E assim Renan, o Senhor dos Anéis, fez o PT favorecer Eduardo Cunha…

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Renan, o grande mestre,  enganou o PT e Lewandowski

Deu no Estadão

Na política brasileira, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é um caso à parte. Tem uma habilidade enorme nos bastidores, sabe como liderar os parlamentares e se beneficiar do poder, não importa quem esteja na Presidência da República. Em dezembro de 2007, teve um revés e foi obrigado a renunciar à presidência do Senado, como estratégia para evitar a cassação do mandato. Entrou numa fase de pouca exposição, deixou baixar a poeira, e seis anos depois já estava de volta à presidência do Senado, de onde tem resistido a uma impressionante bateria de denúncias, inquéritos e processos.

Agora, na votação do impeachment, Renan deu uma inacreditável mostra de sua capacidade de persuasão, ao conseguir usar a bancada do PT para apresentar um destaque que aparentemente beneficiava a presidente Dilma Rousseff, mas que na verdade favorecia políticos corruptos de todos os partidos, a começar pelo notório deputado Eduardo Cunha, ex-presidente afastado da Câmara, cuja cassação seria votada dia 12, mas tudo indica um adiamento para depois das eleições municipais.

GRANDE JOGADA – Quando foi anunciado o pedido de destaque, não houve maior espanto, porque os parlamentares já sabiam que seria requerido e até já estavam preparados para o debate. Na defesa da tese de que os direitos políticos de Dilma deveriam ser preservados, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Kátia Abreu (PMDB-TO) e João Capiberibe (PSD-AP) fizeram questão de ajudar o PT, sem perceber que estavam sendo usados como massa de manobra por Renan Calheiros, que os manipulou com incrível facilidade.

Senadores do PP, do PSDB e do DEM retrucaram, para mostrar o absurdo que seria a revogação tácita de um dispositivo constitucional pela vontade de apenas um terço dos senadores, mas os sólidos argumentos de Ana Amélia (PP-RS), Cássio Cunha Lima (PMDB-PB), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) caíram no buraco negro cavado por Renan.

LEWANDOWSKI ENGANADO – O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que conduzia os trabalhos, também havia sido previamente comunicado sobre a apresentação do destaque. Como aparentemente a medida beneficiaria sua amiga Dilma Rousseff, a assessoria do Supremo se empenhou em conseguir alguma sustentação jurídica para justificar o estupro da Constituição. E o ministro realmente se esforçou.

Sua belíssima assistente, a advogada Fabiane Duarte, que se tornou a Musa do Impeachment, lhe passava os papéis e ele ia lendo, sempre ressalvando que não tinha nada a ver com isso, o plenário do Senado podia fazer o que lhe aprouvesse, porque era soberano, o regimento dizia isso, a lei dizia aquilo, etc. e tal, e assim o ministro parecia incorporar o Rolandowski Lero da genial charge de nosso amigo Nani, que faz enorme sucesso na internet.

Sem saber, Lewandowski estava sendo usado por Renan, e ainda concedeu uma última fala a ele, a pretexto de que convocasse a sessão da posse de Temer, mas o presidente do Senado usou o tempo para defender a ardilosa jogada que beneficiaria políticos corruptos de todos os partidos e procedências.

O STF DECIDIRÁ – Foi uma manobra radical e magistral, mas Renan esqueceu de combinar com os demais ministros do Supremo. Como a jogada interessa a todos, o PSDB e o DEM logo desistiram de recorrer. Outros partidos, como PMDB, PP, PSD, PSB etc., que têm muitos caciques sendo investigados, nem aventaram a hipótese do recurso ao STF. Até mesmo o PSOL, que se julga paladino da ética, ficou na moita, fechou-se em copas e não esboçou qualquer reação.

Mas eis que surgiu o modesto Solidariedade, liderado pelo deputado paulista Paulinho da Força, e anunciou que recorrerá ao Supremo para desfazer a mágica dessa façanha de Renan, o Senhor dos Anéis.

NA FORMA DA LEI – Será um bom teste para os ministros do STF. Oito deles foram nomeados pelo PT e demonstravam um certo desconforto em demonstrar imparcialidade. Agora isso tudo acabou, cada um deles precisa cultivar a respectiva biografia, especialmente Dias Toffoli, que até estava se comportando bem, mas ultimamente tem se esmerado em atender ao PT e atende mudou de ideia e passou a a defender que não haja mais prisão de condenado em segunda instância.

É hora de julgar na forma da lei ou denunciar quando a legislação estiver ultrapassada, para que haja aperfeiçoamento. É isso que se espera deles. Assim como os parlamentares, os ministros do STF são pagos pelo povo para representá-lo. Que assim seja, portanto.

