familiares.

    • Meu diagnóstico para o Brasil é um neologismo : ‘incorrupetência”, mistura de corrupção e incompetência.

      Gostaria que me explicassem uma coisa : Durante muitos anos descontei por mais do que 10 salários mínimos e hoje recebo o mesmo que quem contribuiu com apenas 04, onde está o restante das minhas contribuições, onde está a justiça, se paguei mais do que outras pessoas e recebo hoje o mesmo que elas, não existe um meio de receber de volta o que foi descontado a mais ?

  10. Um homem riquíssimo aplica no mercado financeiro e a empresa tomadora vai a falência. Este investidor não terá como pagar o imposto sobre grande fortuna. Sou a favor de uma tabela do IR (Imposto de Rendas) mais alta. por exemplo:
    Veja como fica a nova tabela:
    Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$)
    Até 1.903,98 – –
    De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
    De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
    De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
    Acima de 4.664,68 até 27,5 869,36
    de R$ a R$ 35
    Tem gente ganhando bem por este motivo um acréscimo nesta tabela daria para bancar o reajuste dos aposentados. Ao Congresso já que está legislando sobre assunto ldo governo

    • Roberto,
      O sistema de previdência foi concebido sob a idéia de que as contribuições do trabalhador e da empresa seriam suficientes para pagar a aposentadoria do trabalhador uma vez que o rendimento da sua aplicação durante os trinta e cinco anos de contribuição, somados aos valores aplicados, deveriam dar para pagar a aposentadoria durante os anos que o aposentado ainda teria de vida. Os rendimentos pagos aos aposentados que vivessem mais do que o tempo previsto seriam compensados pelos que deixariam de ser pagos aos que vivessem menos.
      Só que o governo e o INSS nunca cuidaram devidamente dessa aplicação, que foi também atingida por décadas de inflação alta, e não se preocuparam devidamente porque iam lançando mão do grande volume de dinheiro que ia entrando e que só deveria ser desembolsado trinta e cinco anos depois, criando novas categorias de beneficiários que não tinham o tempo necessário de contribuições, criando pensões vitalícias que aumentavam o gasto além dos cálculos iniciais, e assim por diante. Dessa maneira , chegamos a uma situação onde as aposentadorias que deveriam ser pagas com o fruto da aplicação das contribuições dos aposentados são pagas em grande parte pelas contribuições dos novos trabalhadores que ingressam no sistema, o que deixa de ser sustentável quando a economia cai e o emprego também cai.
      Aí o dinheiro para pagar tem que vir de algum outro lugar, e como governo não produz dinheiro, tem que prejudicar alguma outra parte do sistema produtivo do país. A sugestão de outro leitor, mais adiante, de que se aumente o impostode renda para poder aumentar as aposentadorias é a confissão da falência do sistema, e é também injusta porque se estaria tirando dinheiro de quem trabalha para pagar a quem já se aposentou. E também é insustentável economicamente porque quando a economia cai os valores do imposto de renda caem também.
      O sistema foi mal gerido e não está funcionando direito. Nem eu nem ninguém discordamos disso.
      Mas nada disso invalida o fato de que não tem sentido dizer que as aposentadorias maiores do que um salário mínimo perdem valor quando se aumenta as de salário mínimo, desde que sejam corrigidas pela inflação. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É o,salário mínimo que está aumentando, não a minha aposentadoria que está caindo.
      Agora, o problema operacional é – de onde o governo vai tirar o dinheiro para pagar o aumento das aposentadorias de salário mínimo. Se o governo estiver corrigindo as aposentadorias abaixo da inflação para poder bancar o aumento das de salário mínimo, aí já é uma questão de falta de dinheiro, e é preciso questionar que a política de valorização do salário não está sustentável.

  11. Wilson:

    Entendo de maneira diversa de ti, caro comentarista. A medida que você aumenta o valor dos proventos de aposentadoria de um segmento por um percentual e reduz o percentual para àqueles aposentados acima do mínimo, no decorrer do tempo, todos estarão recebendo o mínimo. Então, essa política é excludente para quem contribuiu mais para ter uma aposentadoria melhor. Simples assim.

