Documentos da CPI provam existência de Caixa 2 na campanha de Dilma

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Wálter Nunes
Folha

Documentos fiscais obtidos pela CPI do BNDES mostram que em 2010 a empreiteira Andrade Gutierrez pagou R$ 6,59 milhões à Pepper Comunicação Interativa, agência de publicidade que trabalhou para a primeira campanha de Dilma Rousseff à Presidência, em 2010.

O valor coincide com o teor da delação do ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo na Lava Jato. Ele afirmou que, naquele ano, desembolsou R$ 6,5 milhões em contratos fictícios com a agência para abastecer o caixa dois da campanha petista.

No registro do Imposto de Renda da Pepper a Andrade Gutierrez é descrita como fonte pagadora. Este é o primeiro documento que surge e reforça a delação do ex-presidente da empreiteira.

OPERAÇÃO ACRÔNIMO

A agência é alvo da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que apura desvio de dinheiro em contratos de empresas com empréstimos no BNDES e financiamento irregular de campanha eleitoral.

A investigação apura se o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), fez tráfico de influência no período em que era ministro do Desenvolvimento e presidente do Conselho de Administração do BNDES.

A Pepper pagou faturas do cartão de crédito de Carolina Oliveira, mulher de Pimentel. A dona da agência, Danielle Fonteles, negocia delação premiada na Acrônimo.

Em 2010 a empresa foi responsável pela campanha de Dilma na internet. Naquele ano, o IR da Pepper registrou que a agência recebeu R$ 1,2 milhão do Diretório Nacional do PT e mais R$ 6,492 milhões do comitê de campanha de Dilma Rousseff.

ADVOGADO NEGA

Cléber Lopes, advogado da Pepper Interativa, afirmou que a agência prestou serviços à Andrade Gutierrez e nega que tenha havido qualquer repasse em caixa dois de campanha eleitoral. Lopes não detalhou qual o tipo de serviço que a agência teria prestado para a empreiteira.

As assessorias de Otávio Azevedo e da Andrade Gutierrez não quiseram se manifestar sobre o assunto.

3 thoughts on “Documentos da CPI provam existência de Caixa 2 na campanha de Dilma

  1. Mini-Resenha Dominical

    Antonio Rocha*

    “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas …” = Sun Tzu, filósofo chinês, século V antes de Cristo.

    Penso que o texto acima exemplifica bem os eleitores brasileiros. O povão, a massa, vem perdendo há mais de meio milênio – é muita coisa ! –

    Observe que a população não se comporta como um país soberano, em geral, o que vem de fora é melhor, é o tal complexo de colonizado, que muitos chamam complexo de vira-latas.

    A meu ver, os brasileiros não se re-conhecem enquanto Nação (é uma danação) e infelizmente também não conhecem os políticos, as autoridades e assim, estamos todos fritos, como se dizia antigamente, perdemos todas …

    (*) Livro: “A Arte da Guerra”, editora Record, 1983.

    Nota: Considerando que a vida é uma guerra, a política também. Vários livros sagrados, simbolicamente, falam em guerra.

  2. Com perdão pelo tamanho do post. o Merval Pereira, em sua coluna de hoje, esclareceu bem a suposta inocência de Dilma:
    “Mulher honrada

    por Merval Pereira
    08/05/2016 08:00
    A honestidade da presidente Dilma é o argumento mais usado contra o impeachment, e tornou-se comum a imagem de uma mulher honesta sendo sacrificada por um bando de políticos corruptos, a começar por Eduardo Cunha. Essa tese equivocada é apenas aparentemente correta, pois o impeachment não é um instrumento para punir apenas quem roubou dinheiro público em benefício próprio, mas uma penalidade administrativa para o dirigente que descumpriu a lei brasileira, no caso da presidente Dilma a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Considerar “pedaladas” e decretos emitidos sem aprovação do Congresso que causaram rombo nas contas públicas crimes desimportantes, a não merecerem a aplicação da pena máxima da cassação do mandato presidencial, apenas evidencia a desimportância que os petistas e seus aliados dão ao equilíbrio fiscal, como se fosse tecnicalidade dispensável, ou simples pretexto para tirar a presidente Dilma do poder, uma mulher “que não roubou nem mesmo um grampeador”.

    Mas a fama de “mulher honrada” que a presidente continua ostentando, avalizada até mesmo pelo principal líder oposicionista do país, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, precisa ser analisada com mais profundidade.

    Pelas relações pessoais da presidente Dilma, e sua participação direta ou indireta em fatos controversos, nos quais tinha poder de mando, fica difícil manter a afirmação com tanta segurança. Além das “pedaladas” e a burla à Lei de Responsabilidade Fiscal que a estão levando ao impeachment, há denúncias de diversas fontes na Operação Lava-Jato de que seus principais assessores, como Giles Azevedo e Edinho Silva, achacavam as empreiteiras para financiamentos das campanhas presidenciais de 2010 e 2014 com dinheiro desviado da Petrobras.

