Dilma troca três diretores de Furnas, indicados por Romero Jucá e Eduardo Cunha, sem ouvir o ministro Lobão.

Carlos Newton

O presidente de Furnas, Flavio Decat, reuniu os empregados da empresa no final da tarde de hoje, no pátio, para anunciar finalmente a saída de três diretores e sua substituição. As mudanças foram determinadas diretamente pela presidente Dilma Rousseff. O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, não teve a menor interferência.

A reforma da diretoria de Furnas era esperada há seis meses, desde que Decat assumiu a presidência, após o escândalo da absorção da empresa Serra Carioca, na administração Carlos Nadalutti, quando Furnas pagou seis vezes mais pelo preço da companhia incorporada. Além disso, foi avalista de uma operação de crédito da Serra Carioca junto ao Santader, no valor de R$ 67 milhões.

A Serra Carioca, que tinha como proprietário o engenheiro Aloísio Meyer, ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não pagou o empréstimo, e Furnas teve de honrar.

Além do presidente, Furnas tem cinco diretores. Saem Mario Marcio Rogard, Marcio Porto e Luiz Hamann. Os dois primeiros tinham sido indicados pelo senador Romero Jucá, através da cota do PMDB. Já Luiz Hamann também entrou pela cota do PMDB, mas pertence ao grupo de Eduardo Cunha.

Entram os seguintes diretores: Marcio de Almeida Abreu (Expansão), Olga Simbalista  (Planejamento), Nilmar Sisto Foletto (Finanças). Permanecem Cesar Zani (Operação) e Luis Fernando Paroli (Gestão Corporativa). Estes dois são indicações do PT e sobreviveram ao vendaval administrativo.

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