É erro jogar população contra Congresso, como faz Bolsonaro, diz grupo de empresários

Retrato do ativista

Kanner, do Grupo 200, diz que é preciso confiar no Congresso

Joana Cunha
Folha

Jogar a população contra o Congresso e descredibilizar a política, como tem feito o presidente Jair Bolsonaro, é um erro, segundo Gabriel Kanner, presidente-executivo do Brasil 200, movimento que reúne empresários simpatizantes do atual governo. “Não podemos incorrer no erro de jogar a população contra o Congresso e colocá-lo como o grande vilão da história, como alguém que só tem interesse financeiro em receber alguma contrapartida para aprovar a reforma. Não podemos negar o processo legislativo. Não acho correto dar essa impressão à população”, diz Kanner.

Com nomes de peso do empresariado, como Flávio Rocha (Riachuelo) e João Appolinário (Polishop), o Brasil 200 entrou em 2019 com uma agenda pró-Bolsonaro, prometendo estimular a criação de 1 milhão de vagas de trabalho. Hoje, porém, o presidente do movimento afirma que o grupo não vai participar das manifestações convocadas para o domingo (26) em defesa de Bolsonaro.

 “A forma como surgiu essa manifestação foi um pouco nebulosa no nosso entendimento. Vimos pessoas com hashtags sobre invadir o Congresso ou fechar o STF. A nossa orientação é refutar qualquer tipo de pedido neste sentido”, afirma Kanner.

O movimento Brasil 200 vai a Brasília novamente nessa semana. Qual é a agenda?
Vamos na quarta-feira (22), quando vai ser pautada a reforma tributária da proposta do Bernard Appy. Vamos acompanhar, estamos bastante empenhados. Vamos apoiar a reforma tributária. Paralelo a isso, construímos um comitê temático com alguns acadêmicos da FGV que vai trabalhar junto com a equipe do Marcos Cintra [secretário da Receita] em algumas outras proposições para o nosso sistema tributário.

O movimento vai participar do protesto em defesa do presidente Bolsonaro no domingo (26)?
Não vamos participar. Não vamos ter carro de som. Alguns membros do movimento manifestaram interesse de ir. A nossa orientação aos que forem às ruas é a de que defendam a reforma da Previdência especificamente. A nossa pauta é essa.

Por que não vão?
Estamos muito focados em apoiar o governo em passar as reformas. A forma como surgiu essa manifestação foi um pouco nebulosa no nosso entendimento. Vimos pessoas com hashtags sobre invadir o Congresso ou fechar o STF. A nossa orientação é refutar qualquer tipo de pedido neste sentido. Acreditamos que o único caminho responsável para implementar as mudanças que precisamos é através das reformas. Isso é uma pauta produtiva e necessária para o país.

Como o movimento avalia a iniciativa do presidente Bolsonaro de divulgar o texto de um analista da CVM chamando o Brasil de ingovernável?
Precisamos que o país seja governável. Estamos fazendo todo o possível para dar o apoio ao governo para passar as reformas. Precisa passar a reforma da Previdência e a tributária para o país voltar a crescer. O governo precisa se unir e dialogar com o Congresso. Não é hora de conflito. É hora de trabalho. É hora de quem acredita no desenvolvimento do país, quem acredita no governo e quer que esse governo dê certo, se unir. É defender de forma responsável as reformas. Precisamos dessa união.

O deputado Marcelo Ramos, presidente da comissão especial, disse em entrevista que a opinião do governo é irrelevante. Estamos chegando a um ponto de racha incontornável?
Isso não é positivo. Precisamos de um diálogo entre Executivo e Legislativo. Precisamos melhorar essa comunicação e do Congresso para passar as reformas. Não acredito que chegamos a um ponto sem retorno. Dá para contornar a situação, mas, quanto mais tempo passa, fica mais difícil.

O presidente Bolsonaro chegou a dizer que o grande problema do Brasil é a classe política. Ele insistiu no conflito. É a isso que se refere quando você diz que é preciso parar de brigar?
Sim. Não podemos incorrer no erro de jogar a população contra o Congresso e colocá-lo como o grande vilão da história, [como alguém] que só tem interesse financeiro em receber alguma contrapartida para aprovar a reforma. Não podemos negar o processo legislativo. Não acho correto dar essa impressão à população.

A impressão do conchavo?
Exatamente. Precisamos de maioria no Congresso para aprovar as reformas. O diálogo tem que ser estabelecido.