    O comentarista Bortolloto trouxe a lume os dados que transcrevo abaixo com a devida vênia para ilustrar o argumento contrário a sua tese, com o devido respeito:

    Dados do INSS – 2013
    RGPS ( Empregados da Iniciativa Privada) URBANOS……………Superavit de +R$ 25 Bi.
    RGPS ( Empregados da Iniciativa Privada) RURAIS………………..Deficit de -R$ 76 Bi.
    RPPS ( Funcionários Públicos )……………………………………………Deficit de -R$ 47 Bi.
    Deficit Total de ……………………………………………………………………………………… -R$ 98 Bi.

    Veja bem, a letra fria dos números indica que o sistema RGPS da iniciativa privada é lucrativo, da ordem de 25 bilhões de reais. A somatória do sistema dos funcionários públicos e dos trabalhadores rurais atingem a cifra de 123 bilhões de reais. Será humanamente justo penalizar os trabalhadores que dão lucro para o sistema, ao reduzir seus proventos de aposentadoria abaixo da inflação? Concordam que é o mesmo que matar a galinha dos ovos de ouro? Qual a razão dos governos não atuarem no déficit de 123 bilhões de reais, que aumentam a cada ano? As respostas são muitas e todas cobertas de razão. Creio, que não há coragem política para atuar nos dois segmentos citados. O primeiro pela qualificação dos aposentados e o segundo pela função social exercida pelos trabalhadores rurais, que não contribuem com nada, assim como os empregadores rurais.

    Que fazer?

    • Se você corrige os aposentados com mais de um salário mínimo ABAIXO da inflação, realmente há perda real do valor da aposentadoria. Mas isto não tem a ver com a correção maior dos que ganham salário mínimo, a não ser que esta correção insuficiente seja feita para possibilitar a outra correção maior. Se for, o sistema realmente está viciado e é injusto.
      O problema todo, então está em DE ONDE SAEM os recursos para pagar o aumento maior. Se saem do bolso dos outros aposentados, é injusto. Se não, não é, enquanto aceitarmos que o governo deve realmente procurar aumentar o valor do salário mínimo até chegar ao valor que é realmente aquele estipulado na lei que o criou, para que o trabalhador ganhe ao menos o suficiente para uma vida digna.
      O governo não tem como dar aumento real para todas as aposentadorias, do mesmo modo que não pode magicamente dar aumento real de salários para todos os trabalhadores. Não pode, porque o governo não produz dinheiro, todo o dinheiro que ele gasta é tomado de nós através dos impostos. Se pudesse, todos os nossos problemas estariam resolvidos.

  12. DILMA, O VETO A AUMENTO MAIOR PARA QUEM GANHA MAIS QUE O MÍNIMO, E A PREVIDÊNCIA SOCIAL
    Dilma vetou o percentual de aumento igual ao do salário mínimo, para os aposentados que recebem mais que o mínimo. A desculpa é sempre a mesma, o déficit da previdência social.
    Na verdade quando eles citam, e a imprensa divulga, é o déficit do RGPS-Regime Geral da Previdência Social. Em 2014 o tal déficit foi de R$ 58,092 bilhões, resultado da diferença entre o superávit do setor urbano, que foi de R$ 25,882 bilhões, e o déficit do setor rural, que atingiu R$ 83,974 bilhões. O déficit atual origina-se do pagamento de aposentadorias rurais para quem nunca contribuiu para a previdência. Atualmente contribuem, mas não sei se há fiscalização para verificar se os recolhimentos são feitos, e de forma correta. No setor urbano é mais fácil o controle.
    Acontece que o RGPS é apenas uma das fontes de receita da SEGURIDADE SOCIAL, que engloba a Assistência Social, a Previdência Social e a Saúde, conforme a Constituição de 1988. Tanto as receitas, quanto as despesas, devem ser apresentadas de forma integrada. Um dos slides de um Programa de Educação Previdenciária, da Secretaria Executiva do Ministério da Previdência Social, de junho de 2004 diz que “a previdência social, a saúde e a assistência social compõem, de forma integrada, a Seguridade Social. A Seguridade Social é financiada, também de forma integrada, pela folha-de-salários, Cofins, CSLL e CPMF, além de outras fontes”.
    A CPMF, como sabemos, foi extinta, mas as demais fontes de financiamento continuam as mesmas, a saber: das empresas, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício; as dos empregadores domésticos, incidentes sobre o salário-de-contribuição dos empregados domésticos a seu serviço; as dos trabalhadores, incidentes sobre seu salário-de-contribuição; as das associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, incidentes sobre a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo o território nacional em qualquer modalidade esportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos; as incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural; as das empresas, incidentes sobre a receita ou faturamento e o lucro ( Cofins e CSLL ); as incidentes sobre a receita dos concursos de prognósticos, da Caixa Econômica Federal.
    Segundo a ANFIP – Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, em 2014 a Seguridade Social ( Assistência Social, Previdência Social e Saúde), mais uma vez, foi superavitária; a arrecadação total foi de R$ 686,091 bilhões, ao passo que as despesas somaram R$ 632,199 bilhões. O superávit, portanto, foi de R$ 53,892 bilhões.
    De 2008 até 2014 o superávit foi de mais de R$ 327 bilhões; sem contar com os superávits de anos anteriores a 2008.
    Parte dos recursos da Seguridade Social, notadamente Cofins e CSLL, são desvinculados, via DRU-Desvinculação das Receitas da União, para ajudar na formação do superávit primário, utilizado para pagar outras despesas, entre estas os juros da dívida pública, que em junho deste ano chegou aos R$ 2,583 trilhões.
    Em função da atual crise, o governo “já prevê um aumento de 57% no déficit da Previdência”; na verdade do RGPS.
    Já preparando, é claro, para justificar o veto e também aumento menor em janeiro de 2016, para os aposentados que recebem mais que o mínimo.
    SERGIO OLIVEIRA
    APOSENTADO
    CHARQUEADAS-RS

