Dilma está atirando nos aliados que a poderiam salvar

Bernardo Mello franco
Folha

Os novos cortes anunciados pelo governo vão atingir em cheio os aliados que poderiam defender Dilma Rousseff da ameaça de impeachment. A previsão é do senador petista Lindbergh Farias, que se irritou com o “pacote de maldades” divulgado nesta segunda-feira.

Um dos parlamentares mais próximos do ex-presidente Lula, o senador teme a reação do funcionalismo e dos movimentos sociais que ainda se mantêm próximos ao Planalto. Ele diz que o custo político das medidas de austeridade será mais alto do que a futura economia no Orçamento.

“O governo voltou a atirar contra a nossa base. A Dilma está atirando no pessoal que pode ir para a rua defender o mandato dela”, protesta.
Para o petista, o adiamento do reajuste dos servidores vai gerar “uma grande confusão” com sindicatos que apoiaram a reeleição da presidente. Ele prevê mais greves nas universidades e em órgãos que já funcionam de forma precária, como o INSS.

O senador também reclama dos cortes em vitrines do governo, como PAC, Pronatec e Minha Casa Minha Vida. “O governo está insistindo numa fórmula que já fracassou. Esse ajuste agravou a recessão, aumentou o desemprego e não resolveu o problema fiscal”, protesta.

Acuada pelo PMDB e pelo empresariado, a presidente agora terá que resistir ao “fogo amigo” por adotar o receituário que eles defendem.

As críticas de Lindbergh ecoam um discurso cada vez mais forte no PT. Na semana passada, Lula disse que o ajuste “leva ao empobrecimento e à perda de postos de trabalho”. Nesta segunda, o presidente da sigla, Rui Falcão, cobrou “mais receitas e menos cortes”. Juntos, os três parecem avisar que Dilma pode perder o apoio de seu próprio partido.

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PS –
O ministro Mangabeira Unger deu enfim uma contribuição o governo. Ao entregar o cargo, abriu caminho para a extinção da Secretaria de Assuntos Estratégicos, que já vai tarde. 

3 thoughts on “Dilma está atirando nos aliados que a poderiam salvar

  1. Porque este governo mentiroso não para de mentir e a mídia que depende do erário público para se manter, pois aceitam as mentiras propagadas pelo governo mentiroso,parem de aceitar tais mentiras, veja matéria baixo da Cobap sobre o rombo da previdência social:

    Warley Martins Gonçalles – Presidente da COBAP

    Maurício Oliveira – Assessor econômico

    O Governo Federal, desesperado com seus próprios gastos e com o seu rombo fiscal, pretende implantar medidas ainda mais negativas. Dentre elas está a volta da CPMF, o imposto do cheque.

    O Governo alega que precisa aumentar suas receitas para fazer frente ao déficit da Previdência Social, que, em verdade, não existe. O Governo não se cansa de desviar os recursos da Previdência Social para pagar os juros da dívida pública do Estado brasileiro. Depois de tanta gastança, o Governo culpa os aposentados e pensionistas pelo descontrole das contas, pelo rombo fiscal. Ledo engano, esse rombo foi feito exclusivamente pelo próprio Governo, financiando seus aliados políticos.

    Segundo o Governo, a CPMF vai arrecadar R$ 32 bilhões e será destinada ao pagamento das aposentadorias e pensões. O Governo deveria, ao invés de onerar ainda mais a população brasileira com mais imposto, melhorar a fiscalização das contas da Previdência Social e a cobrança dos débitos de empresas e prefeituras que já somam mais de R$ 200 bilhões. Bastaria isso para eliminar o rombo fiscal e melhorar a vida dos aposentados e pensionistas.

    Além da alta dívida para com a Previdência Social, ainda existem os desvios da Desvinculação das Receitas da União que somaram R$ 63 bilhões em 2014, a desoneração da folha de pagamento que está estimada em perda de R$ 25 bilhões, as renúncias fiscais previdenciárias que chegou em R$ 28 bilhões e a sonegação previdenciária que gera perda anual de receita da ordem de R$ 40 bilhões.

    Essa é a realidade. O resto é mentira. A COBAP defende uma auditoria completa nas contas da Previdência Social para provar que quem estraga a Previdência é o Governo e não os aposentados e pensionistas do Brasil.

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