Dilma vai testemunhar na Operação Zelotes até o dia 5

Charge do Alpino

Gabriel Mascarenhas
Folha

O juiz da 10ª Vara Federal em Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, determinou o prazo de 5 de fevereiro para a presidente Dilma Rousseff se manifestar por escrito na ação penal referente à Operação Zelotes. Ela prestará esclarecimentos a pedido da defesa do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, que está preso.

A data estabelecida pelo magistrado vale também para os demais detentores de foro privilegiados que, assim como Dilma, foram arrolados como testemunhas no processo.

Nessa lista estão nomes como o do ex-senador e atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT-SP), dos senadores José Agripino Maia (DEM-RN), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Walter Pinheiro (PT-BA), e dos deputados José Guimarães (PT-CE), líder do governo, e José Carlos Aleluia (DEM-BA).

POR ESCRITO

Apenas Dilma, porém, poderá enviar seus argumentos por escrito, prerrogativa garantida ao presidente da República. Os demais terão de ser ouvidos presencialmente, o que poderá ocorrer em seus respetivos gabinetes, com data e hora previamente agendados.

Em termos práticos, no entanto, o prazo determinado pelo juiz pode ou não ser acatado pelas testemunhas, uma vez que não há penalidade prevista em caso de descumprimentos. A intenção do magistrado, ao estabelecer a data, é dar agilidade à ação penal.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA melhor amiga de Dilma, a ex-ministra Erenice Guerra, da Casa Civil, está toda enrolada na Zelotes. Já admitiu à Polícia Federal ter firmado parceria com o então conselheiro do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) José Ricardo da Silva para resolver uma “grande dívida tributária” da chinesa Huawei. Detalhe: o cidadão foi indicado para o CARF pela própria Erenice, que se tornou a “consultora” mais rica de Brasília, graça à sua ligação íntima com a presidente da República, porque em sociedade tudo se sabe, já dizia Ibrahim Sued. (C.N.)

5 thoughts on “Dilma vai testemunhar na Operação Zelotes até o dia 5

  1. Citando o Antagonista:

    ” URGENTE: LAVA JATO NA TERRA DE LULA

    A 22ª fase da Lava Jato se chama Triplo X.
    80 policiais federais cumprem 15 mandados de busca e apreensão, 6 mandados de prisão temporária e 2 mandados de condução coercitiva em São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo.

    Segundo a PF, este desdobramento da Lava Jato apura “a existência de estrutura destinada a proporcionar a investigados na operação policial a abertura de empresas off-shores e contas no exterior para ocultar ou dissimular o produto dos crimes de corrupção, notadamente recursos oriundos de delitos praticados no âmbito da Petrobras”.

    A PF investiga “ocultação de patrimônio através de empreendimento imobiliário, havendo fundadas suspeitas de que uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato teria se utilizado do negócio para repasse de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobras”.

    Lula? OAS?

    Para entender 22° fase da Lava Jato, que investiga a OAS e o prédio de Lula no Guarujá, leia o que O Antagonista publicou em 27 de dezembro:

    Há uma pista quente para a Polícia Federal saber quem é o dono da offshore Murray Holdings LLC, proprietária do triplex vizinho ao de Lula no Guarujá, como revelou O Antagonista.

    Na Operação Ararath, que investiga crimes financeiros no Mato Grosso, a Polícia Federal descobriu que Wesley Batista, presidente do grupo JBS, constou como administrador/procurador da Global Participações Empresariais, que está no epicentro da confusão.

    A Global foi criada em 2006, tendo como sócios duas offshores (Elany Trading LLC e Avel Group LLC), localizadas no mesmo endereço que a Murray Holdings LLC: 520, S 7TH Street, Suite C, Las Vegas – Nevada (EUA), a dona do triplex vizinho ao de Lula no Guarujá.

    A força-tarefa da Lava Jato descobriu que a proprietária da offshore do triplex é Nelci Warken. Ela é o alvo da operação Triplo X.

    As buscas que estão sendo realizadas hoje em São Bernardo e Santo André são em imóveis ligados à Murray Holdings LLC. O MPF descobriu que há seis imóveis em nome da Murray, além do triplex do Guarujá vizinho de Lula.

    Ao aprofundar as investigações sobre a dona do triplex vizinho ao de Lula, o MPF acabou se deparando com uma rede de offshores em nome de Nelcy Warken.

    Todas foram criadas pela mesma Mossack Fonseca (MF) no mesmo período que as offshores Elany Trading LLC e a Avel Group LLC, sócias da Global Participações Empresariais, que está no epicentro da Operação Ararath.

    Wesley Batista constou como administrador/procurador da Global.

    O MPF confirmou assim outra matéria de O Antagonista, publicada em dezembro. Releiam um trecho:

    “Na Operação Ararath, que investiga crimes financeiros no Mato Grosso, a Polícia Federal descobriu que Wesley Batista, presidente do grupo JBS, constou como administrador/procurador da Global Participações Empresariais, que está no epicentro da confusão.