  13. Que absurdo esse defensor querer dizer que um assalariado que ganhava 5 salarios mínimo 10 anos atraz querer dizer que hoje é possível manter o mesmo padrão de vida com 2 salarios mínimos. Esse sujeito não tem o mínimo de conhecimento com a realidade.

  14. Se o congresso aprovou é porque têm como dá esse aumento cabe agora o congresso derrubar o veto quando eles aumenta os salário deles não têm nenhuma desculpa e são alto mas quando é dos pobre aposentados que não é lá essas coisa eles vêm com desculpa por isso msm que estão todos indignado com Dilma que valorização o salário têm nenhum que eles abre a boca prá dizer que o salário é valorizado prá ser valorizado tinha que ser de 3.600 reais no mínimo aí sim não é essa merreca que eles fica dando não era bom se vcs ganhasse esse salário de 788 reais dei mas valor aos trabalhadores aposentados e pensionistas do nosso Brasil dei um aumento digno prá todos

  15. Povo Brasileiro, acho que chegou a hora de mostrar a força que temos, acho que todos ainda não aprenderam a fazer grave, o mostrar que esta insastifeito com o governo e como todo este povo que diz ser do poder. Aprenda o melhor dia de fazer greve e no dia das eleições ninguem ir as urnas. Por que no Brasil não adianta voce votar que nada vai mudar. Então aprenda não mais ir as urna que festa e esta de Democracia que so os que estão no poder que olhão para o seus umbigos. Agora aprendão povo Brasileiro.

  16. Tem alguns comentario que nao bate. Porque se valoriza o minimo e nao os que ganham acima do piso? Quem ganha acima do piso e porque pagou por isto enquanto o minimo tem gente que nem contribuiu para isso, vai chegar o que esta nos incomodando ganhar tudo igual uma coisa que pagamos mais e do outro lado tem gente aposentado que aposentou por idade e nem contribuiu. No entanto esta tirando de quem contribuiu e passando para os que nao contribuiram. Parece que a inteligencia de certos politicos diminuiu demais.

  17. Wilson B. Junior, francamente, o sua forma de analisar a evidente perda de salário, aos aposentados e pensionistas que recebem acima do mínimo; que contribuíram a vida tods para ums aposentadoria justa; bom, você não está raciocinando, ou defendendo a injustiça de forma totalmente irracional. Evidente que o cidadão que aposentou há 15 anos, com 5 salários minimo, e hoje recebe em torno de 2 a 2,5 salários… pô! É evidente q ele teve uma perda enorme, pois devemos basear no poder de compra e não em um amontoado de papel. O poder de comora dele há 15 anos era bem maior! Será q assim vc entende? Hj com dois salários ele faz o mesmo que fazia com os cinco salários há 15 anos? Na verdade ele perdeu muito mais do que apenas fois ou dois salários e meio. Vc é boçal p caramba heim?! Se está sendo reajustado com base na inflação, então pode passar de cinco para dois salários que não houve perda? E o poder de compra também é o mesmo??? Se liga Wilson! Que conta imbecil é essa sua? Patético!

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