Dona Dilma, peça a entrevista do mestre Adib Jatene, ex-ministro da Saúde, sobre médicos do exterior. Fim da reeleição para todos os cargos (5 anos no máximo), que maravilha viver. A mistificação dos suplentes. A reação contra a violência dos EUA, quebrando nossa soberania.

Helio Fernandes

Desde que começaram as manifestações de rua e surgiram os protestos, apareceram com soluções, “constituinte exclusiva, consulta e plebiscito”. Mostrei a incoerência e a inconsequência de tudo isso. Escrevi que nada disso fazia sentido e que não seria aprovado, principalmente para 2014.

Sem nenhuma satisfação, acertei em tudo. Depois de viver tanto e tão intensamente, não dava para errar, tudo é e continua a ser o mais óbvio possível. Agora decidiram “sepultar tudo, não dá tempo”. Mas insistem na tolice. Querem marcar para 2014 um plebiscito, que na verdade é consulta, sem a menor importância.

Revelei aqui que nos EUA, em todas as eleições, o cidadão é C-O-N-S-U-L-T-A-D-O a responder um número ilimitado de perguntas, que não têm poder de decisão. Primeiro que a eleição lá não é obrigatória, o que o poderia ser implantado aqui, com uma simples PEC.

Segundo, é apenas CONSULTA, que serve aos governadores Republicanos e Democratas. Se uma CONSULTA é muito votada, os governadores examinam para transformá-la em fato consumado. Já estão praticamente garantidos com o resultado das consultas.

(Os EUA cometem todos os crimes, equívocos, atos de arrogância e prepotência contra o mundo, mas respeitam o cidadão interno, que pode votar contra eles. Um só exemplo: a pena de morte tem que ser obrigatoriamente referendada, garantida e autorizada pela Corte Suprema. Depois, os governadores podem comutar a pena de morte, transformá-la em prisão perpétua. Mas só fazem isso com muitas pesquisas populares. Se as manifestações forem A FAVOR da pena de morte, o governador não intervém, fica em silêncio, a execução é confirmada).

A RENOVOLUÇÃO QUE 
O CONGRESSO PODE FAZER

Depois de tanta incoerência, imprudência e contradição, apareceu ontem uma proposta que teria o APROVO das ruas (e das residências de onde outra parte do povo aplaude tudo) de forma I-N-C-O-N-D-I-C-I-O-N-A-L.

Essa proposta é a seguinte: 1 – A partir de 2014, não existiriam mais REELEIÇÕES. 2 – Todos os mandatos eletivos durariam 5 anos, sem qualquer REELEIÇÃO. 3 – Valeria para presidente da República, governadores, senadores deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.

PS – Isso significaria que, de 5 em 5 anos, haveria total modificação na representatividade.

PS2 – Essa representatividade teria que melhorar obrigatoriamente. No mínimo, no mínimo, ficaria igual ao que temos hoje.

PS3 – Por mais que seja pessimista, ninguém pode acreditar que não haja sempre erro na escolha do cidadão-contribuinte-eleitor.

PS4 – Mesmo que os novos representantes não sejam os ideais, pelo menos seriam caras novas, que não poderiam exercer mandatos por muito tempo.

PS5 – A corrupção diminuiria expressivamente, mesmo que não se eliminasse de todo. Um “representante” que ficasse 5 anos no cargo, não poderia enriquecer tanto, como outros que se reelegem a vida inteira.

PS6 – E Renan Calheiros e outros, que RENUNCIARAM para não serem cassados, não poderiam vergonhosamente voltar aos cargos que abandonaram.

PS7 – Outro fator positivo. A proposta foi apresentada pelo presidenciável Aécio Neves (que não é o meu candidato), que com isso, sendo do PSDB, contraria o ex-presidente FHC, que comprou e pagou com dinheiro público a primeira reeleição presidencial da República.

PS8 – Senador, presidente do PSDB, candidato, Aécio tem que começar a trabalhar pela aprovação dessa proposta. Se ficar em silêncio, apenas com a proposta teórica, estará liquidado.

PS9 – Sem a proposta, não tem a menor chance de se eleger. Com a proposta, pode ser que melhore suas chances eleitorais. Acho a proposta tão boa que nem ligo para nomes, o que interessa é essa RENOVOLUÇÃO de métodos e nomes.

PS10 – O primeiro grito das ruas, “esses representantes não nos representam”, avanço completo. Que poderia ser aprovado rapidamente através de uma PEC. E com o fim do voto secreto, quem votasse pelos “mandatos eternos” estaria publicamente desmascarado, desmoralizado, condenado.

MESTRE ADB JATENE
DESMENTE DONA DILMA

Ela insiste em contratar médicos do exterior, quer demonstrar vontade, determinação e poder. Mas faz tudo errado, como sempre. E deixou claro, logos nos primeiros meses de governo, quando anunciou “a faxina que não faxinou nada”. Ela mesma recambiou, que palavra, para o próprio governo todos os “faxinados”, pessoas ou partidos.

Dona Dilma deveria ter visto a entrevista de ontem de Adib Jatene. Grande cardiologista, ministro da Saúde, médico pensador do problema, ensinou: “Os médicos cursam universidade por 4 anos. Como faltam recursos nas universidades, vão completar os cursos nos hospitais, que assim deixam de ser ASSISTENCIAIS, se transformam em universitários”. Magistral.

E isso em hospitais sem a menor infraestrutura, equipamento, o mínimo para atender as pessoas. E nas periferias ou interior, nem se fala. Dona Dilma, peça a gravação da entrevista, mande dar os parabéns a Jatene e abandone essa ideia troglodita de contratar médicos do exterior (que condenei aqui mesmo, desde o primeiro dia).

