É possível entender por que não se pode acreditar nos políticos brasileiros

Charge do Angeli, reprodução da Folha

João Amaury Belem

De fato o Brasil é um país “sui generis”, pois grande parte do povo brasileiro não acredita nas instituições e muito menos nos chamados “homens públicos”. E o que é mais estarrecedor é que a urna serve como máquina de lavar reputações, eu diria que serve para alcançar a excrescência do tão almejado foro privilegiado, senão homens como Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eduardo Cunha e tantos outros que já foram condenados ou são alvos de inquéritos que tramitam na mais alta Corte de Justiça do país, usam e abusam dos subterfúgios para não serem alcançados pela justiça, induvidosamente não deveriam estar mais em cena, mas infelizmente estão.

Quem sabe uma solução não seria exterminar com o voto obrigatório, passando o voto a ser facultativo, pois assim só aqueles que têm o total interesse em ver a nação prosperar em todos os níveis do conhecimento humano, certamente, teriam o interesse em ver o mais habilitado ser sufragado nas urnas para administrar os seus interesses, as suas aspirações.

IGNORÂNCIA POLÍTICA

Pergunta-se: “O que leva um cidadão de bem a votar num ladrão?”. Talvez, salvo melhor juízo, deva-se essa situação à sua ignorância política, conjugada à obrigatoriedade do voto, pois, sem ter votado, o cidadão que lograr êxito em um concurso público de títulos e provas não poderá ser investido do cargo.

A propósito, o dramaturgo Berthold Brecht já nos ensinou que o pior ignorante é o ignorante político, porque o ignorante político não entende que os preços do arroz, do feijão, da carne e de tudo o mais dependem das decisões dos políticos.

Lembro também do ex-chanceler alemão Helmut Kohl. Flagrado numa transação nebulosa que favorecia seu partido, teve que renunciar e nunca mais ousou se candidatar a nada na Alemanha. O eleitor lhe deu as costas. Entretanto, não esqueça o nobre leitor que se trata do povo alemão, que promoveu duas guerras mundiais, sofreu com as suas consequências e parece ter aprendido as lições.

Induvidosamente, como ainda não possuímos a cultura do povo alemão, temos políticos que estiveram e estão em situação bem pior do que o chanceler Helmut Kholl e nem por isso perdem a pose ou o poder que têm.

11 thoughts on “É possível entender por que não se pode acreditar nos políticos brasileiros

  1. Prezado João Amaury Belem, você tocou num ponto que eu defendo há muitos anos: o fim do voto obrigatório. O voto deveria ser apenas um direito e nunca uma obrigação.

    Muitos brasileiros, estando desacreditados dos políticos e outros brasileiros que simplesmente não se interessam por isso votam sem conhecer o mínimo necessário para escolher um candidato, e outros, idiotas, querendo fazer piadas com o voto sufragam Tiririca, Agnaldo Timóteo ou mesmo Eduardo Cunha, Renan, Maluf e outros brasileiros, ainda, votam de última hora, simplesmente por ter recebido um “santinho” de candidato de quem nunca ouviu falar, na boca de urna. O resultado disso tudo está aí. Exceto os que votaram nos Tiririca da vida, a imensa maioria dos brasileiros, quinze dias após a eleição já não se lembra mais em quem votou.

    Esta herança do voto obrigatório vêm da época dos coronéis, e é ideia de políticos do passado que compram o voto com pequenos favores ou dos coronéis, com o famoso voto de cabresto. E a maioria de nossos parlamentares vivem e sobrevivem do voto dos ignorantes, que são por eles induzidos por promessas vãs, quase nunca cumpridas, ou em troca de comida, falsas obras sociais ou mesmo por dinheiro vivo.

  2. Pois, a pior de tudo está no analfabetismo da população brasileira. Enquanto o Brasil for um país de analfabetos e analfabetos funcionais, continuaremos elegendo os Lulas, os Collors e todos estes bandidos que infestam a vida pública. Então, a comparação com a Alemanha fica muito difícil.
    Também, um fator preponderante tem sido o nosso STF, que cassou um que era inimigo do rei mas que mantém milhares dos amigos do rei. O Brasil não tem justiça e tem um Supremo tão torpe quanto o Cunha o é. Ontem o STF deveria ter cassado o Cunha e se autocassado.
    Para finalizar, concordo que o voto não deveria ser obrigatório, mas penso que isto seria ainda pior, pois desta forma o voto de cabresto seria ainda mais efetivo. O voto comprado continuaria existindo e teria maior peso na contagem final. A não obrigatoriedade do voto só tem valor em países com alto índice de escolaridade.

