É hora de decidir: ou Bolsonaro se livra dos filhos ou não conseguirá governar

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Bolsonaro precisa entender que governar significa estar sozinho

Carlos Newton

Há muitos assuntos importantes em pauta, como a briga entre os militares e a Igreja, a reforma da Previdência, o acobertamento da importância da dívida pública, a falência de estados e municípios, mas a prioridade deve ser a crise interna do governo. Como dizia Gonzaguinha, não dá mais para segurar. Ou Bolsonaro se livra da influência dos três filhos e passa a ouvir o núcleo duro do Planalto (vice Hamilton Mourão e ministros Augusto Heleno, Santos Cruz e Onyx Lorenzoni) ou não conseguirá governar e levará este país a uma encruzilhada sinistra.

Nenhum governante pode colocar sua família no poder. Não existe isso, jamais se viu isso, não se pode admitir isso. Nem mesmo os imperadores devem correr esse risco, é preferível que sejam aconselhados por assessores externos, basta ver o que está acontecendo na Arábia Saudita.

INSEGURANÇA – A eleição de Bolsonaro ocorreu num clima de união e esperança, mas o próprio presidente estava colocando tudo a perder. Sua opção preferencial pelos filhos era um equívoco grotesco, uma jogada arriscadíssima, porque estava semeando a insegurança institucional, como acertadamente Rodrigo Maia advertiu, ao criticar esse “governo familiar”.

A fritura do ministro Gustavo Bebianno, para atender aos interesses do filho preferido, foi um erro grotesco, bizarro e patético. Como argumentaram o vice Hamilton Mourão e o presidente da Câmara, Bebianno é um excelente quadro, não é nenhum alpinista social. Todos só têm elogios à sua atuação, por isso o núcleo duro do Planalto se uniu em sua defesa.

Bebianno é um advogado de renome, que era associado ao escritório de Sergio Bermudes, um dos mais importantes do país.  Carlos Bolsonaro pensou que poderia demiti-lo com um simples faniquito, mas não é assim que a banda toca. Os militares apoiaram Bolsonaro, estão tocando o governo dele, mas não aceitam injustiças.

BEBIANNO NÃO ERROU – O núcleo duro do Planalto sabe que Bebianno foi coordenado da campanha, dedicou-se por inteiro à eleição de Bolsonaro e assumiu interinamente a presidência do PSL, sem maior envolvimento com o partido. 

Havia verbas disponíveis do Fundo Eleitoral que foram requisitadas pelos diretórios de Minas Gerais e Pernambuco. No caso, Bebianno apenas assinou a liberação, não conhecia nem jamais tinha ouvido falar nos candidatos beneficiados nem tinha o menor controle sobre a utilização final dos recursos, porque isso era responsabilidade dos Diretórios estaduais.

Ouvir o “conselho” do filho e forçar a demissão de Bebianno foi um erro brutal de Bolsonaro, porque Carlos disse ao pai que o ministro tinha mentido, ao afirmar que havia falado com o presidente. Mas Bebianno realmente tinha mandado mensagens a Bolsonaro através do WhatsApp, não era mentira.

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P.S. 1 –
Ontem à noite, o jornal do SBT revelou que Benianno será demitido segunda-feira. Será mais um erro, mas pode se transformar em acerto, caso o presidente se livre mesmo da perniciosa influência dos filhos e passe a governar consultando apenas os assessores que ele próprio nomeou, porque tem confiança neles.

P.S. 2 – Nessa investigação da Polícia Federal sobre Bebianno quem vai se lascar é o presidente do PSL, Luciano Bivar, que é uma espécie de “dono do partido” e contratou a empresa do próprio filho por R$ 250 mil. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, também vai dançar. (C.N.)

