Documentários sobre impeachment revelam grande número de canastrões

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Em cima da hora, o sensacional suspense da entrega da defesa

Carlos Newton

Além da transmissão da TV Senado ao vivo, a filmagem de quatro documentários sobre o impeachment fez com que os participantes do julgamento no Senado se transformassem em atores e figurantes. A exacerbação dos ânimos e as cenas de chanchadas derivam dessa situação, em meio às mancadas de um dos atores principais, o ministro Ricardo Lewandowski, que saiu do roteiro ao chamar José Eduardo Cardozo de “nosso advogado” e citar o “senador Cristovão Colombo”. Parece comédia, mas vira uma verdadeira novela, quando se perdem horas e horas debatendo detalhes sem a menor importância, como se estivéssemos num reality show.

Um dos documentários está sendo produzido pela cineasta paulista Anna Muylaert, sob direção de Lo Politi, que trabalha em filmes de publicidade. Outras equipes são comandadas pelo diretor carioca Douglas Duarte e pelas cineastas Petra Costa e Maria Augusta Ramos, que passaram a filmar os acontecimentos políticos a partir da votação do impeachment na Câmara, com os deputados votando por suas mães, seus filhos e outros parentes.

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No Senado, canastrões e canastronas se exibem em cena

CANASTRÕES – Como se trata de documentários, os atores e figurantes interpretam livremente, sem orientação do diretor, sem marcação de cena e sem roteiro fixo. É por isso que o resultado está sendo desastroso e até mesmo patético. Uma das cenas mais concorridas foi a chegada esbaforida do advogado José Eduardo Cardozo para entregar a defesa de Dilma Rousseff à Mesa do Senado. Cercado pelas equipes de filmagem, ele protocolou o documento de 670 páginas faltando apenas três minutos para o encerramento do prazo fatal, num suspense de matar o Hitchcock, como dizia nosso amigo Miguel Gustavo.

Essas cenas combinadas com as equipes transformam os documentários em verdadeiras chanchadas, com senadores e senadoras se exibindo como grandes canastrões, em performances que causam constrangimento, como ocorreu nos três dias iniciais desta maratona cinematográfica, nos debates e xingamentos transmitidos ao vivo e a cores.

DILMA EM CENA – Agora, chegamos aos últimos capítulos, com a ansiada e apoteótica entrada em cena da protagonista, em seu papel de vítima de um golpe, cercada de 35 figurantes de altíssimo nível. Na Mesa Diretora do Senado, Dilma Rousseff vai ler dramaticamente o roteiro que escreveram para ela, para enfim desfazer o suspense se irá até o final da película ou se apresentará uma explosiva renúncia, numa reedição da célebre “Carta Testamento” de Getulio Vargas, mas sem cerimônia de corpo presente.

Se renunciar, a atriz estará saindo definitivamente de cena, sob vaias e aplausos ensurdecedores, captados pelos microfones de som ambiente das equipes de filmagem. Nesta hipótese, as cenas seguintes terão de ser canceladas, a não ser que o Senado decida manter a programação, como aconteceu no caso de Collor.

GRAN FINALE” – Caso a atriz principal não renuncie, haverá então os acalorados debates, com a protagonista podendo exibir à exaustão os dotes linguísticos personalíssimos, a oratória invulgar e a capacidade histriônica da mulher sapiens, em seu criativo papel de vítima do Dragão da Maldade, em filmes que desprezam o Santo Guerreiro.

Esse “gran finale” cinematográfico traz saudades do nosso amigo Glauber Rocha, que foi embora cedo e jamais poderia ter perdido essas cenas. Mais do que nunca, estamos vivendo numa “Terra em Transe”.

8 thoughts on “Documentários sobre impeachment revelam grande número de canastrões

  1. Caro Newton, assino teu artigo, e a que ponto de AMORALIDADE chegou essas criaturas, chamadas de seres racionais, é uma falta de dignidade monumental, fazer a defesa do roubo de bilhões, que representa; FALTA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS BÁSICOS DA CIDADANIA.
    Os 3 poderes estão podres, o congresso, com as raras exceções, mesmo assim se acomodam, se enquadrando na frase do pastor, Luther King, tornando-se conivente.
    É uma vergonha.
    Que o cidadão eleitor vote com consciência e dignidade, não reelegendo, pondo esse lixo, no aterro sanitário, é lugar que merecem.
    Que Deus nos ajude em sua misericórdia.

    • Caro Carlos Newton, será que ninguém denuncia que essa ‘mobilização documentarial’ de “versões”, seja na realidade, e está claramente (mas não admitem), buscando consolidar a submissão formal de toda a sociedade ao ‘Quarto Poder’, numa manipulação midiática teatral sem precedentes, que investe de forma maciça na obstrução do discernimento para sua lobotização !

      Esse processo está em curso como um projeto de engenharia mental para controle social a nível mundial, protagonizado pelo atual oligopólio midiático mundial dominado pelo ideário sionista. Todos os atos dessa mega-encenação, não passam de uma farsa potencializada pela atual capacidade dos meios de comunicação, que estão sob controle e cumpliciados aos interesses econômicos dominantes, dos quais se locupletam e são parceiros!

  2. Há 13 anos esse país é governado por “canastrões de uma organização criminosa” que dilapidaram os Cofres Públicos e o Patrimônio do Povo Brasileiro. O nome desse filme, em homenagem ao discutido medíocre filmete nacional que não ganhou o oscar, deveria ser “PRESIDIUS” , porque bem no plural, precisaremos de muitos para manter essa canalha corrupta e cleptômana por mais 100 anos longe de vida do Brasil !!!

  3. A vergonhosa operação abafa caminha a passos largos, para livrar a cara do resto da quadrilha.

    Projeto do MPF contra corrupção precisa “melhorar muito para ficar ruim”, diz deputado
    Por: Severino Motta 29/08/2016 às 6:05
    A revolta dos deputados – e agora também do mistro Gilmar Mendes – contra o projeto do Ministério Público Federal “10 medidas contra a corrupção” ganha corpo a cada dia.
    As críticas, que antes eram feitas nos bastidores começam a ganhar os espaços públicos da comissão que discute o tema.
    O deputado Carlos Marun, que até hoje é um dos principais defensores de Eduardo Cunha, cita que há diversos absurdos no projeto e que dificilmente ele será aprovado pela Câmara.
    Diz Marun:
    “O projeto dessas medidas contra a corrupção tem que melhorar muito para ficar ruim”.

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