Duro é lembrar que figuras ilustríssimas dirigiam as Secretarias nos governos do Rio…

Honestidade-Frase-De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra...-Rui Barbosa (1) | Rui barbosa frases, Citações inspiradoras, PensamentosAristóteles Drummond
Diário de Petrópolis

Repassando os governos que o Rio de Janeiro teve até o final dos anos 1970, impressiona constatar que não eram apenas os prefeitos e governadores que eram notáveis e admiráveis como Negrão, Lacerda, Amaral Peixoto, Faria Lima, Marcos Tamoyo e Sette Câmara, entre outros. Era a qualidade de suas equipes, formadas por homens altamente conceituados e respeitados entre as forças vivas da sociedade.

Não eram políticos, nunca disputaram o voto popular, mas prestaram serviços inestimáveis, com idealismo, correção e competência.

TEMPO E TALENTO – As novas gerações precisam saber que os secretários de Estado eram homens vitoriosos em suas vidas pessoais, que dedicaram tempo e talento ao bem comum. A começar pelos procuradores do Estado e do Tribunal de Contas, muitos ocupando secretarias, como Pedro Toledo Piza, Álvaro Americano, Leopoldo Braga, Gustavo Afonso Capanema, Nelson Diz, Francisco Mauro Dias e João de Lima Pádua, entre outros.

Na Saúde, referencias como Hildebrando Monteiro Marinho, Marcelo Garcia, Woodrow Pantoja; na Educação, Flexa Ribeiro, Antônio Vieira de Melo; na Justiça, Alberto Cotrim Neto, Laudo Camargo; nas Obras Públicas, Paula Soares, Augusto do Amaral Peixoto, João Augusto Maia Penido, Joaquim de Oliveira Sampaio, Emílio Ibrahim, Cravo Peixoto, Mauro Viegas. Além de outros notáveis como Humberto Braga, José Zobaran, Carlos Costa, Hélio Beltrão, Arnaldo Niskier, Victor Bouças, Victor Pinheiro e Carlos Alberto Vieira, enfim, homens que emprestaram prestígio aos cargos ocupados.

SEM MÁCULA – Hoje, o quadro desanima, sendo poucos aqueles que chegaram às funções com uma história de vida. É preciso se atentar para a importância na formação das equipes de governo. Além do mérito para a função, são fundamentais a credibilidade e uma folha de serviços prestados sem mácula.

O recrutamento não precisa ser todo feito entre políticos, mas também entre pessoas representativas e com espírito público, pois o momento é de recuperação ética, moral, comportamental. Um país que soube ter quadros respeitados, desde o Império, não pode se apequenar; tem de virar a página de tantos equívocos.

O Rio é ainda o centro de maior repercussão política, cultural, acadêmica do Brasil. Então vamos observar os candidatos e seus mais próximos, pois como diz a sabedoria popular: “Digas-me com quem andas que te direi quem és”.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas. ex-secretário de Administração do Governo do Estado do Rio de Janeiro, na gestão do governador Nilo Batista. do PDT).

10 thoughts on “Duro é lembrar que figuras ilustríssimas dirigiam as Secretarias nos governos do Rio…

  1. Pela pela minha experiência no mundo político real, do dia-a-dia, do qual mantenho distância quilométrica atualmente, empiricamente posso afirmar que todos os políticos têm dois desvios de personalidade: o narcisismo, esse com certeza, já a psicopatia atinge um percentual razoável. Daí que se cercarem de gente da pior qualificação e pior caráter é uma forma de chafurdarem em seus desvios, pois esses estão dispostos a bajularem e fazerem as ações sujas que tanto deleitam nossos “políticos” dentro de um sistema desviado e desviante maior, o Estado cleptocrático, que, não podemos esquecer inclui, não só o Executivo e o Legislativo,, mas, igualmente, o Judiciário.
    A esperança é que passando a pandemia possamos passar às ruas contra o fundamento de tudo: a corrupção;

    • Sr Delcio, concordando integralmente com sua colocação, permito-me complementar que a corrupção é o câncer mundial da burocracia pública e talvez por isso Transparência Internacional mantenha o Ranking Mundial da categoria, onde ocupamos um vergonhoso 106º lugar com apenas 35 pontos, na pior colocação anual da série histórica. Mas não preocupe, não, com a orientação ética do governo e seus aliados, e a neutralização da Lavajato, rapidinho igualaremos com a Zambia.
      E, ainda, tem coleguinhas que relativizam a praga, condenam a Operação e enaltecem o Intercept.

  2. Bom artigo; quem viveu essa época sabe que era assim.

    Sabe também que naquela época havia a prisão em primeira instância, a não ser para delitos leves previstos em lei.

    Com o correr do tempo e a mudança da capital para Brasília, tudo foi mudando …

  3. O jornalista mineiro Aristóteles Drumond é um profundo conhecedor do Rio de Janeiro. Um intelectual das Gerais, conservador radical do bem, mais carioca do que o próprio morador da cidade.

  4. “O Rio é ainda o centro de maior repercussão política, cultural, acadêmica do Brasil.”

    Não seria um pouco de saudosismo? O tempo do Rio como centro cultural e todo o mais citado já foi, é passado. Hoje o Rio está mais para vedete do crime organizado.

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