22 thoughts on “E assim Renan, o Senhor dos Anéis, fez o PT favorecer Eduardo Cunha…

  1. Manhêêê, por que ninguém fala em ir pras ruas contra o acordão que violou a Constituição???
    Tô com minha panelinha de Inox prontinha pra protestar, mas a rua tá vazia……..

    kkkkkkkkk

  2. Falta de vergonha na cara, gilmar taxa 2 milhões que assinaram a ficha limpa de bêbados, toffoli empregado do pt, solta ladrão de funcionário, o decano mello solta assassino, o plenário é conivente com prefeito ladrão. Renan diz que Gleisi é ingrata, pois conseguiu junto ao stf, evitar que ela pega-se “cana”, na frente do ricardo, que ficou no silêncio, é uma corrupção abençoada pelo leveiumusique, como dar crédito ao stf, se estupraram e vilipendiam a srª justiça, quando tem o dever de honrá-la.
    o zé e maria povinho, lhes paga o salário. Mordomias, 60 dias de ferias, enforcamento de expediente. Rui barbosa morre todos os dias de vergonha.
    Há uma justiça, que todos nós seremos julgados, a divina a cada um segundo suas obras e pagarás até o último ceitil, além túmulo, pena: luz e paz, ou ranger de dentes. Não reeleger, começar agora em outubro, é a maneira pacifica de mudança, por um brasil decente e justo.

  3. E tem gente que ainda acha o general De Gaulle um difamador.
    O “porta impeachman”, dizem que teve que negociar com o Jaques Wagner, para poder chegar até a Dilma e quando chegou, sacou do papel e da caneta e disse a famosa frase,”TEJE IMPINCHADA”.
    Os governos da Venezuela, Bolívia e Cuba vão retirar os embaixadores, não tem mais o que fazer aqui, a teta secou.

  4. Um museu de novidades…kkkkaas Lula quer criar uma frente de oposição e não” descarta ” lançar Ciro Gomes….Faz um ano e meio que escrevo isso…..Sob Nova Direção…kkkk

  5. Se a votação para o impedimento da presidenta foram necessários os votos de de 2/3 dos senadores,por que motivo na votação para favorecê-la não se usou o mesmo critério, já que a inabilitação faz parte do mesmo artigo ?

  6. Dizer que o melandowisky foi enganado por renan é muita ingenuidade ou descarada má-fé, partindo da premissa que a totalidade de nossa população é composta de idiotas. É por essa e outras que fazem o que querem nesse país. Eta, lupanar da gota serena.

  7. Imaginemos, hipoteticamente, que, no julgamento de ontem, as votações fatiadas tivessem tido resultados opostos, ou seja, que o mandato tivesse sido preservado mas que a ex presidente tivesse os direitos políticos cassados. Como ela iria exercer o mandato então?

  8. Manter os direitos políticos da Dilma, pela rapidez que de pronto foi aceita, indo de encontro com a lei maior, dá para desconfiar que era um acordo, estava tudo combinado previamente.

  9. A Alma Santa fala sobre o acórdão do acordão….
    01/09/2016 09h36 – Atualizado em 01/09/2016 12h54
    Janaína Paschoal desencoraja recurso sobre votação fatiada: “isso ajuda o PT”
    Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, uma das signatárias do impeachment, Janaína Paschoal, afirmou que o fatiamento da votação poderia ter sido feito.
    No entendimento da jurista, o desmembramento da votação, para apurar os crimes de responsabilidade e para votar a inabilitação, não traz problemas. A atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, gerou críticas por parte de senadores opositores a Dilma, que viram na decisão – mais tarde ratificada pelo placar que a julgou habilitada a manter seus direitos políticos – uma derrota.
    Janaína Paschoal disse compreender a revolta, mas aconselhou os senadores e partidos que pretendem recorrer ao Supremo que não o façam: “quem recorrer estará ajudando o PT”.
    Segundo a jurista, ao desdobrar o quesito, Lewandowski seguiu na “linha garantista favorável à defesa, de forma que a defesa não tem argumento para combater a decisão”.
    Em contrapartida, Janína Paschoal relembrou o Caso Collor e destacou: “não tomaram as penas como ‘principal’ e ‘acessória'”.
    Apesar de não ver maiores problemas no fatiamento, a jurista acredita que Ricardo Lewandowski deveria ter submetido a decisão ao plenário do Senado.
    No entanto, ela ponderou: “esta não submissão ao plenário não parece que invalide a decisão, porque o plenário votou. Se tivesse ficado tão indignado, teria votado contra. O plenário do Senado é soberano quando se trata de crime de responsabilidade. É soberano para decidir não inabilitar e entendo que acusação não pode mexer nisso”.
    Contrariando os críticos à divisão das votações, Janaína Paschoal disse que não consegue concordar. “Em nenhum momento a Constituição foi alterada. Foi algo inusitado auqilo ter chegado pronto, mas desde semana passada ouvia-se comentários. As pessoas devem acalmar os ânimos e ver o tamanho do que conseguimos ontem”, disse.
    “Se senadores impugnarem, estão ajudando o PT. Desde o início eu digo: Senado é soberano, STF não pode rever o mérito. Ir ao STF legitima o discurso da defesa. Eu acho uma pena estarem pensando em ajudar o PT, ainda sem perceberem”, finalizou.

    http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/janaina-paschoal-desencoraja-recurso-sobre-votacao-fatiada-isso-ajuda-o-pt.html

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