É claro que Dilma Rousseff não abordará em Cuba a questão dos direitos humanos.

Carlos Newton

Reportagem de Clóvis Rossi, publicada na edição deste sábado da Folha, revela que o chanceler brasileiro Antônio Patriota afirmou no Fórum Econômico de Davos, na Suiça, que a situação dos direitos humanos em Cuba “não é emergencial”. Por isso, a presidente Dilma Rousseff não vai falar sobre o tema em visita à ilha na próxima semana, informou.

Patriota também afirmou, durante sua participação no Fórum, que a visita vai servir para dialogar a respeito da “atualização do modelo econômico cubano”.

Traduzindo esse linguajar diplomático: é claro que o Brasil não tem o direito de se intrometer em assuntos internos de outros países, mantenha ou não relações com eles. A questão dos direitos humanos abrange grande número de situações, não apenas as liberdades democráticas, pois inclui também o direito à vida, à educação e à saúde.

O caso da blogueira famosa é estranho, muito estranho. As fotos feitas na casa dela mostram que tem padrão de vida alto, para os padrões da ilha. Há quem diga que trabalha para a CIA, mas também há até quem levante a hipótese de que ela trabalha para o próprio regime cubano, sendo usada para manter aceso o patriotismo cubano, porque, ao contrário de outros ativistas, ela continua livre, leve e solta.

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