A FARSA DO FIM DOS SUPLENTES

Anteontem, quase de madrugada, senadores resolveram mais uma vez enganar o cidadão-contribuinte-eleitor. Votaram o fim do segundo suplente, o povo nem sabia que existia isso. Precisavam de 49 votos, só obtiveram 46, lógico, os 19 primeiros suplentes votaram por precaução.

Foi bom que tivessem “perdido”, fica evidente a empulhação. Nos últimos 60 anos (antes não existiu) só um segundo suplente assumiu. Sergio Cabral era senador, no meio do mandato se elegeu governador. O primeiro suplente era e é seu amigo, até hoje chefe da Casa Civil. Entre 4 anos em Brasília e 4 no Rio, preferiu a Casa Civil. Aí assumiu o segundo suplente. Uma vergonha, um vexame criminoso dos senadores. O que fazer?

O “PIBINHO” ESTÁ VOLTANDO

2013 praticamente repete 2012. O PIB ficou, desde janeiro, um pouco acima de 4 por cento, foi caindo, sendo reduzido, fechou o ano em mais (?) 0,9%. O de agora faz a mesma trajetória. Também foi projetado em quase 4 por cento, já está em 2,5%, com previsão interna e externa. Tem tudo para ser outro “Pibinho”.

PS – Desta vez, já havia dito, todos os economistas acertaram no aumento da Taxa Selic, ontem. Não houve um só que não apostasse em mais o,50, que foi o que aconteceu.

PS2 – Economistas oficiais e de empresas públicas nem hesitaram. Até os economistas de bancos, impacientes, mas não imparciais, falavam em juros de 8,50%.

PS3 – O problema agora se transfere para o final do ano. 9 por cento é quase certo, na próxima reunião do Copom. A dúvida é que começam a projetar 10 por cento na reunião de outubro ou novembro, ou nas duas.

PS4 – Comparação impossível ou inexplicável: países que têm inflação baixíssima nem ligam para os juros também baixíssimos. O juro no Brasil será remédio vendido com tarja preta?

HOJE, A “QUINTA” HISTÓRICA

A confusão é total. Ninguém se entende nos bastidores oficiais. Dona Dilma, cada vez mais vaiada, joga tudo nessa “quinta”, considera que será “reabilitada” pelas ruas. Só que ninguém sabe quem sairá de casa para protestar. E qual será a reação dos que já estão nas ruas desde 6 de junho? 35 dias. De qualquer maneira, os tempos não são de tranquilidade e esperança.

PS – A violência contra a soberania do Brasil, praticada pelos EUA, se complicou. Os países da Europa, também com “privacidade” quebrada, “protestaram”, mas não sairão do papel.

PS2 – E nos bastidores “aconselham” o Brasil a fazer o mesmo. Quer dizer, como eles acentuam, “não agravar o problema diplomático, poderia deixar a UE em situação desconfortável”.

PS3 – O Senado convidou o embaixador dos EUA para explicações. Ele não precisa ir. Mas indo ou não indo, fica em situação desagradável.

PS4 – Os embaixadores dos EUA sempre mandaram muito no Brasil. Até as esquerdas reverenciavam o embaixador Lincoln Gordon pelo fato dele “ser formado em Harvard”. No governo Jango, era recebido assiduamente no Palácio, aqui no Rio.

PS5 – No momento, o embaixador tem que comunicar ao Senado se vai ou não vai “dar explicações”. Antes disso, apenas silêncio.

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28 thoughts on “Dona Dilma, peça a entrevista do mestre Adib Jatene, ex-ministro da Saúde, sobre médicos do exterior. Fim da reeleição para todos os cargos (5 anos no máximo), que maravilha viver. A mistificação dos suplentes. A reação contra a violência dos EUA, quebrando nossa soberania.

  1. Peço respeitosamente licença ao mestre Hélio e aproveitar suas palavras quanto à entrevista do Dr. Adib Jatene, pois eu comentara anteriormente a tática e estratagema do governo em transferir a sua responsabilidade quanto à Saúde Pública à falta de médicos.
    De modo a angariar simpatia da população que tem difícil acesso ao profissional da saúde, evidente que a contratação de médicos do exterior animou muita gente, no entanto, os graves problemas dos hospitais e postos de saúde, medicamentos e aparelhamentos necessários para diagnósticos e tratamentos, continuariam!
    Mesmo que Barnard ainda fosse vivo, Pitanguy, Jatene, e tantos outros médicos famosos fossem para o interior e não tivessem recursos à disposição, de nada adiantariam à solução das doenças que os pacientes se queixariam a eles, nada, mas, o governo hábil em desviar de si a atenção referente às suas obrigações, criou o debate e a discussão sobre os médicos, tanto vítimas do descaso governamental quanto os doentes!

  2. Desde que eu me conheço como gente que essa sacanagem de todos os governos não cuidarem da saúde, da educação, da segurança é muito obvio. O que o povão deve fazer, é não votar nessas carniças que em todas eleições estão se elegendo. Falta ao povo lerem sobre, essa corja que estão no parlamento, e congresso. Os Jader Barbalhos da vida,Os Color do dia a dia,os Sarney,Genoino e irmão, Dirceu e tantos outros que envergonham essa nação . Feito essa pressão, não adianta nada, pois os vagabundos continuam no poder. E vejam Srs, é presidente do Senado, ministro da Previdência, da Camara, e muitos outros que estão por baixo do pano que estão passeando de avião por este Brasil Varonil.

  3. Carta à Mônica.
    (Uma dileta e atenciosa amiga virtual no Blog Tribuna da Imprensa)
    “Mônica

    julho 10, 2013 até 6:05 pm • Reply

    SR BARATA, o senhor está sugerindo que o povo, o qual concordo e até propago, tome o congresso e anule, rasgue a Constituição (enfim, rompendo com o status quo) OU que os militares tomem o poder?”

    Prezada Mônica,
    (Mas é difícil a nossa incumbência, quase tudo que é sério é difícil, e tudo é sério – Rilke),
    em qualquer conversa – a par do estilo e da postura literária – o que mais me atrai é a seriedade. Seriedade que encontro em você.
    .
    Amiga virtual, não sugiro nada. O que faço é tentar, ainda, ser útil expondo o que vejo e penso inquieto por minhas dúvidas.
    Nossa Constituição Federal próxima a 100 Emendas Constitucionais – EC e milhares de Medidas Provisórias – MP somente ainda não conseguiram fazer de homem, mulher. Embora tenham tentado e continuem.
    Uma CF é o Estado que se tem. O Estado é o Direito. Se se faz da CF um repositório volúvel e volátil de interesses congressistas a estabilidade das relações sociais cai por terra; impera a desordem e a sociedade se afasta da única igualdade possível, na lei, lei que é o Estado. Assim é que, contristado, denomino nossa CF de JUDAS, CIGANA, PROSTITUTA e BOMBRIL.
    .
    Li nos graves distúrbios um desejo de mudança. Fiz interpretações. Todo o rol de postulações, de uma maneira ou outra, nada mais que prescrições já inseridas no arcabouço jurídico vigente. Por exemplo: SAÚDE, SEGURANÇA e EDUCAÇÃO são desprezados deveres primeiros e prioritários do Estado que mais se apetece em viver da promiscuidade com o setor privado da economia. Setor que o Estado deveria tão-somente fiscalizar. Portanto e em últimos termos o povo (maioria silenciosa que sustenta o regime) não se bate pelo “o que fazer”, mas pelo “como fazer”; contra as práticas; contra os meios corruptos odientos e odiosos que tomaram conta do Estado com a conivência e mesmo participação direta dos sucessivos governos pós-militares.
    .
    Toda mudança é um ato de força, de violência. A tese que vê a vida como um ato de violência não está muito longe de ser amplamente acolhida.
    A violência não é um prazer intestino do homem; “um instinto irreprimível de agressão ou tampouco e por fim, de forma mais plausível, (pelos) sérios perigos econômicos e sociais inerentes ao desarmamento”; não há nele um desejo inato de morte do próximo. Diferentemente, percebe no próximo sua imagem amparado pelo instinto primeiro e prioritário de sobrevivência, de vida. Mesma vida que se perfaz em duas faces cooperação e conflito. Para o conflito a “violência física” não é uma opção. Ela é uma necessidade porque ainda não se descobriu para ela um substituto. É pensamento milenar e célebre: “Pactos sem a espada são meras palavras – Hobbes” . Também é atribuído ao autor Latino do quarto ou quinto século Publius Flavius Vegetius Renatus esta conhecida máxima: “Si vis pacem, para bellum”, ou, “se quer paz, prepare-se para a guerra”.
    Nesse sentido é que se insere o papel original de destinação para a guerra das Forças Armadas. Ora, com um novo objetivo bem assentado pela pensadora contemporânea H. Arendt a partir da postulação bastante provável de que “se alguém ‘vencer’ é o fim para ambos”:
    “O seu objetivo “racional” é a dissuasão, não a vitória, e a corrida armamentista, como não é mais uma preparação para a guerra, agora só pode ser justificada pelo princípio de que mais e mais a dissuasão é a melhor garantia para a paz”
    Nesse cenário é que percebo inabalável pertinência na continuação da citada pensadora para o insubstituível e fundamental papel das Forças Armadas para os tempos atuais:
    “Quanto mais a violência se tornou um instrumento dúbio e incerto nas relações internacionais, tanto mais adquiriu reputação e apelo em questões domésticas, especialmente no que se refere ao tema revolução”
    Este é, portanto, o papel interno que vejo para as Forças Armadas: dissuasório no estrito cumprimento do que o próprio Art. 142 da Constituição Federal categoricamente define:
    “…, À GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS E, POR INCIATIVA DE QUALQUER DESTES, DA LEI E DA ORDEM”.
    Uma instituição que tem por base a hierarquia e a disciplina (caso das FFAA) é, por natureza, legalista. Não se pode ter receio de fuzil; “quem deve ter medo de fuzil é marginal”.
    A destinação última das FFAA não é governar, é a paz de um povo livre e igual na lei. O que não significa afastar os cidadãos que têm por profissão o uso da força, da política. Seria algo como a contradição de afastar os políticos da Moeda e do Direito elementos que, junto com a força, instrumentalizam o Poder inerente à própria política.
    Amiga, a real dificuldade é ler o povo. O povo quer ou não mudança? Nem o povo, enquanto massa, sabe. Marcelo Caetano nos auxilia:
    “As coletividades, os grupos, as multidões não têm vontade. Pode falar-se, usando imagens literárias, em “alma nacional”, ou em “vontade do povo”: de fato nunca existem senão as vontades individuais, embora se produzam fenômenos de interpsicologia que originam movimento uniforme das massas ou correntes dominantes de opinião”
    A violência, “tal como a mudança, não é adequada para descrever o fenômeno da revolução; apenas quando a mudança ocorre no sentido de criar um novo início , quando a violência é empregada para constituir uma forma de governo totalmente diferente e para gerar a formação de um novo corpo político , quando a libertação da opressão visa pelo menos a constituição da liberdade, é que se pode falar em revolução – H. Arendt”
    Por fim, e em resposta concluo pensando com Arendt e Engels:
    “todas as conspirações são não apenas inúteis, mas também prejudiciais….revoluções não são feitas intencional ou arbitrariamente, mas sempre foram em toda parte o resultado necessário de circunstâncias inteiramente independente da vontade e do controle dos partidos particulares de classes inteiras – Arendt usando observação de Engels ”
    Povo não governa, é sempre governado por uma minoria ativa sustentada pelo egoísta comodismo de uma maioria silenciosa. A história universal prova e o pensador formula: Rousseau:
    “É contra a ordem natural que o grande número governe e que o pequeno seja governado”. Contraditar isto é chavão demagógico como tantos outros: voto, democracia, representatividade,… que me fazem repetir incessantemente que vivemos tempos movidos por mitos, hipocrisias, cinismos e inverdades navegando na mentira do progresso com o avassalador progresso da mentira.
    .
    Amiga: “Vim a este mundo não, principalmente, para fazer um bom lugar para se viver, mas para viver nele seja bom ou mau – Thoreau”

  4. “Os EUA cometem todos os crimes, equívocos, atos de arrogância e prepotência contra o mundo, mas respeitam o cidadão interno, que pode votar contra eles”
    .
    É isto que gosto deste grande jornalista. É um homem de esquerda, mas racionalmente enumera as coisas boas desta grande nação capitalista. Não age como muitos socialistas tupiniquins que só sabem dizer que os EUA é a nação do grande satã, que faz a guerra, que vive à custa dos pobres, que é o câncer do mundo, que pratica o capitalismo da exploração etc.
    Aos socialistas tupiniquins: 80% de todas as invenções do século XX foram dos EUA. Invenções que vieram para melhorar e facilitar a vida das pessoas.
    Qual o percentual de invenções da ex-União Soviética, Cuba, Coréia do Norte, Camboja, Venezuela em tempos de Hugo Chávez e outras de menor expressão?
    O que veio de bom destas nações para toda a humanidade e principalmente para suas populações internas?
    Bom, de uma coisa eu tenho certeza (É FATO, pois está nos livros, jornais, revistas e em todos os meios de comunicação possíveis do planeta dito e escrito por historiadores, acadêmicos, jornalistas, entendidos do assunto) por causa da ideologia marxista já morreram algo em torno de 100 milhões de pessoas e isto só dentro de um século.

  5. A grande resposta do Brasil, seria uma solução de desenvolvimento e afirmação de soberania.
    Essa ação geraria aumento da riqueza, e aumentaria a segurança interna do País.
    Passa pelo reaparelhamento de nossa Marinha, que está sucateada e ameaçada de paralisação em breve, já que grande parte de suas naves estarão indo para a reserva já na próxima década.
    Esse reaparelhamento deveria ser também aplicado às outras forças brasileiras.
    Hoje vivemos uma fase impar na história do Brasil, já que as nossas forças estão, pelo menos teoricamente, sob o controle da sociedade brasileira, e isso permitiria às nossas forças se concentrarem naquilo que é sua função básica, ou seja defender nosso território, através da dissuasão de inimigos externos.
    Isso geraria internamente uma grande alavancagem econômica, através da geração de tecnologia e emprego.
    Vale ressaltar que essa ação não é a única, já que existem outras com grande potencial, como por exemplo o ataque ao deficit de moradias, que também geraria grandes ganhos internos.
    Acho que não precisa-se esperar por nenhum “milagre de gestão publica”, pois recursos existem, somente são muito mal aplicados, e mesmo que essa seja uma tarefa de difícil execução, sempre é melhor começar um dia, do que nunca termos coragem para o necessário começo.

  6. Capitalismo, impropriedade no termo.
    .
    Capitalismo não é partido político; não é, também, uma ideologia (lógica de uma ideia). É a arrumação econômica histórica a que chegou a humanidade no contínuo caminhar de seu insondável devenir.
    Não há no destino, na mudança nenhum exclusivo determinismo ditado pela vontade universal.
    É difícil não concordar com Max Weber:
    “A ganância ilimitada de ganho não se identifica, nem de longe, com o capitalismo, e menos ainda com seu “espírito”.

    A rudeza cruel da política é que provoca a mudança social.
    É de Julien Freund: “ Política é a atividade social que se propõe assegurar pela força, geralmente fundada sobre o direito , a segurança externa e a concordância interna de uma unidade política particular, garantindo a ordem no meio das lutas que nascem da diversidade e da divergência de opiniões e dos interesses”
    Já Napoleão é mais direto:
    “A forma moderna do destino é a política”
    .
    A inerente imanência religiosa do homem em lidar com suas necessidades frente ao desconhecido também se faz componente ativo nesta caminhada. Em a Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Max Weber consulta e se serve de Scheibe:
    “O católico é mais quieto, tem menor impulso aquisitivo: prefere uma vida a mais segura possível, menos tendo menores rendimentos, a uma vida mais excitante e cheia de riscos, mesmo que esta possa lhe propiciar a oportunidade de ganhar honrarias e riquezas. Diz o provérbio, jocosamente: ‘COMA OU DURMA BEM’. Neste caso, O PROTESTANTE PREFERE COMER BEM, E O CATÓLICO DORMIR SOSSEGADO”
    .
    É o que penso.

  7. Ele diz também que há excesso de especialistas. E que esta proposta do governo, traria de volta os médicos com conhecimentos gerais sobre doenças . Segundo ele, e o que esta faltando.

  8. Furaram o balão dos sonhos da Ex Falsa Guerrilheira. Seus sonhos e pesadelos que foram criados por seu criador o Louco Lula estão indo para o espaço.
    Um bom fim para os dois seria o tratamento Psiquiátrico em uma Clinica Cubana.

  9. A descarada espionagem dos EUA

    As privatizações dos meios de comunicações por FHC/PSDB, leiloadas a preços de bananas, a exemplo de outras estratégicas empresas estatais, a cada dia se confirma ter sido uma gigantesca traição ao Brasil. Além do povo continuar pagando as mais altas tarifas do mundo para serviços de qualidade ruim, o nosso sistema de comunicação tornou muito mais vulnerável aos gringos. Imaginem só o que virá por aí, em termos de controle, censura, vigilâncias, bloqueios, espionagem, ameaças e outros crimes mais, se a atual crise econômica e financeira mundial se agravar.

    Com essa prolongada crise mundial tomando rumo do incerto por contas de incontroláveis fatores, dentre eles, o gigantesco e incontido desemprego tecnológico fazendo milhares de desempregados no mundo capitalista, a máscara democrática dos EUA vai caindo. Estão se tornado mais agressivos, ameaçadores e perigosos. Já reservarem o direito de deter qualquer cidadão por simples suspeitas, em prisões isoladas, bem como o direito de invadir qualquer país em nome de sua segurança, ou simplesmente, para roubar petróleo, como fizeram no Iraque e na Líbia. Agora, o chamado “mundo livre”, outra vez estarrecido (sempre abobados), toma conhecimento oficial da descarada e criminosa espionagem dos EUA via internet, inclusive o sobre o Brasil.

    Decorrente de sua irresponsável política externa, os EUA estão buscando saber de tudo que se fala, registra, arquiva e se comunica por pessoas físicas e jurídicas, organizações, instituições privadas e públicas, centros de pesquisas, universidades, empresas públicas e privadas, bancos e financeiras, principalmente de governos, inclusive, de nosso Governo e de nossas Forças Armadas, visando prever ações, tendências, adotar rumos, planejar, influenciar, fazer bons negócios, fazer sabotagens, roubar ideias e pesquisas, planejar invasões, incentivar revoltas e distúrbios, etc.

    Pouca coisa vai ficando em segurança. Pelo visto, quase tudo já está devidamente vigiado e monitorado. Principalmente, os computadores pessoais de há muito sinalizando presenças da inteligência artificial fazendo censura. Quanto ao seu celular, ainda que desligado, pode transmitir toda a conversa das proximidades. Por tudo e por mais que virá, torna-se urgente o Governo retomar todo o sistema de telecomunicações para sua gerência e controle, quem sabe, com a participação técnica de nossas Forças Armadas, visando por um fim nessa despudorada e perigosa invasão dos gringos.

  10. Basta ter visto o encontro de Dilma com os prefeitos para ver que ela não tem a harmonia emocional para ocupar o importante cargo que ocupa. Os ditos 3 bi que foram liberados está claramente dito que o foram para os prefeitos. A corrupção está tão impregnada nas pessoas que nem ao menos disseram que o dinheiro era para as prefeituras. Mas é isso, é para os prefeitos mesmo!

  11. Alunos de Medicina das Universidades Federais têm que ter a vocação pública e social de trabalharem no SUS porque somos nós, mais o povo sofrido que pagamos seus cursos.

    Pequenos burqueses que estudaram nas melhores e caras escolas particulares e por isto, dominam os vestibulares de medicina, que são os mais difíceis. Têm que ir para o SUS e com isto, o povo ganha o apoio da classe médica quanto a necessidade de melhora.

  12. Eis o partido da moralização:
    FAB: PT RECUSA MORALIZAÇÃO
    PIMENTEL (PT) VETA PROJETO ENDURECENDO REGRAS PARA USO DE AVIÕES DE FAB.

    O senador José Pimentel (PT-CE) foi o relator que sepultou o projeto 138, que endurecia as regras para uso de aviões da FAB. A proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pretendia organizar e limitar o uso de aeronaves, chegou a ser aprovada nas comissões de Defesa do Consumidor e Relações Exteriores, mas foi barrada pelo PT na Comissão de Constituição e Justiça, último passo antes do plenário. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto.

  13. Preocupante, Valdenor, é ter a quase certeza de que esse partido COMUNISTA seria constituído por toda essa suposta “esquerda” de hoje.Aí, continuaríamos na mesma.

  14. Comentando sobre a proposta do senador Aécio sobre a redução de mandatos, digo que a mesma não vingará, pois os interesses corporativos e pessoais imperam nas câmaras municipais, nas assembléias estaduais e no congresso nacional. Além disso esse senadorzinho de araque tem OBSESSÃO em ser presidente do Brasil, a qualquer preço. Ele faria pacto com o diabo e com Deus ao mesmo tempo, se preciso fosse, para ser presidente do Brasil. Em Minas, as pessoas bem informadas conhecem muito bem “as competências e qualidades dúbias desse senadorzinho.

  15. QUARTA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2013
    FHC contratou empresa que participa de programa-espião dos EUA para mapear o Brasil

    No governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), a Booz-Allen, na qual trabalhava o espião Edward Snowden, foi responsável por consultorias estratégicas contratadas pela esfera federal. Incluem-se aí o “Brasil em Ação” (primeiro governo FHC) e o “Avança Brasil” (segundo governo FHC), entre outras, como as dos programas de privatização (saneamento foi uma delas) e a da reestruturação do sistema financeiro nacional.

    A reação imediata do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) às denúncias de que os EUA mantiveram uma base de espionagem no país, durante o seu governo, suscitou interrogações e recomenda providências às autoridades do país. Dificilmente elas serão contempladas sem uma decisão soberana do Legislativo brasileiro, para instalação de uma CPI que vasculhe os porões de sigilo e dissimulação no qual o assunto pode morrer.

    “Entre as inúmeras qualidades do ex-presidente, uma não é o amor à soberania nacional”, sublinha a matéria publicada, nesta quarta-feira, na agência brasileira de notícias Carta Maior, que o Correio do Brasil reproduz, em seguida:

    “Avulta, assim, a marca defensiva da nota emitida por ele no Facebook, dia 8, horas depois de o jornal ‘O Globo‘ ter divulgado que, pelo menos até 2002, Brasília sediou uma das estações de espionagem nas quais funcionários da NSA e agentes da CIA trabalharam em conjunto.

    ‘Nunca soube de espionagem da CIA em meu governo, mesmo porque só poderia saber se ela fosse feita com o conhecimento do próprio governo, o que não foi o caso. De outro modo, se atividades deste tipo existiram, foram feitas, como em toda espionagem, à margem da lei. Cabe ao governo brasileiro, apurada a denúncia, protestar formalmente pela invasão de soberania e impedir que a violação de direitos ocorra…”, defendeu-se Fernando Henrique.

    O jornal afirma ter tido acesso a documentos da NSA, vazados pelo ex-agente Edward Snowden, que trabalhou como especialista em informática para a CIA durante quatro anos, nos quais fica evidenciado que a capital federal integrava um pool formado por 16 bases da espionagem para coleta de dados de uma rede mundial. Outro conjunto de documentos, segundo o mesmo jornal, com data mais recente (setembro de 2010), traria indícios de que a embaixada brasileira em Washington e a missão do país junto às Nações Unidas, em Nova York, teriam sido grampeadas em algum momento.

    Espionagem e grampos não constituíram propriamente um ponto fora da curva na gestão do ex-presidente. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity – que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende.

    O próprio FHC foi gravado , autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Em outro emaranhado de fios, em 1997, gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor da emenda da reeleição, que permitiria o segundo mandato a FHC. Então, como agora, o tucano assegurou que desconhecia totalmente o caso, que ficou conhecido como ‘a compra da reeleição’.

    As sombras do passado e as do presente recomendam a instalação de uma CPI como a medida cautelar mais adequada para enfrentar o jogo pesado de interesses que tentará blindar o acesso do país ao que existe do lado de dentro da porta entreaberta pelo espião Snowden. O PT tem a obrigação de tomar a iniciativa de convoca-la.

    Mas, sobretudo, o PSDB deveria manifestar integral interesse em sua instalação.

    Soaria no mínimo estranho se não o fizesse diante daquilo que o ex-presidente Fernando Henrique definiu como exclamativa ilegalidade: “Se atividades deste tipo existiram, foram feitas, como em toda espionagem, à margem da lei…”.

    O Congresso não pode tergiversar diante do incontornável: uma base de espionagem da CIA operou em território brasileiro pelo menos até 2002.

    A sociedade tem direito de saber o que ela monitorou e com que objetivos.
    Há outras perguntas de vivo interesse nacional que reclamam uma resposta.

    O pool de espionagem apenas coletou dados no país ou se desdobrou em processar, manipular e distribuir informações, reais ou falsas, cuja divulgação obedecia a interesses que não os da soberania nacional?

    Fez o que fez de forma totalmente clandestina e ilegal? Ou teve o apoio interno de braços privados ou oficiais, ou mesmo de autoridades avulsas?

    Quem, a não ser uma Comissão Parlamentar, teria acesso e autoridade para responder a essas indagações de evidente relevância política nos dias que correm?

    Toda a mídia progressista deveria contribuir para as investigações dessa natureza, de interesse suprapartidário, com a qual o Congresso daria uma satisfação ao país depois da lenta e hesitante reação inicial do Planalto e do Itamaraty, cobrada até por FHC.

    Carta Maior e o Correio do Brasil alinham-se a esse mutirão com algumas sugestões de fios a desembaraçar.

    Por exemplo: o repórter Geneton Moraes Neto acaba de publicar no G1 (um site do sistema Globo) um relato com o seguinte título: “O dia em que o ministro Fernando Henrique Cardoso descobriu o que é “espionagem”: secretário de Estado (norte-)americano sabia mais sobre segredo militar brasileiro do que ele”.

    A reportagem, que vale a pena ler, remete a uma entrevista anterior, na qual FHC comenta seu desconhecimento sobre informações sigilosas do país dominadas por um graduado integrante do governo norte-americano.

    O tucano manifesta naturalidade desconcertante diante do descabido.

    A mesma naturalidade com a qual comenta agora seu esférico desconhecimento em relação às operações da CIA durante o seu governo.

    Ter sido o último a saber, no caso citado por Geneton, talvez seja menos grave do que não procurar, a partir de agora, informar-se sobre certas coincidências, digamos por enquanto assim.

    Há questões que gritam por elucidação.

    A empresa que coordenava o trabalho de grampos da CIA, a Booz-Allen, na qual trabalhavaSnowden, é uma das grandes empresas de consultoria mundial.

    No governo FHC, ela foi responsável por consultorias estratégicas contratadas pela esfera federal.

    Inclua-se aí desde o “Brasil em Ação” (primeiro governo FHC) até o “Avança Brasil” (segundo governo FHC) e outras, como as dos programas de privatização (saneamento foi uma delas) e a da reestruturação do sistema financeiro nacional.

    Todos os trabalhos financiados pelo BNDES. Alguns exemplos:

    • Caracterização dos Eixos Nacionais de Desenvolvimento. Programa Brasil em Ação. BNDES. Consórcio FIPE/BOOZ-ALLEN. 1998;

    • Alternativas para a Reorientação Estratégica do Conjunto das Instituições Financeiras Públicas Federais.

    • Relatório Saneamento Básico e Transporte Urbano. Consórcio FIPE/BOOZ-ALLEN & Hamilton. BNDES/Ministério da Fazenda. São Paulo. 2000

    Vale repetir: a mesma empresa guarda-chuva do sistema de espionagem que operou no Brasil até 2002, a Booz Allen, foi a mentora intelectual de uma série de estudos e pareceres, contratados pelo governo do PSDB, para abastecer uma estratégia de alinhamento (‘carnal’, diria Menen) do Brasil com a economia dos EUA. Mais detalhes desse ‘impulso interativo’ podem ser obtidos aqui:

    Na aparência, sempre, a perfeita identidade com os inoxidáveis interesses nacionais.

    O estudo dos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento, por exemplo, foi realizado por um consórcio sugestivamente abrigado sob o nome fantasia de “Brasiliana”.

    Por trás, o comando a cargo da Booz-Allen & Hamilton do Brasil Consultores, com suporte da Bechtel International Incorporation e Banco ABN Amro.

    O ‘mutirão’ (até a consultoria do banco) foi pago com dinheiro público pelo governo federal, sob a supervisão das equipes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

    Os resultados do trabalho levaram a dois eixos centrais da concepção tucana de desenvolvimento: o “Brasil em Ação” e o “Avança Brasil”.

    Reconheça-se, tudo feito às claras, em perfeita sintonia entre o Estado brasileiro e a empresa guarda-chuva do sistema de espionagem em operação dupla no país.

    Na pág. 166 de uma publicação do BNDES, a “contribuição” da Booz-Allen está explicitamente citada:

    Uma análise de como a turma da versátil Booz-Allen teve robusta influência na modelagem do sistema financeiro nacional (leia-se, menos bancos públicos, conforme o cânone da concepção de Estado mínimo) pode ser avaliada aqui:

    Um fato curioso e que não pode ser desconsiderado na avaliação criteriosa de uma incontornável CPI sobre o assunto: a ex-embaixadora dos Estados Unidos no Brasil Donna Hrinack, tão logo se despediu do cargo no país, sentou-se na cadeira de assessora qualificada da Kroll.

    A Kroll, como se sabe, é uma empresa internacional de espionagem que operou a serviço de Daniel Dantas e de seu fundo, o Opportunity.

    Trata-se, coincidentemente, de um dos braços financeiros mais importantes do processo de privatização no Brasil, estreitamente associado ao Citybank e, claro, a toda a “carteira” de acionistas que injetou dinheiro na farra neoliberal dos anos 90.

    A Kroll foi usada para bisbilhotar autoridades e chegou a espionar ministros do governo Lula, como ficou evidente com a Operação Chacal, da Polícia Federal, deflagrada em 2004.

    Como se vê, as revelações de Snowden, ao contrário do que sugere a nota de FHC, definitivamente, não deveriam soar como algo inusitado aos círculos do poder, em Brasília. Se assim são tratadas, há razões adicionais para suspeitar que um imenso pano quente será providenciado para evitar que as sombras fiquem expostas à luz.

    A questão, repita-se, não se esgota em manifestar a indignação nacional pelo que Snowden denunciou.

    O que verdadeiramente não se pode mais adiar é a investigação pública do que foi espionado, com que finalidade e a mando de quem.

    Isso quem faz é uma Comissão Parlamentar de Inquérito”.

    Fonte:Correio do Brasil

  16. Apertem o Fisco, o motorista sumiu
    11 de Jul de 2013 | 10:47

    Como a gente anda muito fixado nesta história do sumiço do processo de sonegação da Globo, é bom fazer uma pausa e pensar em outras coisas. Que tal, por exemplo, um filme de ação? Por isso, republico o divertido – se não fosse com o dinheiro público – episódio descrito por Paulo Henrique Amorim, em seu Conversa Afiada. Claro que qualquer semelhança com fatos reais terá sido mera coincidência, embora a vida seja cheia de coincidências não é?
    Uma fábula: crime da Baixada

    Era uma vez um grupo de vendedores de processos na Receita e na Previdência.
    Eles se denominam “advogados tributaristas”.
    Era uma vez um outro grupo que queria comprar um processo na Receita.
    O primeiro grupo será aqui denominado “Vendedor”.
    O segundo, “Comprador”.
    O grupo Vendedor pediu R$ 15 milhões pelo processo a ser sumido.
    O grupo Comprador aceitou.
    Marcaram um encontro numa casa na Baixada Fluminense, no Rio.
    O grupo Vendedor, metido a esperto, deixou o processo na mala de um carro, com o motorista dentro, num ponto afastado.
    O grupo Comprador, metido a esperto, entrou na casa com policiais da banda podre de uma unidade policial federal.
    O grupo Comprador deu voz de prisão ao grupo Vendedor.
    O objetivo dos espertos Compradores era meter a mão no processo sem gastar um tusta.
    Foi um Deus nos acuda.
    Tiro para todo lado.
    Morreu um do grupo Vendedor.
    Saiu todo mundo correndo.
    E o processo ?
    O processo estava no porta-mala do carro.
    Quando motorista viu a confusão, pernas para que te quero.
    Fugiu com o processo.
    Cadê o motorista ?
    Cadê o processo ?
    É o que se verá em próximo capítulo.
    Paulo Henrique Amorim, notável roteirista de cenas de suspense e aventura.

  17. “Sergio Cabral era senador, no meio do mandato se elegeu governador. O primeiro suplente era e é seu amigo, até hoje chefe da Casa Civil. Entre 4 anos em Brasília e 4 no Rio, preferiu a Casa Civil. Aí assumiu o segundo suplente. Uma vergonha, um vexame criminoso dos senadores. O que fazer?”

    Sergio Cabral era senador.
    O primeiro suplente era e é seu amigo: Régis Fichtner.
    Aí assumiu o segundo suplente: Paulo Duque.

  18. Impressionante este blog. Fecha os olhos para a Constituição, que é a grande responsável pela submissão do Executivo ao Legislativo (quando ocorre o contrário é porque o segundo está comprado). Para que um projeto de lei seja aprovado, é necessário que haja a grande negociata com os parlamentares. Culpado é o povo que vota neles ? Seria, se grande parte do povo também não fosse desonesta.

    Enfim, está na hora de malhar o grande judas, o Executivo. Hospitais municipais, estaduais, escolas estaduais e escolas municipais estão mal das pernas por culpa do Executivo.

    Há bem pouco tempo, um presidente quis administrar (governar) sem o aval do Congresso. Colocou um pára-raio (PC) como interface entre a Presidência e a iniciativa privada. O Legislativo descobriu que estava entrando dinheiro sem que os parlamentares abocanhassem nada. Além disso, o presidente bateu de frente com a Organização Globo (estranhamente, este blog está indo de carona com a organização no assunto espionagem. Só contaram pra vocês ? Claro que os EUA fizeram, fazem e farão espionagem sempre, enquanto puderem). Voltando ao presidente: deu no que deu. Caras-pintadas, parlamentares descontentes e a “Cosa Nostra do Jardim Botânico” insuflando. Caiu o gajo. Não votei nele, votei em Mario Covas.

    O Executivo é, agora, a caixa de Pandora. Tudo que dali sair será rechaçado, seja pelo blog, seja pela mídia ou seja pela oposição. Mais uma vez: não votei em Dª Dilma. Muito menos em Serra. Nem em Lula.

    Não é surpreendente que uma organização que nasceu do grupo Time-Life e que sempre defendeu os EUA e sua política se volte agora contra o criador, batendo sempre na mesma tecla, a “espionagem no Brasil, um país soberano” ? Não há, realmente, algo muito mais grave por trás disso ? Ou estaria a organização sendo chantageada ?

  19. Grande diferença

    Das muitas forças responsáveis pelo vigoroso avanço econômico, tecnológico, científico e militar da China, uma delas, com toda a certeza, é a pena capital de fuzilamento para quem é pego em delitos como espionagem, entreguismo e traição a Pátria.

  20. Juízes e membros do Ministério Público querem barrar perda de aposentadoria compulsória

    GABRIELA GUERREIRO

    DE BRASÍLIA

    Juízes e integrantes do Ministério Público deflagraram operação no Senado para tentar derrubar as propostas que determinam a perda da aposentadoria compulsória para aqueles que cometerem atos de corrupção. Os magistrados defendem que a perda ocorra somente após decisão judicial, e não de forma automática, como previsto pelo texto que tramita no Senado –sujeita apenas a decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ou do respectivo tribunal.

    Relator das propostas, o senador Blairo Maggi (PR-MT) flexibilizou o texto para decretar a perda da aposentadoria compulsória somente depois de decisão final da Justiça. A nova versão atende aos interesses dos magistrados que defenderam, nesta quinta-feira, a aprovação do novo modelo do texto em audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

    “Não queremos manter um juiz que comete crime na carreira, mas há colegas que cometem falhas pessoais, têm 40 anos de trabalho e não podem perder uma aposentadoria que contribuíram a vida inteira”, disse Nelson Calandra, presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

    No modelo original, as propostas permitem ao Conselho Nacional do Ministério Público determinar sanções como remoção, demissão e cassação de aposentadoria de seus membros sem a necessidade de uma sentença judicial (PEC 75). A outra exclui a pena de aposentadoria para magistrados (PEC 53).

    Atualmente, no caso do Ministério Público, punições mais severas dependem de ação judicial e só podem ser aplicadas depois de sentença transitada em julgado, ou seja, quando não há possibilidade de mais recursos. Em relação ao Judiciário, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional prevê a pena de “aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais”.

    Blairo manteve essa previsão da sentença transitada em julgado para os magistrados e o Ministério Público. O grupo classifica a versão original, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), de uma reedição da chamada PEC 37 —que limitava os poderes de investigação do Ministério Público.

    “Essa proposta acaba sendo irmã gemea da PEC 37. Ela veio com roupagem diferente, mas no fundo é a mesma coisa. Não podemos permitir que ela venha destruir a magistratura”, disse Calandra.

    Para o presidente da Anamatra (Associaçao Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Paulo Schmidt, o texto de Blairo veda a aposentadoria compulsória para juízes que cometerem crimes graves, como os hediondos. “A aposentadoria fica sujeita a uma decisão criminal”, afirmou.

    Ambas as propostas estavam praticamente paradas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) desde abril do ano passado, à espera de um relator, mas voltaram à pauta na “agenda positiva” decretada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em resposta às manifestações populares.

    Renan defendeu a aprovação das PECs por considerar que elas não mexem na garantia de vitaliciedade dos cargos dos magistrados.

    “O que está em jogo não é a vitaliciedade, mas é que há uma distorção na legislação brasileira. É que o promotor e os juízes, quando cometem crimes, se aposentam e têm aposentadoria como a pena disciplinar de aposentadoria. Isso é uma coisa que tem de ser eliminada”, disse Renan.

    A expectativa é que o Congresso vote as PECs no esforço concentrado de Renan, o que pode ocorrer ainda nesta quinta.

    Fonte: http://folha-online.jusbrasil.com.br/noticias/100603118/juizes-e-membros-do-ministerio-publico-querem-barrar-perda-de-aposentadoria-compulsoria

  21. Às promessas de acesso à Cidadania, a maioria dos filhos bastardos e escravos nas antigas Grécia e Roma, – bem como as gerações anteriores e nas versões modernas e contemporâneas -, foram engrossar as tropas de seus proprietários para obterem a graça do salvo-conduto.

  22. Médicos cubanos assustam o Conselho Federal de Medicina. Corporativistas temem que mudança do foco no atendimento abale o sistema mercantil de saúde do Brasil

    A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a vinda de seis mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.

    Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.

    A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

    No Brasil, o apego às grandes cidades

    medicos-brasil
    Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste (Foto:

    Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.

    E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.

    Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.

    Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.

    Sem compromisso em retribuir os cursos públicos

    Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades

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