É preciso apontar os culpados pela tragédia dos migrantes sírios

É um êxodo permanente, que está enfraquecendo a Síria

Antonio Santos Aquino

Muito tem se falado sobre os acontecimentos trágicos que envolve a imigração de africanos para a Europa. Mas poucos analista dizem que essa tragédia que se abateu sobre o norte da Africa foi provocado pela latrocínio contra a Líbia praticado pelos Estados Unidos, Inglaterra e França, subsidiariamente por Itália, Espanha e Qatar. As três potências nucleares destruíram a Líbia para se apossarem de suas riquezas., deixando o povo líbio em total desagregação.

Depois, tentaram destruir a Síria; no primeiro momento não conseguiram, porque a Rússia impediu. Mas continuam fazendo uma política ziguezagueante, armando grupos que de um lado combatem o Estado Islâmico e de outro a Síria, tentando destruir Assad. A tragédia foi instalada, obrigando o povo sírio a procurar abrigo em outros países. Assim foi também com Iraque e Afeganistão. Sem falar no sofrimento secular do povo palestino, nos curdos que ainda não tem seu estado e agora o Iemen, que sofre com a intervenção da Arábia Saudita e dos Estados Unidos.

Muitos intelectuais sabem e a mídia também, mas poucos falam sobre isso. É a submissão total aos Estados Unidos.

28 thoughts on “É preciso apontar os culpados pela tragédia dos migrantes sírios

  1. Prezado Aquino.
    Nao foi so a Libia ,o Iraque , a Siria , etc.
    O livro da Naoni Klein ‘ A Doutrina do Choque esplica de forma cabal essa ultima doenca mental do Friedman. So que ao vista perderam o controle.
    Depoi de devastarem os paises , colocam uma Blackwater da vida, mercenarios de luxo , para gerirem o pais.
    O livo de 560 paginas esta esgotado , mas ainda e encontrado nos sebos.

  2. Antônio Santos Aquino, seu artigo descreve um fato incontestável.
    a ganância do Estados Unidos e seus aliados é tão grande que a vida humana
    não tem nenhuma relevância.
    A Terra provê o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os Homens,
    mas não a sua ganância.

  3. Aquino
    Segue esse artigo para sua opinião. A fonte é pouco conhecida da mídia escrita aqui no Brasil.

    Fonte : http://www.almanar.com.lb/spanish

    Lavrov: Todos devem ajudar a Síria em sua luta contra o terrorismo
    Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, fez sexta-feira chamado para a coordenação entre a Rússia, a Síria ea luta liderada pelos Estados Unidos contra o terrorismo coalizão.

    Lavrov disse que a coordenação com o governo sírio é importante porque uma campanha aérea não é suficiente para derrotar o EI.

    “Devemos, é claro, manter a interação com as forças terrestres e da força terrestre mais eficiente e poderosa que EI está lutando contra o exército sírio. A coordenação é igualmente necessária para evitar incidentes”, disse o ministro russo.

    Todos devem apoiar Damasco

    Rússia observou que “todos os lados” envolvidas no conflito sírio devem coordenar as suas acções contra os terroristas.

    Lavrov disse que Moscou iria continuar a armar o exército sírio na sua luta contra os militantes takfiris e chamou outros países a tomar medidas semelhantes e ajudar na batalha Damasco. Ele também reiterou que a Rússia vai continuar a enviar pessoal na Síria para treinar as forças sírias e que não há nada secreto na presença de pessoal russos no Iraque.

    “Eu posso dizer que a nossa equipe está aqui para ajudar o exército sírio para usar o equipamento”, disse Lavrov. “E nós continuamos a enviar esse tipo de equipamento para o governo sírio para garantir que ele tem as capacidades militares necessárias para lidar com a ameaça terrorista.”

    Exercícios navais russos na costa síria

    Enquanto isso, Lavrov disse que as manobras navais russas ao longo das costas da Síria respeitar o direito internacional.

    “Quanto aos exercícios conduzidos no Mar Mediterrâneo (ao longo da costa da Síria), eu não tenho nenhuma informação sobre este assunto. No entanto, eles são feitos pela Marinha russa regularmente e em plena conformidade com o normas do direito internacional “, acrescentou.

  4. “Muitos intelectuais sabem e a mídia também, mas poucos falam sobre isso. É a submissão total aos Estados Unidos.”