  3. 1-Fim do voto obrigatório.
    2-Sistema parlamentarista.
    3- Fim de mordomias e os auxílios de diversas naturezas para todos os integrantes dos três poderes. Estes nababos deveriam ser como nós que pagamos as nossas despesas com o salário que ganhamos.
    4-Voto distrital ou distrital misto.
    5- Fim da suplência, a menos por morte. Quem sair, por qualquer outro motivo, deixa a vaga até a próxima legislatura. O povo agradece.
    6-Apenas uma reeleição para todo o legislativo. SEm reeleição para o executivo.
    7-Concurso prévio para habilitação prévia de candidatos a todos os poderes, inclusive o judiciário. O ENEM nos mostra que é possível realizar um concurso pelo país inteiro. Para deputados e senadores, pelo menos português, matemática, geografia e história política do Brasil e geral.
    8- Barreira constitucional para evitar partidos sem representatividade ficarem ocupando espaço útil, tornando o espaço deles no congresso inútil.

    Muitas outras medida podem começar a faxina no nosso podre sistema político, mas as sugestões acima são as que me vieram à mente agora.

  4. Bom dia, leitores(as):

    Senhor João Amaury Belém, lembre-se que o atual sistema político Brasileiro ainda permite que esses maus elementos ( Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eduardo Cunha ) e tantos outros que já foram condenados ou são alvos de inquéritos que tramitam na mais alta Corte de Justiça do país, usam e abusam dos subterfúgios para não serem alcançados pela justiça ,continuem exercendo cargo, porque a grande maioria dos membros (juízes, desembargadores e advogados) das instâncias superiores do judiciário são CONIVENTES ou até mesmo PARTÍCIPES dos mais diferentes crimes de lesa-pátria praticados pelos elementos acima citados, portanto culminando na garantia e certeza da impunidade, através do adiamento do julgamento dos diferentes processo e consequentemente sua PRESCRIÇÃO, como é público e notório.

  5. Senhores, uma NAÇÃO se faz com ESCOLAS QUE ENSINEM, Palavras de Confúcio., Sócrates e seus seguidores gregos, nos legaram uma FILOSOFIA DE CULTURA republicana,para o povo se auto governar através de seus representantes.
    O que TEMOS, a EDUCAÇÃO CAPENGA, que NÃO ENSINA, e o resultado: “curral eleitora” para a hipocrisia política governamental imperar, e usar o nome de “DEUS” para suas patifarias! e o povo escravizado pela corrupção, hoje de bilhões, escorchado em impostos(06 meses de salários entregues para serem roubados), sem retorno dos DIREITOS DA CIDADANIA, que estão no caos.
    Dr. Belem, o BRASIL ACABA COM: FÓRUM PRIVILEGIADO, PRESCRIÇÃO DO DO ROUBO
    DO COFRE PÚBLICO, E OS LADRÕES PRESOS POR 30 ANOS, SEM MORDOMIAS, PELO MAL QUE FAZEM ,HOJE A 200 MILHÕES DE CRIATURAS;hoje 11 milhões sem emprego, que representa 44 milhões \(família de 4 pessoas)na rua da amargura.
    O BRASIL SE REINVENTA, MAS O SISTEMA CORRUPTO ATUAL NOS 3 PODRES PODERES, O LEVARÁ AO FUNDO DO ABISMO;
    Só nos resta rogar a DEUS, Piedade PAI para nosso POVO.

    • Prezados Jose Carlos e Théo Fernandes,
      O instituto jurídico da PRESCRIÇÃO no que concerne ao DIREITO PENAL conjugado com o FORO PRIVILEGIADO (IMPUNIDADE PARLAMENTAR) são ABSURDAS EXCRESCÊNCIAS dessa pobre nação, razão pela qual PRESCREVEM os crimes cometidos por essas figuras aquinhoadas com essa aberração do foro privilegiado, pois, dependendo dos seus mandatos eleitorais são julgados no STJ ou no STF, cujos processos ficam mofando nos seus escaninhos até serem alcançados pelo instituto da PRESCRIÇÃO.
      Estreme de dúvida precisamos da celebração de um novo CONTRATO SOCIAL a fim de que possamos estabelecer uma verdadeira REPÚBLICA onde a COISA PÚBLICA seja de TODOS e não de ALGUNS e, sobretudo para EXTIRPAR com todas essas EXCRESCÊNCIAS que nos ASSOLAM.
      O problema do Brasil não é CONJUNTURAL mas sim ESTRUTURAL.
      Enfim precisamos forjar uma ESTRUTURA FORTE, SÓLIDA, INABALÁVEL de uma VERDADEIRA NAÇÃO para que possamos trabalhar em PAZ e em SEGURANÇA para debelar o DERRETIMENTO da economia de nossa amada pátria mãe gentil, pois, hoje já temos 11 milhões de brasileiros desempregados e consequente em torno de 44 milhões de brasileiros vivendo na AMARGURA, o que, induvidosamente, JAMAIS poderia ocorrer.

  6. nao vou perder tempo , em comentar nada , pois nao vai da em nada mesmo. essa bagunca no BRASIL e desde o descobrimento. e nunca vai acabar. enquanto houver os anbiciosos em levarem vantagens, nada mudar.

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