33 thoughts on “É erro jogar população contra Congresso, como faz Bolsonaro, diz grupo de empresários

  1. Não é um erro, é jogo baixo.
    O erro é o proprio Bozolado!

    Imaginem, um pulha repugnante, 28 anos de carreira num dos corpos politicosaos espurios da historia da democracia, dizendo-se miro, enciado de Deus, o Messias….

    Isso sim é o fim desse mundo ! O cúmulo, o escárnio
    total!!!

    • Por que estes empresários também não abrem a boca para falar que é errado o stf ficar arquivando processos de políticos corruptos. Como fez a carmem lúcia, arquivando mais um processo do renan.

    • Caríssimo André, o que fazes ainda na terra Brasílis?
      Se não está satisfeito, vai dar uma voltinha nos países “desenvolvidos” que o Sr. deve apreciar.
      Respeito suas opiniões, evidentemente, mas fico triste pelo Sr. que me parece estar no país errado.
      Ou seja, tipo peixe fora d’água.
      Atenciosamente.

      • Já estou, faz tempo.
        Nao fico esperando nada de MInTOs governantes idiotas inuteis!

        Mas se voce tomar conhecimento de que o Brasil é regido por uma Constituição, que regulamenta o direito de ir e vir, quem sabe, nesse quesito entendera que sou tão brasileiro como qualquer outro, exercendo meu direito de opiniao política.
        Agora quanto a sair pro lado pessoal nesses comentarios aqui postados, nao ha o que fazer pela sua ignorancia e falta de educação. Nao é nas leis que se aprende a ter caráter.

      • Nao aprecio nenhum outro país mais que o Brasil, MINHA pátria.
        O problema é que tem tanto lesado no Brasil atual, vide esse bagual firula que diz nos governar, que para obter excelencia só indo pro exilio mesmo….

        Encontre aí uma entre as 2 melhores universidades do Mundo pros meus filhos estudarem, e me avise, que eu volto….

          • Aqui na Inglaterra existe uma revista brasileira de maior circulação, chamada LEROS, cujo formato é tão vermelha, petista, a coisa mais repugnante que se possa imaginar.
            É distribuída gratuitamente em todo lugar por onde circulam brasileiros… Dá nojo!

            Quando leio os comentários desses defensores ferrenhos dum tal Mito que nunca foi e, certamente, nunca será, realizo essa verdade: cada povo tem a merda de governo de merda que merece….

            Infelizmente, sobra merda no Brasil atual, desde aquela facada….

            Que venha logo a FAXINA !!!

  2. Sr. Andre BR,
    Em que momento fui mal educado? rsrs
    Até disse que respeito sua opinião. Minto?
    O Sr. tem que entender que o Brasil mudou, não sei se pra melhor ou pra pior… mas tenha um pouco de paciência… não dá pra reconstruir um país em quatro meses.
    Tenha paciência…
    Não me lembro do Sr. reclamar do SISTEMA PT neste blog, rsrs.
    As coisas mudaram Sr. André, as coisas mudaram…. Aceite que dói menos, pare de espernear! O Nine tá preso!
    O José Dirceu tá preso!
    Rsrs…
    As coisas mudaram, Sr. André!!!!
    Simples assim.
    Atenciosamente.
    P.S.- Vai me acusar de mal educado novamente? rsrs

  3. O sujeito deve viver em outro pais. Não é o governo que está jogando a população contra o Congresso, pois é o CONGRESSO COM SUAS AÇÕES que obrigam aos brasileiros desacreditar dessa classe politica. Veja-se o caso COAF, o governo cumprindo sua promessa de campanha de combate a corrupção passou o COAF ao Ministerio de Justiça e PORQUE OS PARLAMENTARES DA COMISSÃO FIZERAM DE TUDO PARA DECIDIR QUE O COAF DEVE ESTAR NA ECONOMIA. Sempre esteve lá e era um órgão indiferente, quando este governo decide combater a corrupção ao estilo “garganta profunda do Watergate: SIGA O DINHEIRO” o que tentou fazerem os parlamentares? Ir conyra essa política de governo para os politicos corruptos e seus pares amigos se protegerem. É Bolsonaro, porém principalmente a maioria de brasileiros que elegemos ele que queremos isso. NÃO É BOLSONARO QUEM JOGA A POPULAÇÃO CONTRA O CONGRESSO, SOMOS NOS A MAIORIA QUE O ELEGEMOS QUE QUEREMOS O FIM DA CORRUPÇÃO OU UMA LUTA SEM FIM CONTRA RSTA PRAGA MALDITA E SEUA ADEPTOS E BENEFICIARIOS.

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