    Que os digam os pseudos-intelectuais globais, mervais, waaks, bonners, constantinos, diogos mainardis, sherarzadis, e claro não pode faltar a “Entreguistas Hollywoodiana”, a Rainha da França….”””(É a submissão total aos Estados Unidos.”)…

  5. O mundo não pode ser mais dividido como era há pouco tempo.
    Russos, chineses, americanos, árabes, judeus, africanos, essas nações agregavam em torno de si simpatizantes religiosos ou ideológicos, econômicos ou políticos ou todas essas particularidades reunidas.
    A partir do momento que a economia foi globalizada, povos oprimidos ou não, desenvolvidos ou atrasados, emergentes ou altamente industrializados, foram dados a conhecer para um mundo carente na sua maioria de conforto, segurança e bem-estar.
    As populações se tornaram exigentes, clamando por mudanças, querendo também conhecer e viver o modelo de outras nações que apresentavam pessoas felizes, com poder aquisitivo, viajando por vários países, consumindo, aprendendo, progredindo.
    A mídia foi a ponte que estreitou o caminho entre as diferenças, e que paradoxalmente aumentou para os olhos de todos que tais desníveis de vida ou diminuíssem ou haveria rebeliões em busca de pelo menos sensações de uma existência não tão miserável, não tão necessitada, e que não dependesse tanto da ajuda de outros países.
    A meu ver, as Primaveras Árabes não existiram apenas por questões econômicas e políticas, e a queda de Saddan e Kadafi, assim como do presidente egípcio, estariam ligadas à busca de uma vida mais de acordo à opulência de líderes árabes, de um lado monarquias absolutas e, do outro, ditaduras sanguinárias.
    Assad não caiu porque a Síria se tornou uma espécie de Vietnã no Oriente Médio ou Ásia Ocidental, como quiserem, havendo a disputa entre russos e americanos pela manutenção do ditador ou a queda do mesmo, respectivamente.
    No entanto, a revolta se espraiou, e se transformou em guerra civil, surgindo o Estado Islãmico como contraponto desta busca por uma nova cultura e democracia que os árabes queriam desfrutar, e se tornou violenta, pois incidia sobre a sagrada religião do Islã, que se pune com a morte a desobediência ao Profeta.
    Os atentados recentes em França, Espanha, Inglaterra, e os assassinatos em massa na África, que se somam aos refugiados das guerras civis entre povos árabes, empurraram milhões em fuga para os paraísos europeus, ápices dos Direitos Humanos e oportunidades de trabalho e desenvolvimento pessoal e familiar.
    A globalização deixava de ser apenas comercial ou tecnológica para ser também humana e necessária, em consequência.
    A resistência dos países europeus em receberem os refugiados com receio do Estado Islâmico, mudanças profundas nas religiões católica e protestante, alterações inclusive nas eleições com a possibilidade do surgimento de partidos populares e de esquerda, afora a questão altamente prioritária e delicada que a Europa trata o aspecto multirracial, ensejaram uma resistência e repúdio aos povos que buscavam as maravilhas do mundo ocidental e garantias de paz, exclusividade dos evoluídos e civilizados europeus.
    Em outras palavras:
    Ou se resolve com extrema sensibilidade e consideração, solidariedade e compreensão essas imigrações ou o caos estará irremediavelmente instalado, e na mesma proporção da globalização, isto é, não haverá país livre e exclusivo para seus povos a partir de agora!

    • Perfeito!
      Continuamos discutindo que os americanos fazem, os russos desfazem, etc… Como se cada povo não tivesse sua cultura, suas crenças, seus desejos.

    • Segue o artigo importantíssimo para quem quer entender o HOJE AMERICANO!!! !!! !!!

