Dilma precisa renunciar, para que o país possa sair da incerteza

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Está na hora de reconhecer que não deu certo…

José Carlos Werneck

O Brasil e os brasileiros não aguentam mais tanta incerteza. Atingimos o limite. E o mais grave é que a economia está ruindo a cada dia que passa. Com a inflação crescendo, a população sofre com a perda galopante de seu poder de compra.

Os governos petistas institucionalizaram a corrupção em todos os setores da administração. A população não é obrigada a conviver com esse caos generalizado, promovido deliberadamente com a desordem social institucionalizada estimulando uma guerra fraticida, que incentiva a divisão do país. O governo é o maior responsável por esta lamentável situação vivida pelo povo brasileiro.

Nos últimos quatro anos e meio a situação se agravou, porque o país convive com um governo que paralisou o seu desenvolvimento econômico, pela total omissão, que propiciou a anarquia administrativa e financeira. Hoje, o governo do PT comanda a desordem e a mentira, criando o clima de intranquilidade e de insegurança que tomou conta do Brasil. Isto traduz um crime de alta traição contra a democracia, contra a República, que, por imperativo constitucional, o Poder Executivo tem de preservar.

PERPETUAR-SE NO PODER

Por ambição de um partido, que tem como único objetivo perpetuar-se no Poder, pois sabemos que não tem nenhum programa ou ideologia, a não ser permanecer no governo a qualquer preço, nem que para isso tenha de “fazer o diabo” como eles próprios apregoaram, na última campanha eleitoral.

A Nação sabe, por experiência própria e demasiado dolorosa, o que significa de ruim uma ditadura no Brasil, seja ela de direita ou de esquerda. A maioria dos brasileiros deseja com todo o vigor preservar na plenitude a Constituição e as liberdades democráticas tão duramente conquistadas.

O Partido dos Trabalhadores, por sua inércia e vínculos mais que íntimos com a corrupção generalizada, não pode permanecer na presidência da República.

Qualquer ditadura significa o esmagamento, pela bota totalitária, de todas as liberdades, como aconteceu no passado e como ocorreu em todas as nações que tiveram a infelicidade de vê-la triunfante.

DEMOCRACIA, SEMPRE

Nós defendemos, de modo pleno, a manutenção das instituições democráticas e os preceitos constitucionais. A presidente, por ter dado robustas demonstrações de que não tem as mínimas condições de se manter à frente do governo, deve entregar o cargo ao seu sucessor.

Em nosso País, a liberdade e a democracia se mostram vulneráveis. Os brasileiros saberão defendê-las. Os segmentos democráticos anseiam por isso.

O Brasil deixou, há muito, de ser um país de escravos. Contra a corrupção, contra a roubalheira, contra a perspectiva de aparelhamento dos poderes Judiciário e Legislativo, criada pelo próprio governo do PT, desfraldaremos a bandeira da Democracia.

23 thoughts on “Dilma precisa renunciar, para que o país possa sair da incerteza

  1. O problema continuará, saia ou não saia dona mandioca. Seja o Temer ou o Aécio quem eventualmente vier a substituí-la, sem esquecer que as dúvidas persistem se foi ela o Tofolli quem ganhou, mas dando prosseguimento ao modelo de ajuste que adotaram, vamos perder.
    Este modelo de ajuste já foi usado por Delfim Netto em 1982, com a única diferença que aquela vez ele teve que desvalorizar o dólar em duas vezes 25% e agora o dólar já está mais perto de um valor que beneficia a exportação e inibe a importação.
    Fora disto, é uma política prá derrubar mais uma vez a indústria nacional.
    Investidores estrangeiros vão fazer a festa.

    http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2015/07/207-anos-de-enrolacao-chega.html

  2. Que momento é este que estamos vivendo?

    Escreve José Carlos Werneck: ” O Brasil e os brasileiros não aguentam mais tanta incerteza. Atingimos o limite.”. Será?
    O Brasil, enquanto nação, realmente caminha para o despenhadeiro, o crescimento econômico é nulo e não dá sinais de reação, a inflação, tanto a dos índices apurados quanto a das projeções, dá sinais de robustez. A real, aquela que sentimos em cada ida ao supermercado, nos dá clara sensação de perda do poder de compra. As medidas adotadas, tardiamente diga-se de passagem, apresentam o viés de sacrifício para o povo e ganhos para o sistema financeiro. Seria verdade, então, dizer que o país chegou no ponto de guinar.

    Mas, quem são os “brasileiros” a quem Werneck se referiu?

