Direção do Jóquei quer revogar as leis trabalhistas. Resultado: greve e corridas suspensas.

Carlos

Um fato inédito na história do Joquei Clube Brasileiro, fundado por Lineu de Paula Machado, e presidido durante mais de vinte anos por seu filho, Francisco Eduardo, vai acontecer amanhã, quinta-feira. Não haverá corridas, não só na quinta, mas também no sábado e domingo. É que os jóqueis, treinadores cavalariços resolveram entrar em greve contra a decisão do presidente Luís Eduardo Costa Carvalho de suspender o pagamento, pelo JC, dos planos de saúde dos profissionais do turfe.

A decisão estourou como uma bomba, na tarde de ontem, e a oposição convocou reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. A decisão foi tomada segunda-feira durante a reunião da diretoria. O diretor Afonso Castilho tentou contornar o desfecho, argumentando com a figura do direito adquirido. Mas o presidente Costa Carvalho nega esse direito, sob o argumento que os jóqueis, treinadores cavalariços são autônomos e, como tal, não possuem vínculo de emprego com  o Jóquei Clube.

Costa Carvalho resolveu suspender também, através de seu argumento, o recolhimento das contribuições para o INSS. Neste caso, o corte acarreta redução no valor das aposentadorias. No caso de suspensão dos planos de saúde, argumentou Afonso Castilho, existem casos extremamente críticos, como o da mulher do treinador Artur Araújo, jóquei do passado, do tempo de Rigoni, que se encontra internada há dois meses. Afonso Castilho enumerou diversos outros casos, mas não conseguiu demover costa Carvalho de praticar os cortes que anunciou.

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