É impressionante a situação à qual chegamos. Desonestidade profunda, crônica e avassaladora.

Paulo Solon

Deformação ou falta de caráter generalizada. Será que tudo decorre dos ensinamentos maldosos divulgados pela religião? Você já publicou aqui, prezado jornalista Carlos Newton, que países bem adiantados e com população mais educada estão cada vez mais adotando posição secular. Menos religião, que eu considero uma verdadeira praga.

Como declara Christopher Hitchens em seu livro fundamental “Deus não é GRANDE”, deveríamos ficar felizes por nenhum dos mitos religiosos ser verdade. A Bíblia pode ter de fato um mandato para roubalheira, desonestidade de todo tipo, absoluta falta de caráter, violência generalizada. E mandato para tráfico de humanos, limpeza étnica, escravidão, preço das noivas e massacre indiscriminado. Mas não somos obrigados a nada disso, já que tal mandato foi produzido por mamíferos humanos incultos.

Pessoalmente não hesito em atribuir todas as mazelas à influência catastrófica da maldita religião. Estou me referindo à desonestidade crônica gerada e acobertada pela religião, ao egoísmo supremo, gerado e acobertado pela religião.

Mas existe, além disso, a violência, a profunda violência gerada e acobertada pela religião.

“Cingi cada um de vós a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelos acampamentos, de porta em porta, e matai, cada qual a seu irmão, a seu amigo, a seu parente”. Os filhos de Levi fizeram conforme as palavras de Moisés, e naquele dia morreram do povo uns três mil homens.

A Bíblia é profunda e generalizadamente maldosa, mentirosa, e altamente perniciosa, gerando essas deformações que você descreve em seu impressionante artigo sobre o deputado que se orgulha de ter funcionários-fantasmas.

Não houve fuga do Egito, ninguém vagou pelo deserto (muito menos durante o período de quatro décadas mencionado no Pentateuco), nem houve a conquista dramática da Terra Prometida. Tudo foi, muito simplesmente e de forma muito incompetente, inventado em uma época muito posterior. Também não há nenhuma crônica egípcia que mencione esse episódio, mesmo que de passagem. E o Egito é que foi a grande potência militar em Canaã e na região do Nilo. Todos os mitos mosáicos podem ser fácil e seguramente descartados como pura invenção. Eis porque pessoas com alto nível de educação tendem a ser avessas a qualquer tipo de religião.

Está faltando um jornalista, cineasta, ou escritor que analise com profundidade a influência nefasta e catastrófica que a religião tem sobre o caráter das pessoas e sobre suas atitudes perniciosas. Sobre todas as
bandalheiras praticadas no Congresso, sobre toda a roubalheira.

Aliás, já houve vários cineastas que abordaram tal tema. refiro-me agora apenas a Sam Peckinpah, que costumava juntar em seus fabulosos filmes religião + violência, violência + religião. Como exemplo, cito sua obra de 1974, “Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia”, que começa e termina com os salmos de Davi recitados em latim.

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