Divulgada a lista de censura à imprensa em diversos países de regime ditatorial

Paulo Peres

No Brasil, passada o ditadura militar, nas décadas de 60 e 70, a Democracia aboliu todos os órgãos de censura. Saímos do extremo de “filtro em demasia” e fomos parar no extremo oposto, “nenhum filtro”.

A consequência disso logo floresceu, deixamos de ser controlados pela polícia federal e passamos a ser controlados pela chamada “Mídia Facciosa”, ou seja, parte de nossa imprensa, vergonhosamente, faz da maioria dos brasileiros tudo o que lhe acarreta altos lucros financeiros, induzindo-os a isso ou aquilo através de entrevistas manipuladas, reportagens tendenciosas etc.

Um tipo de censura imposta não pela polícia federal, mas pelos próprios órgãos de imprensa, é bem diferente daquilo que acontece nos países que mais limitam o trabalho da imprensa no mundo Eritreia (na África), Coreia do Norte (na Ásia), Irã e Síria (Oriente Médio), conforme mostra a pesquisa sobre liberdade de imprensa feita pela organização não governamental Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), divulgada em Nova York, nos Estados Unidos.

Na relação dos dez países que menos respeitam o jornalismo estão Guiné Equatorial (África), Uzbekistão (Ásia), Myanmar (Ásia), Arábia Saudita (Oriente Médio), Cuba (América Central) e Bielorrússia (Leste da Europa). No estudo, a organização define esses países como “locais de forte censura ao trabalho da imprensa”.

O CPJ observou 15 indicadores para analisar cada país. A organização analisou “o bloqueio de sites, restrições, limites para o registro e a divulgação de informações, ausência de meios de comunicação de propriedade privada ou independente, restrições aos movimentos de jornalistas no país e monitoramento de suas atividades, entre outros aspectos”.

De acordo com a organização, para a elaboração da lista “ foram considerados apenas os países nos quais as restrições são impostas diretamente pelo Estado. Na Somália e em algumas regiões do México, por exemplo, os jornalistas se autocensuram devido às ameaças constantes de morte”.

O CPJ destaca que na Eritreia, os jornalistas não têm acesso ao país e todos os meios de comunicação nacionais são controlados pelo governo.

A Coreia do Norte, apontada como o país mais fechado do mundo, vive sob o controle da agência de notícias oficial do país. Mas ao longo deste ano foram identificadas duas mudanças significativas no país: a agência Associated Press (AP) abriu um escritório na capital, Pyongyang, e um editor japonês trabalha como voluntário na região.

O Irã aparece em terceiro lugar no ranking por fixar uma série de restrições à entrada de jornalistas estrangeiros no país e monitorar as atividades dos que vivem na região. A Síria, em clima de conflito há quase 14 meses, ficou em quarto na relação. As autoridades sírias proíbem jornalistas e organizações não governamentais estrangeiras de entrarem no país, explica o CPJ.

Na Guiné Equatorial, a imprensa é controlada direta e indiretamente pelo governo. No Uzbequistão, revela a organização, “não há imprensa independente e os jornalistas que contribuem para a imprensa estrangeira sofrem ameaças constantes. Em Myanmar, a censura também é observada na imprensa, assim como na Arábia Saudita”.

Em Cuba, o Partido Comunista, do governo do presidente Raúl Castro, controla os meios de comunicação nacionais e monitora a ação dos jornalistas estrangeiros no país. Na Bielorrússia, o CPJ alerta que “não há imprensa independente. Outrossim, apesar de não estarem entre os dez piores países para o exercício da profissão de jornalista, também existe censura no Azerbaijão, na Etiópia, na China, no Sudão, no Turcomenistão e no Vietnã”.

Relação dos países apontados como os que mais desrespeitam a liberdade de imprensa:

1.Eritrea (África) 2. Coreia do Norte (Ásia) 3.Síria (Oriente Médio) 4.Irã 5. Guiné Equatorial (África) 6.Uzbekistão (Ásia) 7.Myanmar (Ásia) 8.Arábia Saudita 9.Cuba (América Central) 10.Bielorússia (Leste da Europa)

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *