Dona Tecnologia manda no mundo e ninguém se importa com os 4 bilhões de famintos que ela deveria resgatar

Welinton Naveira e Silva

Parece que o Planeta ainda não se deu conta dos estragos que Dona Tecnologia vem fazendo na economia mundial. Essa incrível e desejada senhora prossegue livremente reduzindo salários e fazendo milhares de demitidos em todo o mundo, com grandes vantagens para os donos dos meios de produção e para os consumidores.

É uma enorme contradição, bem pertinente ao sistema capitalista, porque Dona Tecnologia está substituindo todo o tipo de trabalhador, braçal e intelectual. E assim vai aniquilando o gigantesco pólo consumidor, vital para a existência do capitalismo.  Com isso, produz fragilidades em todo o sistema, acirradas disputas e crises.

Apesar do fantástico nível tecnológico e científico atingidos pela humanidade, mais do que suficiente para retirar da exclusão cerca de 4 bilhões de pessoas, o fato é que nada de sério e objetivo está sendo realizado nesse sentido.

Por conta da redução de salários e do gigantesco desemprego tecnológico, a exaustão do sistema capitalista é irreversível. Enquanto isso, o mundo vai ficando mais perigoso e inseguro. Os conflitos tendem a ficarem mais frequentes e ameaçadores. São inúmeros e comprovados os episódios de fortes tensões e agressões nesses últimos 40 anos, normalmente tendo a frente os interesses dos EUA, como nas selvagens invasões militares do Iraque e da Líbia, em busca do petróleo dessas impotentes nações.

A vida, em toda sua extensão energética, material, orgânica, sensitiva e cosmológica, fundamenta-se numa belíssima arquitetura científica e matemática, de dimensões e complexidades infinitas. Pelo muito pouco do que conhecemos dessa monumental arquitetura, pelo muito que conhecemos de nossa evidente crueldade, praticada direta e indiretamente, essa situação nos permite avaliar a miséria de nossos conhecimentos e de nossas almas.

Dona Tecnologia está pouco ligando para as consequências de sua infinita criatividade e não se interessa pelo futuro nem pela destruição do planeta. Ao mesmo tempo, a humanidade parece não se preocupar com os 4 bilhões de miseráveis que sucumbem diante de nós. Que Deus nos ilumine e tenha infinita piedade de nossas almas.

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8 thoughts on “Dona Tecnologia manda no mundo e ninguém se importa com os 4 bilhões de famintos que ela deveria resgatar

  1. Welinton, saudações
    Mais um brilhante artigo.
    Hoje está nos jornais que 70% dos brasileiros curtem internet e assistem tv … ao mesmo tempo. A tecnologia engoliu-nos a todos, afastando-nos de nós mesmos. A insensibilidade é flagrante, tornando este mundão praticamente um monstro, uma máquina mortífera. Os homens preferem falar de leis e sistemas, num campeonato macabro do “eu sei mais do que você”, enquanto indivíduos morrem, simplesmente morrem das causas mais simples … sem qualquer assistência.

  2. Um excelente conto…Porém aonde estão os dados? Que provas tem o autor, deixando de lado esta teoria, que provem ser realidade o assunto tratado em seu artigo? Ora, nao seria a Dona Tecnologia responsável por uma maior produção de alimentos? Nao seria um livre mercado, uma lei de oferta e demanda que resolveriam nossos problemas? Os delírios de alguns em culpar capitalismo, imperialismo, etc, esta, mesmo que na moda pelo mundo inteiro, tornando as pessoas sem noção, ninguém quer produzir, ninguém quer evoluir….O Estado, que alias, nao gera dinheiro, tem que sustentar a todos….O mundo se encaminha para lugares perigosos, graças a estes demagogos, politicamente corretos! Sugiro que mostre com números o desemprego causado pela tecnologia, sugiro que faca uma avaliação de quanta miséria, escravidão e mortes, os Estados Babas, os socialistas, ét. Caterva deixaram por aí! Escrever teorias, qualquer um consegue, enrolar, engambelar, falando bonito e falando do bem comum também, agora prove estes dados, pois se nao, este belo texto pode servir para um livro de contos fantásticos!

  3. No mundo inteiro, morre muita gente por doenças provenientes da fome, principalmente
    crianças, que são as vítimas inocentes. O Brasil produz grãos e alimentos diversos que
    dá para atender a toda a população e ainda sobra muito para exportar. Não entendo porque aqui
    acontece o mesmo. O ser humano acostuma-se a tudo, menos passar fome.

  4. Impressionante a insensibilidade do Sr Diogo,é lógico que a tecnologia é uma ferramenta maravilhosa mas tem um lado perverso,causa desemprego em massa,cada vez mais a máquina substitui o homem.

  5. Meu caro Welinton Naveira e Silva,
    A tua preocupação com o ser humano é a minha, portanto, o teu artigo deve ser entendido como alerta à coisificação do homem em benefício da cibernética e da tecnologia.
    Mas existe o outro lado deste automatismo, que se faz necessário, que é importante e, atualmente, indispensável: computadores.
    Imagina o tráfego aéreo sem eles; o marítimo; Previdência Social; Contas em bancos… que também causaram milhares de demissões por conta deste avanço.
    A questão meu caro articulista, é o mau uso da máquina, o seu aproveitamento como concorrente do ser humano, enquanto deveria servi-lo e não excluí-lo.
    Neste particular, concordo contigo quanto ao lucro desmedido, a ganância, as formas utilizadas para que os custos sejam diminuídos (leia-se mão de obra), e mais dinheiro as empresas, indústrias e, principalmente, os bancos, depositarem em suas contas correntes ou aumentarem seus patrimônios, abandonando o homem e deixando-o na miséria por conta do desenvolvimento científico e tecnológico que está mal empregado, que deveria facilitar a vida ao invés de dificultá-la.
    Um filósofo do passado já dizia que, “o homem é o lobo do próprio homem” e, lamentavelmente, estamos vivendo a era que comprova de forma indiscutível esta afirmação/previsão de Thomas Hobbes (1588-1679).
    Aplaudo o teu artigo, Welinton, como aviso da nossa insensibilidade a respeito desta substituição do ser humano pelo desenvolvimento tecnológico, criado por ele mesmo, mas que está se deixando vencer pela própria criação.

  6. Caro Welinton!
    Claro que a tecnologia elimina ocupações mas cria outras tantas. O empregado na fábrica de máquinas de escrever de ontem, foi substituído pelo trabalhador na indústria de informática de hoje. O agricultor que plantava 1 hectare de grãos com ajuda de animais antigamente, agora, no mesmo tempo, planta 200 operando um trator com ar condicionado, produzindo alimentos abundantes e mais baratos. Que seria da saúde sem o avanço da medicina, que tanto aumentou a longevidade do homem? Claro que o ideal seria que todos tivessem a mesma capacidade, logo, o mesmo padrão de vida. Mas os 70 anos do socialismo soviético mostraram que isso é inviável. A desigualdade é nata no ser humano, que, aliás, já foi maior.
    Aliás, como a história mostra, já foi muito maior

  7. Como pensam as elites mundiais.

    Como sabemos o império Romano se manteve no poder por muito tempo com a política do pão e circo.
    Têm-se tentado aplicar esse mesmo princípio em nossa realidade atual.
    Porém os tempos mudaram devido aos avanços da tecnologia e da ciência.
    As necessidades do povo se tornaram mais amplas e vivemos uma nova “política de dominação” que se manifesta de forma cada vez mais clara.
    Para se manter no velho jogo do poder é preciso hoje ampliar as antigas concepções. Pão e Circo já não bastam. O povo necessita de novos elementos:
    -Pão (alimento)
    -Status (o velho circo, com uma nova roupagem)
    -Saúde (que significa ter um mínimo acesso as benécies da ciência)
    -Moradia (um lugar para repousar, enquanto se espera a morte).
    Esses elementos foram analisados minuciosamente pelas classes dominantes, que buscam nos dar esse “pacote básico” para que não enxerguemos a realidade.
    Educação e cultura não são necessários, pois podem nos levar a questionar a base de todo esse sistema. Esse é o motivo pelo qual os sistemas educacionais estão cada vez mais sucateados.
    Para levar a cabo essa contínua dominação, é necessário que se dê ao povo:
    1° – Pão. Ou seja, na produção de alimentos. Vejam bem, ignora-se a qualidade destes (transgênicos, agrotóxicos, hormônios, etc…), mas desde que sejam produzidos em grande escala para serem empurrados goela abaixo na população(ração?).
    2° – Status. Eis o elemento mais complexo, visto de baixo, mas extremamente simples e inteligente se visto de cima. Consumo! Tudo se resume a isto. Como incitar o consumo das massas para manter o sistema funcionando? Incute-se o seguinte pensamento no povo:
    “Meu objetivo de vida é ter mais do que você! Se não tenho, vivo de minhas fantasias de grandeza, julgando que provavelmente você é pior do que eu em algum aspecto”
    Esse pensamento reside nas mais profundas intenções do “homem moderno”.
    Para isso, ele precisa ter pelo menos um elemento que o diferencie dos outros. Esse elemento o fará diferente, um ser melhor, que possa ser aceito e admirado pelos outros.
    Hoje temos todas as várias tralhas tecnológicas, o acúmulo de bens, poder, e tudo o que esteja ligado a nossa essência egoísta para servir a esse propósito.
    3° – Saúde. Hoje também traduzida como qualidade de vida, pelos mais abastados. Enfim, para não se revoltar, os pobres precisam ter acesso ao mínimo de saúde pública (o que está difícil no Brasil). Para os que tem alguma condição, essa saúde também toma o aspecto da qualidade de vida. O culto ao corpo tão vigente nos dias de hoje que gera ainda mais consumo.
    4° – Moradia. Um lugar para ficar. Não importando se pagamos um absurdo de juros, nem se pagamos o que o imóvel realmente vale… Esqueçam! A reforma agrária jamais será realizada no Brasil. Sorte de quem teve ancestrais mais “gananciosos”, esses podem usufruir hoje de grandes propriedades improdutivas que impõe um mísero destino a grande parte do povo.
    Que cada um analise a si mesmo… Se tivermos todos esses itens, ainda teremos motivos para nos revoltar?
    Para a grande maioria, a resposta é não!
    Somos assim! Toda a nossa aspiração de vida pode se resumir a estes 4 pontos.
    Porém com essa postura, por ignorância, aceitamos intrinsecamente conviver com a desigualdade no mundo.
    Aceitamos que jamais poderemos realizar determinados sonhos que outros podem, muitas vezes devido a corrupção de que foram capazes.
    Aceitamos ser servos de um sistema que nos escraviza em determinado modo de vida, onde não recebemos todo o retorno pelo nosso trabalho. Chegamos ao ponto de nem mesmo perceber como isso é absurdo!
    Fazendo uma atualização do discurso da servidão voluntária (Etthienne de La Boettie), aceitamos que poucos tenham tudo e que uma maioria não tenha nada, desde que não nos faltem esses 4 pontos básicos.
    A classe dominante sabe que apenas a classe mediana pode fazer alguma diferença para mudar, e foca seus esforços no obumbramento dessa classe.
    A classe mais baixa é vista exclusivamente como “gado”, escravos ou massas de manobra.
    Porém, o mundo não é tão “perfeito” assim.
    A complexidade de todo o sistema faz com que manter esse esquema esteja cada vez mais difícil… E todos estão percebendo isso.
    Mais uma vez surge o clamor por liberdade, igualdade e fraternidade.
    Vem ai uma nova revolução…

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