É hora de discutir a relação para saber: Afinal, homem presta ou não?

Eduardo Aquino
O Tempo

Aquela velha máxima que não quer se calar: será que homem não presta? Posto isso, algo tão ouvido por aí, é de se estranhar que as meninas queiram tanto um para chamar de seu. Vá entender… A bem da verdade, quem deveria explicar essa incoerência são as feministas e femininas em geral. Adoro ambas. Pois, após longos anos de observação, tendo a achar os meninos extremamente simples. Quase banais e beirando puerilidade quando alcoolizados.

O problema é que as meninas querem entendê-los usando como modelo, o jeito mulher de ser. Pronto, aí complica tudo! Homem não menstrua, não tem TPM, não gera, não pare, nem amamenta. Simples assim. Não faz as unhas, não gasta horas com cabelo, maquiagem ou observando criticamente outra mulher. Não carrega nas costas um fardo de culpas que começa na administração do lar, educação de filhos, sexos sem desejo e pressão no trabalho.

E TEM MAIS – Ah! Ia me esquecendo: cuidar de pais, avós e netos. E se manter atraente, mesmo com o fogaréu da menopausa, estrias e celulite.

Mas falávamos dos homens não é mesmo? Aliás, onde estão agora? No bar com amigos, na pelada que não acaba, na sauna com conversa tão fiada que ninguém dá crédito. Mau humorado quando o time perde, um bando de botões quando ganha. E falando do rabo de saia alheio, quando na verdade mal da conta da própria cama.

Homem presta: atenção na TV, na piada na rede, nas musas inspiradoras, e nos carro, lógico! No filho, às vezes, poder aparecer sempre. Mas homem, homem mesmo, observa, respeita e aprende com a nova mulher. Recicla, evolui e partilha. Escuta, pois é da mulher ser verbal. Respeita, pois é feminino inovação ser de fases. Divide, pois filho é sempre resultado da soma multiplicada pelos dois.

AÇÃO CONJUNTA – Casa é o abrigo de uma família e trabalho o conjunto de esforço dos que vão a caça. Enfim, minhas meninas, há préstimos e um conjunto de valores que nós, antigos e acomodados patriarcas, precisamos aprender com vocês, nestes novos tempos inexoravelmente femininos, para criarmos uma convivência mais harmônica e justa.

Nos ensinem. Queremos sim, discutir a relação. Só não sabemos como.

4 thoughts on “É hora de discutir a relação para saber: Afinal, homem presta ou não?

  1. Se o homem presta ou nao, fica dificil de saber.Sao dois sonhos: o desperto e o dormido. Gostei do sonho desperto do Aquino.

    Como não sei criar nada – sou parasita – gosto de bater palmas . Vou-me valer entao , de Raul de Leoni, numa magnífica definição da vida.
    … e a vida segue efêmera e vazia
    Num adiamento eterno que se espera
    Numa eterna esperança que se adia.

  2. O mistério da vida não estaria nos obrigando a assumir a culpa porque ainda enigmática?

    Se o homem fosse tão destruidor ou essa “merda” como disse Hobbes, certamente não haveria a beleza de obras erguidas pela mão do próprio homem!

    As artes, por exemplo, tão bem enaltecidas pelo filósofo, a meu ver, muito mais importante que Hobbes, Arthur Schopenhauer, que dizia ser formas de conversarmos com Deus ou Dele estarmos muito próximos!

    Apesar de ser um pessimista, o alemão escreveu um dos mais importantes textos da humanidade, O Mundo como Vontade e Representação, onde a ânsia de queremos algo e, depois de conquistada, voltamos à frustração ou em busca permanente de novas emoções ou conquistas, leva-nos sempre a crescer, a nos desenvolvermos, mesmo que à base de infelicidades, frustrações e decepções, compensadas pela música, principalmente, a poesia, a literatura, além de ensinamentos budistas, que ele os apreciava em demasia (alô, meu amigo Rocha).

    Logo, essas afirmações pejorativas sobre o ser humano são facilmente debeláveis, caso contrário ainda viveríamos em cavernas ou na Idade Média, e não com este desenvolvimento científico e tecnológico à disposição como conforto.

    Que não tenhamos dado a devida importância a nós mesmos, admito, então a fome, a doença, a miséria, o desemprego, a vida indigna para a maioria da população mundial, que não invalida o quanto podemos ser úteis e ter a nossa existência positiva, pois falta-nos organização, objetivos em prol do próprio homem neste momento atual, e não apenas para negócios e de se ganhar dinheiro, a mola mestra da humanidade, lamentavelmente.

    Por exemplo não sei se Emir Bello tem filhos, baseando-me no que escreveu acima, que não sabe criar nada, aliás, discordo veementemente dessa afirmação., pois o simples fato da maternidade e paternidade, a continuação da espécie humana é muito importante, até pela chance de nascer um benfeitor mundial, um cientista extraordinário, um médico que descobrirá a cura do câncer e outras doenças hoje incuráveis!

    Tá, pode vir outro Lula para nos ferrar ou mais um Zé Dirceu para confirmar que temos muito a pagar ainda, mas são exceções, logo, somos infinitamente em número maior de gente boa que ruim, péssima, como são esses dois pústulas!

    Acredito no ser humano, crença que nos resta, diga-se de passagem, pois Deus está muito ocupado em manter o Universo equilibrado e não acabar conosco em segundos, ainda mais que somos o substrato do troço, ou seja, no contexto do cosmos não somos absolutamente nada, até o nosso planeta está escondido nos limites da nossa Galáxia, conhecida como a Via Láctea, que se chocara com Andrômeda, inevitavelmente, dentro de uns bilhões de anos!

    Pois bem, somos uma espécie inigualável, pois amamos, sorrimos, cuidamos dos outros, alegramos, cantamos, dançamos, compomos músicas e poesias, escrevemos livros, sabemos aritmética, matemática, cálculos avançados, trigonometria, já fomos à lua, queremos ir a Marte … dividimos o átomo, descobrimos o antibiótico, transplantamos corações, rins, fígados, agora rostos, desenvolvemos a comunicação, os meios de transporte, o avião, a energia atômica como energia elétrica, temos celulares que nos permitem falar com quem quisermos esteja esta pessoa onde estiver, o mesmo aparelho acessamos as contas bancárias, vemos o nosso interlocutor, fotografamos … não mesmo, somos muito bons, somos imprescindíveis ao futuro do próprio Universo, pois até esse momento não sabemos se existe vida como a nossa, logo, somos as únicas testemunhas que o Universo existe, e talvez não um só, mas vários deles, em razão de nossas pesquisas e curiosidades.

    Somos excelentes, apesar de ainda termos muito que aprender, mas a nossa contabilidade aponta lucro, e não déficit, somos credores, e não devedores., a ponto que Deus deve à humanidade a vinda do Seu Filho, graças à bondade e aquiescência de uma simples mulher, que Ele expulsara do Paraíso!

    Ora, somos mesmo muito bons!

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