É incrível como os EUA não aprendem com as lições da história

 Por sugestão do comentarista Mario Assis, sempre atuante, reproduzimos parte do excelente artigo de Pepe Damasceno publicado no Blog do Pepe e reproduzido no Blog de MarcioTavares:

Peço licença para transformar em título deste post uma frase extraída de um artigo do jornalista Leonardo Severo, repórter do Hora do Povo e membro do Centro Barão de Itararé, que circula na rede. Essa chamada é a mais perfeita tradução da vitória de Pirro, na Líbia, obtida pelos EUA, potências europeias e OTAN com o assassinato de Kadafi.

É incrível como os EUA não aprendem com as lições da história. Movidos pela ganância em relação do petróleo alheio, os americanos até hoje estão sentados nos barris de pólvora do Iraque e do Afeganistão, com um saldo macabro de centenas de milhares de mortos e mutilados, sem falar na destruição completa da infraestrutura desses países.

O presidente Barack Obama vai colecionando cadáveres de adversários (Bin Laden, Kadafi…), aos quais foram negados o direito a julgamentos justos. Por mais estarrecedor que pareça, a verdade é que a execução sumária virou elemento estratégico da diplomacia estadunidense.

De cara, é preciso denunciar mais uma vez a ilegalidade das ações militares da OTAN na Líbia. O mandato concedido pela ONU limitava-se apenas à criação por parte da Aliança Atlântica de uma zona de exclusão aérea, sob a justificativa de que era preciso proteger os civis dos bombardeios das forças leais a Kadafi.
Assim, desde o começo, o conflito líbio ganhou ares de guerra civil, ao contrário do que aconteceu nas rebeliões anteriores na Tunísia e no Egito, onde manifestações populares pacíficas foram crescendo de forma avassaladora, a ponto de levar de roldão os governos de Ben Ali e Hosni Mubarack.

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