    A Global foi criada em 2006, tendo como sócios duas offshores (Elany Trading LLC e Avel Group LLC), localizadas no mesmo endereço que a Murray Holdings LLC: 520, S 7TH Street, Suite C, Las Vegas – Nevada (EUA), a dona do triplex vizinho ao de Lula no Guarujá.”

    A força-tarefa da Lava Jato descobriu também que o escritório Mossack e Fonseca, responsável pela abertura da Murray Holdings e de outras offshores de Nelcy Warken, também criou offshores de operadores do petrolão.

    Escritórios da Mossack Fonseca abriram offshores operadas por Pedro Barusco (Baskspin e Daydream), Renato Duque (Milzart), Mário Góes (Mayana) e Roberto Trombeta (Kingsfield).

    A força-tarefa da Lava Jato não conseguiu aprofundar as investigações sobre Nelci Warken, mas desconfia que ela seja apenas ‘laranja’ do real proprietário do triplex vizinho ao de Lula.

    Como revelamos nos posts anteriores, há ligação indireta da offshore Murray Holdings com Wesley Batista e com operadores da Lava Jato.

    A OAS também terá de prestar informações sobre a venda do imóvel. Descobrir o verdadeiro dono do triplex pode revelar muito mais sobre o petrolão.

    A força-tarefa da Lava Jato descobriu que Nelci Warken prestou serviços de divulgação dos empreendimentos da Bancoop entre os anos de 2003 e 2004.

    Ela fazia a promoção e marketing da Bancoop, contratava as meninas que distribuíam panfletos nos semáforos de São Paulo.

    Nelci Warken é proprietária da Paulista Plus Promoções, empresa especializada em distribuição de panfletos em semáforos.

    A força-tarefa da Lava Jato descobriu que ela transferiu o controle societário da empresa para duas offshores do Panamá, abertas pelo escritório Mossack Fonseca.

    Os investigadores suspeitam que Nelci seja laranja de João Vaccari, o ex-tesoureiro do PT. Eles lembram que a cunhada de Vaccari viajou às pressas ao Panamá quando a Lava Jato foi deflagrada em fevereiro de 2014.

    Nelci Warken, laranja da Bancoop de João Vaccari Neto, já está presa.

    Ela foi detida em São Paulo e levada para a sede da PF na Lapa.

    Além de ter prestado serviços de divulgação dos imóveis da Bancoop em 2003 e 2004, Nelci Warken é muito amiga de Letícia Achur Antônio, advogada da Bancoop denunciada por estelionato pelo MP de São Paulo com João Vaccari Neto e outros dirigentes.

    Como se sabe, Marice Corrêa de Lima, cunhada de Vaccari, fez uma viagem de emergência ao Panamá quando a Lava Jato estourou. Até hoje, o real motivo da viagem é desconhecido.

    Mas a Lava Jato descobriu que Marice Corrêa declarou ao Fisco operações suspeitas de empréstimos com Letícia Achur Antônio e outra ré da Bancoop chamada Ana Maria Ernica.

    A OAS vendeu o triplex 163-B para Nelci Warken, via offshore Murray Holdings, em 21 de fevereiro de 2014. Quase um mês depois, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato.

    O imóvel foi negociado por R$ 924 mil e vale hoje ao menos R$ 1,5 milhão. A Murray foi aberta em 2005 num endereço em Las Vegas, no estado americano de Nevada.

    Como revelamos em dezembro, o triplex também passou por reformas no mesmo período que o 164-A de Lula.

    Nelci Warken é proprietária da Paulista Plus Promoções, empresa especializada em distribuição de panfletos em semáforos.

    A força-tarefa da Lava Jato descobriu que ela transferiu o controle societário da empresa para duas offshores do Panamá, abertas pelo escritório Mossack Fonseca.

    Os investigadores suspeitam que Nelci seja laranja de João Vaccari, o ex-tesoureiro do PT. Eles lembram que a cunhada de Vaccari viajou às pressas ao Panamá quando a Lava Jato foi deflagrada em fevereiro de 2014.

    Fiquemos atentos à entrevista da PF , logo mais

    • A Murray é uma velha conhecida….

      ” A Justiça de Nevada investiga a ligação dos empresários kirchneristas Lázaro Báez e Cristóbal López com a fabricação de offshores para a ocultação de recursos desviados de contratos públicos.

      No início do ano, a imprensa de lá revelou que Báez e López usaram o escritório Mossack Fonseca para criar inúmeras offshores. Trata-se do mesmo escritório que criou a Murray Holdings, dona do triplex vizinho de Lula, assim como a Global, ligada a Wesley Batista.

      López foi quem comprou da Petrobras, por uma bagatela, a refinaria de San Lorenzo. O negócio foi intermediado pelos lobistas João Augusto Henriques e Jorge Luz, com ajuda do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz.

  2. Dilma vai poder apresentar suas respostas por escrito, então alguém vai poder escrever para ela, esperemos que sem o “dilmês”. É pena, seria interessantíssimo vê-la tentando se explicar em pessoa com a sua incapacidade de sustentar uma argumentação verbal.

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