Divulgada a primeira quadrilha do caso Cachoeira. Mas há muitas outras a serem denunciadas.

Carlos Newton

No Correio Braziliense, reportagem de Ana Maria Campos revela que Carlinhos Cachoeira, o ex-diretor da Delta Construções Cláudio Dias Abreu e o diretor da construtora Heraldo Puccini Neto foram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios por formação de quadrilha e tráfico de influência no esquema montado com a finalidade de fraudar o processo de licitação para bilhetagem eletrônica do sistema de transporte público na capital do país. Um negócio avaliado em R$ 60 milhões.

Na ação penal, que tramita na 5ª Vara Criminal de Brasília, os promotores de Justiça do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas se basearam em escutas da Operação Monte Carlo e em documentos apreendidos no desdobramento da investigação federal contra Cachoeira, a Operação Saint-Michel, realizada há 15 dias no DF, em Goiânia, em Anápolis e em São Paulo.

A repórter relata que Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, é um dos denunciados no esquema e foi preso no dia da Operação Saint-Michel. E a denúncia inclui o contador da organização liderada por Cachoeira, Giovani Pereira da Silva, que está foragido da Justiça desde 29 de fevereiro; o braço direito do contraventor, Gleyb Ferreira da Cunha; o vereador de Anápolis (GO) Wesley Clayton da Silva (PMDB); e dois supostos lobistas Dagmar Alves Duarte e Valdir dos Reis.

Todos teriam se unido e tramado uma estratégia para deixar nas mãos da Delta Construções o controle da receita de todo o sistema de transporte coletivo do DF. O Ministério Público ainda apura a extensão do tráfico de influência. A fraude não ocorreu, mas a ingerência no processo é crime previsto no artigo 332 do Código Penal.

Quanto ao dono da Delta, empreiteiro Fernando Cavendish, ex-concunhado do governador Sergio Cabral, não foi denunciado e continua livre, leve e solto, além de bilionário, é claro.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *