Do triunfo da corrupção ao primado do caos

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Charge do Mariano, reprodução da Charge Online

Carlos Chagas

A primeira lista da Odebrecht dá vontade de declarar que o Brasil merece acabar. Começar de novo, porque assim não dá para continuar. Fica difícil saber quem escapará, quando a relação tiver sido totalmente divulgada. Do governo Temer, escapam poucos. No Congresso, identifica-se quem não foi relacionado. Nem o presidente da República escapou.

Novas eleições gerais resolveriam? Nem pensar. Sequer teria jeito se todo cidadão ficasse proibido de candidatar-se. Uns menos, outros mais, a conclusão é de que poucos políticos merecem respeito. Empresários também.

Aumenta o número de brasileiros (e estrangeiros) ávidos de cair fora das acusações de corrupção. O pior é que não há sociedade organizada capaz de interromper o processo da desilusão generalizada. Nem os militares, nem os religiosos, muito menos os empresários, sequer os professores e os partidos dispõem de vontade e de mecanismos para dar o primeiro passo no rumo da interrupção do festival de bandalheiras celebradas à vista de todos. No entanto, mais do que esperar, teme-se uma reação popular, ainda que a consequência possa ser o caos.

LEVAR VANTAGEM – Nivelou-se por baixo a prática de se levar vantagem em tudo. O crime assume proporções variadas, com o triunfo da corrupção de diversos matizes.

Não há que desanimar, apesar da tendência. Por que imaginar que um só dos 12 milhões de desempregados resistirá à tentação de seguir o exemplo daquele que o desempregou? A dissolução dos costumes é corolário da permissividade das elites. E a desagregação institucional, o resultado final. Não demora, antes até de conhecida última lista da Odebrecht, o país viverá o primado do caos.

4 thoughts on “Do triunfo da corrupção ao primado do caos

  1. Pois é, Chagas:

    Com caos ou sem caos, apareceu, ontem, um general pra dizer que não quer nem saber…

    Nunca senti tanta vergonha de ter nascido no Brasil, o país mais sem vergonha e descarado do planeta!

  2. Há anos, desde os tempos da Tribuna da Imprensa, falo sobre a Revolução Francesa e o Terror sobre o qual ninguém mais tinha controle; pois bem, lamentavelmente, só por milagre escaparemos do caos que se avizinha.

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