É hora de discutir e rever os procedimentos da humanidade, neste mundo globalmente em crise

Christian Cardoso

Em tempos tais que a humanidade se vê “globalmente” ameaçada, seja pelas distorções propriamente humanas que corroem os tecidos sociais, seja pela manipulação indiscriminada das forças da mãe natureza, é salutar uma revisão crítica dos modos de ação da espécie humana sobre o mundo.

Até quando?

Buscar o equilíbrio das forças coletivas, o entendimento entre maiorias e minorias nos planos local, regional e, agora, mundial, é desafio para todos os países, haja vista a amplitude e a velocidade em que se dão as mudanças na atualidade.

Quanto à figura de Friedrich Engels, lembrada oportunamente aqui no Blog da Tribuna, o magistral educador Rubem Alves (“O que é religião?”) registra que ele reparou uma injustiça de Marx, o qual esquecera camponeses alemães (espécie de “ancestrais do proletariado”) que lutaram contra opressão social e política no século XVI. Naquele contexto, em vez de “ópio do povo”, a religião fora tomada como “poder e protesto dos oprimidos”.

Em seu “A guerra camponesa alemã”, Engels resgata a figura do pastor Thomas Müntzer, para quem “a fé é difícil porque exige obras”. Müntzer acusara Lutero de ter uma fé “fingida” e de, através da submissão ao governo de Frederico III, legitimar o rebaixamento espiritual da Alemanha, consubstanciado nas injustiças e na opressão da nobreza aos mineiros e camponeses, situação diametralmente oposta à construção do Reino de Deus na Terra.

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