    Na qualidade de pertencente às “zelite”, afinal estudei, me qualifiquei e assim me mantenho, o que me permite, até o presente momento, estar empregado, realmente fico apreensivo com esta situação limítrofe de incertezas. Estendo minha preocupação aos meus filhos, que também estão no mercado de trabalho, fruto de seus investimentos em graduação e pós graduação, mas que podemos, a qualquer momento, engrossarmos as fileiras dos dispensados porque as organizações a que pertencemos estão enfrentando os efeitos dessa retração do consumo e consequentemente, da produção.

    Para piorar essa situação, a “zelite” ainda tende a figurar como aqueles que não querem que a inclusão social ocorra, sendo a nós (já disse que sou da “zelite”) atribuídos pensamentos racistas e discriminatórios. Na verdade, ficamos foi com o papel de “bandido” nessa luta de classes que o Partido dos Trabalhadores apregoa em nosso país.

    E o outro lado, também vítima dessa ardilosa segregação, estão mesmo “no limite” e ávidos por mudança? Tenho cá minhas dúvidas.

    Primeiramente, porque escolheram, nas urnas, a manutenção desse status quo. Ainda que também verifiquem, em suas compras, que cada vez levam menos alimentos para casa, não vejo nenhum esboço de tentativa de mudança. Os beneficiários dos programas das diversas “Bolsas” se sentem protegidos e confortáveis. Os que estão no mercado de trabalho acomodaram-se em seus níveis salariais. Se o que recebem é suficiente para o básico, dão graças por isto e vida que segue. Experimente, como empregador, oferecer aumento de salário em troca de trabalho em horas extras e veja a reação da maioria.

    Mas essa acomodação é compatível com a formação que muitos têm, formação esta incompatível com a dita “pátria educadora”. É comum, infelizmente, ver as pessoas exercendo suas atividades com posturas que mesclam a falta de preparo e esmero. Tente resolver alguma coisa fora do script. A probabilidade de você ficar sem uma solução e, ainda por cima, ter que ouvir aquele estapafúrdio gerúndio: “infelizmente não poderei estar atendendo”, é grande.

    A sensação é que se o salário permite comer, “bebericar” no domingo e, ainda, comprar em infinitas prestações, a juros exorbitantes mas que cabem no orçamento, um aparelho celular de última geração e uma TV que permita ver os “reality shows” e as novelas que valorizam espertezas, beijos gays, prostituição e outras futilidades, então é porque está bom e não há do que reclamar, afinal, agora são da “classe média C”.

    E os classe A? Esses continuam tranquilos. Se não houver risco de conhecer as dependências da Polícia Federal ou da Papuda, continuarão a frequentar Resorts, a andar de Land Rover e a passear em Paris.

    Pergunto mais uma vez: estão mesmo os brasileiros no limite?

    A dúvida é ainda agravada, pois, mesmo que vislumbrássemos uma vontade de mudança, a quem confiar o timão da nação? Quem, na classe política hoje em exercício, daria a guinada para um rumo seguro?

    • Mario Henrique Simonsen dizia: ” A desgraça do trapezista é pensar que , de tão bom, ele aprendeu a voar” ( retirado

      do livro “O MITO DO GOVERNO GRÁTIS” – Paulo Rabelo de Castro – Editora Rio de Janeiro)

  3. Jorge Miguel. Muito bem colocada a questão.
    Podemos estar no limite, mas também não vejo nenhuma medida efetiva de mudança de rumos no nosso país. Apenas mudar da mandioca para algum abobrão da base enlameada ou da dita “oposição”, e depois manter mais uma vez esta política econômica suicida que vem sendo mais uma vez empregada ?
    Estamos mantendo inúteis em quantidade assombrosa nas folhas de pagamento do setor público, enquanto se demite quem TRABALHA !!! Estão mais uma vez quebrando as pernas da indústria e da empresa nacional.

    http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2015/07/207-anos-de-enrolacao-chega.html

    • “Estamos mantendo inúteis em quantidade assombrosa nas folhas de pagamento do setor público, enquanto se demite quem TRABALHA !!”
      Esta frase sintetiza o caos econômico que está instalado. Os governos sempre se enfileiraram junto ao capital financeiro, o mais fácil de lidar pois é basicamente virtual, sem muito desgaste físico (planejar, construir, fazer, transportar…). E este capital quer lucro e se associa sempre ao mais forte, as multinacionais.
      Já era bola cantada, desde 2010, que agora se iniciaria o barateamento da nação para o mundo vir às compras aqui e levar tudo baratinho. Agradeçam ao governo de “esquerda” que pregava o contrário. Acabou facilitando a venda do país e destruiu, de quebra, o empreendedor nativo.