    Seu marqueteiro João Santana, preso, recebeu milhões de dólares em esquemas paralelos, de acordo com a delação de sua mulher Monica Moura. Acusados na Operação Lava-Jato de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido, Paulo Bernardo, ambos ex-ministros de Dilma, foram denunciados ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, acusados de corrupção na Operação Lava-Jato.

    Dias antes a Procuradoria-Geral da República denunciara ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o governador petista de Minas, Fernando Pimentel, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Operação Acrônimo, que investiga fatos relacionados a benefícios concedidos a empresas quando Pimentel era ministro do Desenvolvimento no primeiro governo Dilma.

    O governador de Minas é ligado à presidente desde os tempos em que os dois participavam da luta armada contra a ditadura, na mesma organização. Outra amiga íntima da presidente Dilma, Erenice Guerra, que a substituiu no Gabinete Civil quando se candidatou a presidente em 2010, teve que deixar o ministério para não atrapalhar a campanha de Dilma, acusada na ocasião de tráfico de influência juntamente com dois filhos.

    Hoje, está novamente acusada de envolvimento na Operação Zelotes, que investiga a venda de medidas provisórias para favorecer empresas, no caso a Caoa, representante da Hunday no país. No dia da posse de Dilma, Erenice estava entre as primeiras da fila de cumprimentos, e nunca deixou de estar ligada à presidente.

    O senador Delcídio do Amaral, líder do governo Dilma no Senado, em sua delação premiada, acusou a presidente de ter tramado a soltura dos donos das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, nomeando para isso o ministro Marcelo Navarro para o STJ.

    Essa denúncia, mais a nomeação do ex-presidente Lula para o Gabinete Civil, estão sendo investigadas num processo sobre obstrução da Justiça de que a presidente foi acusada pelo Procurador-Geral da República. Delcídio disse também que Dilma, à época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, estava a par da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, uma operação superfaturada que deu enormes prejuízos à estatal, mas essa denúncia não será apurada no momento por que o fato aconteceu antes de Dilma assumir a presidência.

    Por fim, o jornal Estado de S. Paulo informa que o ex-senador Gim Argello, outro político preso, de estreita relação com a presidente a ponto de passearem juntos com cachorros pelas cercanias do Palácio Alvorada, tentou convencer o químico Gilberto Chierice a montar uma sociedade para fabricar a chamada ‘pílula do câncer’.

    Apesar do protesto da comunidade científica, pois a pílula não é aprovada cientificamente, a presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos sua produção.

    A frase atribuída ao ditador romano Julio Cesar vem a calhar: “À mulher de Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.”

  3. Um exemplo de caráter …

    ‘Se há governo, estou a favor’, diz Paes sobre eventual gestão Temer
    Prefeito do Rio afirma buscar ‘lidar bem’ com todas as administrações.
    Argumento é que cidade não pode ser prejudicada por disputa política.
    O prefeito Eduardo Paes (PMDB) afirmou neste domingo (8) que, no caso da presidente Dilma Rousseff sofrer impeachment, a prefeitura do Rio dará total apoio um eventual governo Michel Temer (PMDB).
    “O prefeito não faz oposição a governo nenhum. Não é papel de prefeito fazer oposição, só de deputado. Existe aquela famosa frase: ‘Se há governo, sou contra’. Na minha frase é: ‘Se há governo, estou a favor’”, afirmou o prefeito em inauguração de hospital na Zona Oeste do Rio.

    Ainda de acordo com o prefeito, o objetivo do seu governo é somar esforços e trabalhar junto com as outras esferas de governo. “A presidente Dilma ajudou muito a gente aqui no Rio, assim como o presidente Lula. Se acontecer um impeachment, vamos ter parceira com o governo Michel Temer. Eu acho que o nosso papel é esse, dialogar. A população não merece sofrer pelas brigas políticas. Isso é jogo do Congresso, é briga do Congresso. Eu fico distante desse conflitos e busco lidar bem com todos aqueles que estão governando”, garantiu Paes.

    No ano em que vai sediar a Rio 2016, Paes também ressaltou que a cidade tem grandes desafios pela frente e não pode perder tempo com briga. “Um dos grandes problemas do Rio foi ao longo da sua história ter a prefeitura sendo usada como trincheira de brigas políticas. Isso não relação com os problemas dos cariocas”, destacou.
    O Senado deve votar na quarta-feira (11) o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). Caso o parecer seja aprovada, a presidente é afastada por até 180 dias. Temer assume a Presidência provisoriamente durante o período em que durar o julgamento no Senado.

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/05/paes-declara-apoio-temer-no-caso-de-impeachment-da-presidente-dilma.html

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