Dívida pública aumenta para quase 100% do PIB neste ano. Mas quem se interessa?

TRIBUNA DA INTERNET | Entenda, de uma vez por todas, por que é ...

Charge reproduzida do Arquivo Google

Alexandro Martello
G1 — Brasília

O novo secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, que assumiu o cargo no lugar de Mansueto Almeida, afirmou que a dívida bruta do setor público consolidado — indicador acompanhado atentamente por investidores internacionais — deverá subir para 98% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Segundo ele, essa expansão do endividamento está relacionada com as despesas extraordinárias para o combate ao novo coronavírus, estimadas em pouco mais de R$ 500 bilhões, das quais R$ 237,3 bilhões já foram feitas, de acordo com painel da instituição, e também com a queda do PIB brasileiro — estimada em 4,7% para 2020 pelo Ministério da Economia.

AUMENTO DOS GASTOS – “Agora em 2020 os gastos aumentaram para fazer frente a essa estratégia da economia, e o lado da receita acabou sendo afetado por conta dessa desaceleração da economia brasileira. Reflexo dessa piora é o impacto direto no nosso nível de divida [bruta do setor público] hoje. Indicador, da dívida bruta, a gente projeta 98% no fim do ano”, declarou Funchal.

No fim do ano passado, a dívida bruta brasileira estava em 76,7% do PIB, mas, em maio deste ano, já havia avançado para 78,7%. Em junho deste ano, o Tesouro Nacional informou que a dívida deve subir o dobro da média dos demais países emergentes em 2020 em razão da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com as estimativas do Tesouro Nacional, a dívida bruta tende a ficar relativamente estável até 2025, 2026, quando começará a registrar queda.

TETO DE GASTOS – Esse cenário considera a manutenção do teto de gastos e da taxa Selic também em patamar reduzido nos próximos anos. Atualmente, os juros básicos da economia estão em 2,25% ao ano, no menor patamar da série histórica.

Funchal declarou ainda que não há espaço para aumento de tributos, o que, em conjunto com o processo de controle dos gastos públicos, gerará, segundo ele, um ambiente propício ao crescimento econômico com crescimento do emprego e da renda. “Para a sociedade, não tem melhor política social que uma economia que gera emprego”, afirmou.

O secretário do Tesouro acrescentou, porém, que medidas para o aumento da produtividade são necessárias para impulsionar a expansão econômica, tais como a reforma tributária, mudanças no marco legal do trabalho, as PECs [propostas de emenda à Constituição] do pacto federativo e dos fundos públicos, já enviadas ao Legislativo, e alterações na Lei de Falências.

PRORROGAÇÃO DO FUNDEB – O novo chefe do Tesouro Nacional também questionou como seria custeado o aumento da complementação da União ao O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), de 10% para 12,5% em 2021, proposto pela deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), relatora do projeto institui o novo Fundeb na Câmara dos Deputados.

O fundo está fora da regra do teto de gastos. Segundo essa última versão do projeto, uma complementação de 12,5% em 2021 custaria R$ 3,5 bilhões à União. Até 2026, os percentuais escalonados somam um impacto de R$ 56,9 bilhões.

“Algumas características importantes que a gente vê com receio — primeiro aumento da participação da União e não ter uma fonte para compensar essa despesa. Provavelmente a gente está falando de aumento da carga tributária. A gente tem que trazer isso para debate. Como vai fazer isso? Vai aumentar impostos?”, indagou Funchal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É sempre a mesma conversa fiada. A dívida está subindo por isso ou aquilo (agora, é a pandemia), ficará estável durante alguns anos para depois começar a registrar queda. Só que jamais fica estável, tampouco começa a cair. É sempre a mesma conversa fiada. Perguntem por que não ocorre a mesma coisa nos outros países emergentes e vejam o que respondem. Nada, porque não sabem. (C.N.)

7 thoughts on “Dívida pública aumenta para quase 100% do PIB neste ano. Mas quem se interessa?

  1. O tamanho da dívida não é o mais importante, afinal de contas muitos países tem uma dívida do tamanho ou maior que seu PIB. O que importa mesmo é o deficit fiscal e como zerá-lo ou ter superávit, com crescimento econômico, sem aumentar as desigualdades.

  2. O novo imposto do Guedes eleva em mais de 200% a incidência sobre serviços de comunicação…
    Se preparem que o custo de vida maior e menos dinheiro nas mãos da população vai segurar a economia que levará o país ao desastre socioeconômico.
    É melhor jairsearrependendo.

  3. O que não entendo é o por que o governo não pode emitir para estimular a produção e os Bancos podem ,através da tal RESERVA FRACIONÁRIA, criar dinheiro para emprestar?

  4. Como bem definiu o ex-ministro Sr. HENRIQUE MEIRELLES, agora é hora de Salvar o máximo de Vidas Brasileiras nessa Pandemia de Covid-19, e em seguida Salvar o Parque Produtivo Nacional.
    A Dívida Pública em Moeda Nacional fica para depois. De qualquer forma com Juro Básico SELIC baixíssimo ela em 100% do PIB custa bem mais barato do que quando era 50% do PIB com Juro Básico Alto.

    De qualquer forma a Dívida Pública em Moeda Nacional, o máximo que faz é “aleijar um tanto a Economia via INFLAÇÃO” , enquanto a Dívida Pública em US$ Dollar, MATA.

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