  4. Permitam-me discordar, srs. Jorge e Fuchs. Há gente competente, com credibilidade e senso de nação, que poderia assumir o País. É só conseguirmos livrar-nos dessa organização criminosa. Está difícil, mas vamos conseguir, tenho fé em Deus.

    • Mara, não há dúvidas quanto haver gente competente neste país, mas poucos estão na política.
      E os que estão na política, com raras exceções, não respeitam as regras existentes.
      Além do que, quem sabe o pior, excluindo a incompetência da dona “mandioca”, as regras existentes permitem que se destine 60% da receita líquida para folhas de pagamento das prefeituras e estados e 50% para as folhas de pagamento da União. Como diria Bóris Casoy, “Isto é uma vergonha!”.
      Com a metade deste percentual, as prefeituras, estados e União estariam MUITO bem servidos de pessoal.
      Senado com 13.000 pessoas na folha de pagamento ? Isto é um deboche com quem paga impostos.
      Não adianta apenas trocar os chefes do executivo: temos que encarar a realidade das nossa leis e mudá-las.
      Tirar a Dilma “educadora”, que além de outros malfeitos é incompetente, tudo bem. Ela merece ir pro chuveiro mais cedo.
      Mas e depois ? Continuaremos com esta política de ajuste suicida ? Se depender do Aécio/Armírio Fraga, sim, continuaremos, quem sabe até mais rígida.

      • Fuchs, a simples troca de poder já seria benéfica como foi benéfica a troca do FHC pelo Lulla e teria também sido benéfica a troca quando o Lulla saiu. Governo que muito se mantém no poder, só lá se mantém, pela corrupção. E, hoje, temos um executivo extremamente corrompido, um legislativo que virou um balaio de gatos (no sentido pejorativo mesmo) e o pior de tudo, um judiciário viciado e, no maior escalão, tão corrupto como os outros poderes. Então, qualquer troca seria melhor que permanecer com esta podridão.

  5. O cinismo e incompetência acompanha Dilma, PT, Lula e seus aliados, esta senhora presidente está deixando o país num estado de degradação, seria melhor sair e deixar que outro possa governar, o melhor seria ter novas eleições e o povo escolheria a melhor solução, ela não tem mais credibilidade, sabia o que ocorria e hoje finge-se de inocente, não engana mais ninguém, principalmente o povo que a elegeu ou não.

  6. No Brasil temos eleições e elas elegem em dois turnos, concedendo ao mandatário um período fixo. Não respeitar o resultado das eleições é golpe. Simples assim.

    • Ronaldo,
      Uma coisa é respeitar o resultado das eleições, outra é ficar sem fazer nada enquanto os eleitos destroem a economia do país por absoluta incompetência e improbidade administrativa.
      Compare o resultado das pesquisas que mostram a aprovação do governo na data das eleições e na data de hoje, seis meses apenas depois da posse.
      Usar os instrumentos legais, dentro do devido processo legal, para corrigir uma situação destas não é golpe. É obrigação do cidadão. Tanto agora quanto foi no governo Collor (onde, pelo que me lembro, o uso destes imstrumentos foi aprovado pelos mesmos que agora gritam “golpe” quando quem está no poder são eles).
      Simples assim…

  7. Caro Jornalista,

    Para correr uma maratona é preciso sempre dar o primeiro passo. Para a frente.
    -A saída da Dilma resolverá os problemas de corrupção no país?
    -A redução da maioridade penal acabará com a violência?
    São perguntas que se ouve por aí e que a resposta correta, em ambos os casos, é um “não”!
    Mas também, em ambos os casos, tais ações serão mais um passo dado rumo à direção correta, rumo à civilidade.

    Bem… pelo menos é assim que eu penso.

  8. Prezados Srs Fuchs, Mara e demais leitores/comentaristas

    Inicialmente, agradeço aos nominalmente acima citados, por seus comentários em relação ao que escrevi, e aos demais por suas colocações ligadas ao assunto em tela. Meu pai, um idoso de 84 anos, pode ser considerado um viúvo da Tribuna da Imprensa. Era leitor assíduo e a banca de jornal de seu bairro recebia dois exemplares, um era dele. Volta e meia escrevia cartas ao jornalista Hélio Fernandes e quando as via publicadas na TI, vibrava de felicidade. Ler vossos comentários não deixa de ser uma alegria semelhante à de meu pai, que não se adaptou à era digital.

    Gostaria de dizer que concordo que há gente competente com senso de nação e capacidade de melhor conduzir os rumos do país, como citou a Sra Mara, mas, como comentado pelo Sr Fuchs, poucos estão na política. Uns deixaram este plano e outros, pela idade avançada e também por certa dose de descontentamento com a própria classe, deixaram a vida pública, vide Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos e, talvez, alguns outros que agora não me vêm à lembrança.