11 thoughts on “É hora de decidir: ou Bolsonaro se livra dos filhos ou não conseguirá governar

  1. “Havia verbas disponíveis do Fundo Eleitoral que foram requisitadas pelos diretórios de Minas Gerais e Pernambuco. No caso, Bebianno apenas assinou a liberação, não conhecia nem jamais tinha ouvido falar nos candidatos beneficiados nem tinha o menor controle sobre a utilização final dos recursos, porque isso era responsabilidade dos Diretórios estaduais.” Então tá, na condição de simples mortal eu estou necessitando de alguns pixulecos para dar conta do meu kit sobrevivência: aluguel, mercado, médico, farmácia, dentista, transporte, alimentação, cesta básica de tributos, IPTU nas alturas para evitar a penhora do imóvel da família, dízimo…, a que fundo devo recorrer para sair do fundo do poço ? Esses fundos vigaristas não estão corretos não, C.N., me desculpe a franqueza. Isso aí é coisa de bandidos, sem falar dos esquemas lá dentro do congresso do sistema político podre. Podem parar, o fiofó do povo explodiu, face às farras dos privilegiados bancadas pelo dito-cujo.

  2. DEU NO UOL!

    Uma mensagem que circula pelas redes sociais acusa o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) de estar envolvido na tentativa de assassinato do presidente Jair Bolsonaro (PSL), então candidato, em setembro de 2018. MPF [Ministério Público Federal] identificou repasse bancário de R$ 50 mil de Jean Wyllys ao advogado do esfaqueador de Bolsonaro. FALSO: JEAN WYLLYS NÃO PAGOU ADVOGADOS DE ADÉLIO BISPO… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/confere/ultimas-noticias/2019/02/14/jean-wyllys-nao-transferiu-r-50-mil-a-defesa-de-homem-que-atacou-bolsonaro.htm?cmpid=copiaecola

    JEAN WILLYS NÃO PAGOU ADVOGADOS DE ADÉLIO BISPO!
    NÃO PAGOU MESMO,ELE DEU UM CALOTE NOS ADVOGADOS!

    • Esse caso tem tudo para ser apenas uma “treta” entre militares e evangélicos fanáticos, loucos pelo poder, CABO DACIOLO X CAPITÃO BOLSONARO. Todos sabíamos que havia uma campanha evangélica dentro das forças armadas e das igrejas para eleger alguém do meio deles, e os dos candidatos desses segmentos eram apenas Daciolo e Bolsonaro, e ambos sabiam que apenas um tinha que ser o contemplado. Me parece que é por ai o fio da meada, embora muitos queiram evitá-lo, por razões óbvias e ululantes, será o fim desses segmentos como opções políticas.

  3. O Carlos Bolsonaro detonou o informante e fonte da mídia. Bingo!

    O cara era o secretario de governo, cuidava agenda do presidente e passava informações confidenciais do governo para a extrema imprensa e classe política, um traidor!

    Provavelmente a pasta dele passará para o Gen. Santos Cruz, excelente ministro, mais competente e confiável do que o Bebiano.

    • Que general que nada, já tem general demais nesse governo, o que está faltando nesse governo é o “sal da terra”, o amalgama, o HoMeM do Borogodó, um formulador prático, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, que mostre à população o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, à moda “conhecereis a verdade e Ela, a verdade, vos libertará”, caso a intenção de Bolsonaro seja de fato fazer um governo realmente diferente de tudo isso que aí está há 129 anos, com prazo de validade vencido há muito tempo.

  4. Não tem 2 meses de governo e já um monte de crises. Um dia, em Paris, Jo Soares conheceu um alemão, que tinha visitado o Brasil, e perguntou
    o que ele (0 alemão) mais tinha gostado do Brasil e o alemão respondeu: “Ah, o esculhambaçon.”
    O gen De Gaulle, herói frances, disse que o Brasil não é um país sério. Os dois testão certos.( O pior é que votei “nele”, é verdade, naõ tinha outra opção, não mais pra aguentar o PT.)

  5. Se Bolsonaro não ouvir o vice presidente e os outros militares e manter os ministros despreparados para o cargo e continuar tomando medidas absurdas, creio que não vai lá das pernas, como diziam os antigos.
    Está se confirmando, o que demonstrou na campanha: o despreparo para o mais alto cargo do país..

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