Dois anos mais, ninguém aguenta

Carlos Chagas

O país inteiro acompanhou o desempenho do ministro Dias Toffolli na primeira fase do julgamento do mensalão. Não raras vezes ele superou o próprio ministro Ricardo Lewandowski na proteção dos réus, acusado até de advogado deles pelo ministro Joaquim Barbosa.  Só que o aprendiz acaba de ultrapassar o mestre.

Dias Toffolli prevê que só em dois anos o Supremo Tribunal Federal concluirá o processo de apreciação dos embargos interpostos pelos condenados. Assim, para ele, continuarão em liberdade por esse prazo todos os que já deveriam estar na cadeia.

Com todo o respeito, mas o comportamento do jovem integrante da mais alta corte nacional de justiça lembra a história daquele camponês condenado à morte que, diante do rei,  pediu a suspensão da sentença por dois anos, para poder ensinar o jumento de Sua Majestade a falar. Foi atendido com a moratória. Quando sua mulher indagou se  estava doido, pois os jumentos jamais falariam, o sagaz camponês respondeu: “Em dois anos muita coisa pode acontecer. O rei morrer, o jumento  também e até eu, de uma doença qualquer. Quem sabe, também, o bicho aprender a falar?”

Em dois anos de protelação da prisão dos réus, certeza mesmo só se tem de que a Justiça terá morrido…

PAZ NAS ALTURAS?                                                           

A presidente Dilma estará no Rio, hoje, devendo visitar obras de melhoria na favela da Rocinha. Lançará a pedra fundamental da construção de um teleférico capaz de popular o pulmão de muita gente que mora lá em cima e trabalha aqui em baixo.  Será recepcionada por  Sérgio Cabral.

Vão encontrar-se pela primeira vez desde que o governador ameaçou bandear-se para a candidatura de Aécio Neves se o PT não retirasse, como até agora não retirou, a candidatura de Lindbergh Farias ao governo local. Como o encontro se dará nas alturas, lá no topo do morro, quem sabe ares mais puros venham a bafejar o diálogo  entre eles?

 

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3 thoughts on “Dois anos mais, ninguém aguenta

  1. História e escandalosa justiça dos homens

    Vamos imaginar que numa dada sociedade, revoltada de tantos crimes, súbita e repentinamente resolvem julgar e sentenciar uma dada turma acusada de estupros de crianças, à guilhotina, enquanto que todos os demais conhecidos estupradores de crianças continuam e continuarão bem livres, distantes de semelhante justiça. Isso seria honesto, civilizado, moral e cristão? Claro que não, responderia todos os de bom juízo.

    Pois foi assim mesmo que transcorreu com o inusitado absurdo moral do famoso julgamento mensalão, deixando todos os demais sabidos grandes e poderosos corruptos, bem longe de semelhante julgamento, e fulminante sentença, como de sempre. Assim não é possível.

    Lugar de ladrão e de corrupto é na cadeia. Disso não podemos ter dúvidas alguma. Mas, o julgamento mensalão, nunca teve a menor intenção de passar a jogar poderosos ladrões na cadeia, muito menos, ser histórico marco de exemplar reviravolta da Justiça na condenação de grandes corruptos. Claro e evidente. Ou seja, ainda ficará provado que o julgamento mensalão foi um dos maiores revanchismos políticos já registrados na história do Brasil. Que Deus tenha infinita piedade de nossas almas.

  2. Sr. Carlos Chagas, há exatos DEZ ANOS o PT é governo nesse país e existe algo seríssimo que acaba com a vida dos trabalhadores que estão se aposentando, O FATOR PREVIDENCIÁIO. Por favor vamos escrever sobre esse tema e cobrar dos políticos que resolvam esse problema. O senador Paulo Paim deve ser ainda mais cobrado pois ele usa esse FATOR para se eleger e reeleger sempre usando os aposentados como manobra isso é uma vergonha.

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