    Outro ponto que concordo é que, na falta de algo melhor, a simples alternância de poder talvez iniba esta ânsia de perpetuação que toma conta de todos que sobem a rampa do Palácio do Planalto. A mudança tende a gerar, num primeiro momento, sentimentos de esperança e otimismo, mas que, infelizmente, logo desvanecem com os resultados das políticas de governo adotadas. Tenho 55 anos, portanto, me atenho aos otimismos frustrados dos “fiscais do Sarney”, do “tiro certeiro no coração da inflação” prometido por Collor, do “brasileiro estar comendo mais frango” de FHC. Creio que possa se dizer que, para muitos, aqueles momentos significaram fé na mudança para melhor.

    A esperança da era Lula foi embalada pela “ascensão da classe média” e da “superpotência do pré-sal” o que, inclusive, o permitiu eleger sua sucessora e adiar a supracitada alternância.

    Ao término do 1º mandato de Dilma, mais uma vez o poder não mudou de mãos, às custas da continuidade de políticas populistas que desenfrearam o consumo, sem investimentos em infraestrutura, saúde e educação, mas que quebraram o país. Some-se a isto, a atribuição aos adversários, durante a campanha, da adoção de mudanças no assistencialismo que angaria voto.

    Por pouco esta alternância não se concretizou. A expressiva votação de Aécio Neves, na minha opinião, deveu-se mais aos descontentes com os escândalos de corrupção do PT e com o pagamento desta excessiva carga tributária sem retorno de serviços públicos de qualidade do que aos eleitores crédulos em suas promessas, ou seja, mudar pelo simples fato de mudar.

    Votando à esperança de uma guinada nos rumos do país: O PSDB não consegue nem definir quem é seu candidato a presidente, como crer que há políticas públicas efetivas e que o partido está “pronto para assumir a nação”, com foi dito, se não me engano, por Aécio Neves? Lembro que, durante a campanha, toda vez que tentaram saber qual era o seu programa de governo, Aécio saía pela tangente citando o chavão “choque de gestão”. OK, mas qual a voltagem deste choque?

    A terceira via, Marina, que nem um partido consegue emplacar, me parece ter sua faixa fixa de eleitores, composta pelos anti PSDB e PTistas descontentes. Além disto, se mostrou vulnerável quando alvo de ataques dos adversários. Cabe lembrar que o eleitor, que não é beneficiário de programa de inclusão do PT (“os Bolsas”), vota no candidato que “venceu o debate” e, Marina, dificilmente sairá vitoriosa nessa peleja.

    E, para piorar a situação, quando se aventa a possibilidade de, finalmente, o PMDB apresentar candidato, o possível plantel do partido é composto por “Eduardos” (Cunha ou Paes), além de Sérgio Cabral, que tem dado graças a Deus por terem saído da porta de seu prédio.

    E o PSOL, dirão alguns? Esses são “do contra” pelo simples fato de serem “do contra”. Os demais partidos, desculpem as raras exceções pessoais, são nanicos enquanto agremiação e seus próprios componentes.

    O momento atual é complicado. Estamos entrando no 7º mês de um mandato de 48 meses, portanto, ainda faltam 87,5% do tempo para que se possa, por meio de eleições, promover a alternância de poder, isto se, até lá, Lula não conseguir se descolar desta avalanche de escândalos e se não se eleger presidente. Desprezo Lula como pessoa, como líder, como homem público, mas o respeito como um “animal político”.

    Os mais ávidos por mudança, minoria diga-se de passagem, pois muitos, como já citei, estão por dentro das novelas mas desconhecem o que está acontecendo no cenário político econômico, casam as fichas na cassação ou renúncia de Dilma, abrindo o confronto com os que, embora informados, consideram que a queda da presidente seja golpe.

    E o Brasil, resistirá a tudo isto?

  9. Carlos Werneck, tenho dito aqui algumas vêzes que Dilma não renuncia e nem será “impichada”. Você sabe que não tenho ideologicamente nada com o PT. Mas não estou aflito porque que no final dessa triste novela quem ganhará será o Brasil. Lógico que tem muitos políticos lambemdo os beiços esperando a queda de Dilma. Não vejo provas “robustas” que possam conduzir a esse final. Quem nunca jogou poquer está impaciênte. AINDA NÃO ERREI EM MINHAS ANÁLISES. Não creio que vá errar agora. “Muitos trovões e relampágos é sinal de pouca chuva”.

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