      Internacional … Entrevista … EUA e Israel: protegidos por Deus?
      O elo bíblico entre EUA e Israel explica a ligação entre Washington e Tel-Aviv. A previsível vitória da direita nas próximas eleições americanas reforça a perspectiva
      por Gianni Carta — publicado 15/12/2014 06h21
      Inspirados pelo livro do Êxodo, os protestantes americanos cimentaram paralelos entre a fuga dos judeus do Egito e a dos puritanos da Inglaterra. Na origem, a fundação da Igreja Anglicana por Henrique VIII: pretendia casar-se com Ana Bolena, mas o divórcio lhe era negado pela religião católica. Somente um século depois os puritanos ingleses, inconformados com a criação forçada de uma igreja que entendiam herética, partiram para a América do Norte. Em Le Protestantisme Évangélique Nord-Américain en Mutation (Publisud, 2014, 277 págs., 24 euros), o professor de história e civilização americana Mokhtar ben Barka, da Universidade de Valenciennes, contrapõe, talvez pela primeira vez de forma detalhada, a diferença entre os evangélicos conservadores, eleitores de Jimmy Carter, Ronald Reagan e George W. Bush, e os evangélicos de esquerda, eleitores de Barack Obama em 2008. Os primeiros são conservadores teológica e politicamente. Por sua vez, os evangélicos de esquerda são progressistas do ponto de vista político, mas conservadores no que toca à teologia. Obama foi o candidato ideal em 2008, após o fracasso total de W. Bush. Resta saber, porém, se os evangélicos de esquerda terão algum peso na próxima presidencial nos EUA. O balanço dos dois mandatos de Obama, deixa claro Ben Barka, é bastante fraco.
      CartaCapital: Por que os Estados Unidos cultivam esse mito de ser um país abençoado por Deus e, portanto, têm uma ligação com Israel? Além do Brasil, que também é abençoado por Deus…
      Mokhtar ben Barka: Essa ligação com Israel tem uma explicação teológica, política e estratégica. Para a direita evangélica, Israel sempre foi considerado como parte do cenário do fim do mundo.
      CC: O Apocalipse?
      MBB: Sim. Jesus vai voltar a Jerusalém. As batalhas do fim dos tempos, e o combate final entre o bem e o mal, Armagedom, acontecerão lá. A vitória será de Cristo. O que os evangélicos conservadores não dizem aos judeus é que terão de se converter ao cristianismo, ou perecerão. No entanto, a própria esquerda israelense se incumbe de colocar os crentes judeus a par desse importante detalhe. A esquerda israelense, diga-se, é contra o partido de direita Likud. Ao contrário do Likud e da direita evangélica, a esquerda evangélica é favorável à paz entre israelenses e palestinos. Portanto, posiciona-se contra os evangélicos conservadores. A esquerda israelense tem ligações com a esquerda evangélica.
      CC: E qual é o aspecto estratégico dessa visão de que os Estados Unidos são um país abençoado por Deus?
      MBB: O acesso ao petróleo no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Arábia Saudita. Após a queda do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e a França eram as duas potências dominantes. No entanto, esses países já não tinham os meios para cuidar da região. Não fossem os EUA, a União Soviética os substituiria. Os Estados Unidos preencheram o vazio. E o argumento político dos EUA para apoiar Israel é de que é a única democracia na região.
      CC: Mas quando Benjamin Netanyahu declara Israel Estado Judeu, nos perguntamos se o premier não quer relegar árabes israelenses, um quarto da população, a cidadãos de segunda classe.
      MBB: Isso é evidente. Segundo essa lógica, o cidadão árabe israelense se torna de segunda classe. Essa é uma equação irrefutável e implacável. Árabes israelenses são de fato excluídos.
      CC: Essa medida parece tão arrogante quanto a crença de que os Estados Unidos são um país escolhido por Deus?
      MBB: É pretensão. Por que Deus deve abençoar os EUA? Dois: é arrogante dizer “somos abençoados por Deus e, sendo assim, podemos impor nossos valores”. Isso é chamado de “excepcionalismo americano”. É errado, é estúpido. O problema dessa crença nos EUA é sua forte convicção. Remonta ao século XVII, com a chegada dos primeiros puritanos. Tratava-se de cristãos, perseguidos na Inglaterra, após o nascimento da Igreja Anglicana. Assim, esses cristãos ao fugir da Inglaterra, comparavam-se aos hebreus do Êxodo. Por isso os EUA são chamados de “a nação escolhida”. Assim, os puritanos ingleses estabeleceram paralelos entre eles e os hebreus, que, em busca da Terra Prometida, atravessaram o Deserto do Sinai quando expulsos do Egito.
      CC: A Bíblia é muito importante para compreender os Estados Unidos.
      MBB: A Bíblia e a religião têm importância essencial na compreensão e leitura da história dos EUA. E, desse fundo puritano, nasce a ideia de que a América, por ser uma nação escolhida, tem o dever de ser modelo para os outros. Ler os discursos de George W. Bush é como ler os sermões dos primeiros puritanos. Há uma semelhança extraordinária.
      CC: De que forma os acontecimentos do século XX marcam o país?
      MBB: Os EUA são a única superpotência, após o colapso do comunismo. Eles são a primeira potência militar, política e econômica. E a história lhes dá razão, porque é preciso não esquecer: os EUA salvaram o mundo nas duas guerras mundiais. Se eles não marcassem presença, não sei onde estaríamos. Tudo isso reforçou essa noção de superioridade, de povo excepcional. Mas será que a China em breve não assumirá a posição dos EUA?
      CC: No seu livro, o senhor diz que os evangélicos se aproximaram de Israel somente após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Motivo: foi o ano em que Israel conquistou Jerusalém. Mas por que apenas em 1967, se levarmos em conta que Israel e a Palestina são lugares bíblicos?
      MBB: Para os evangélicos americanos, a vitória era sinônimo de cumprir a profecia bíblica sobre a vinda do Messias. Profecia presente no livro do Apocalipse, no de Daniel, no de Ezequiel, onde jaz Gog e Magog, a batalha entre as forças do bem e do mal, e a vitória do bem. Voltamos sempre à Bíblia para dizer que essa vitória confirma a tendência e o movimento rumo à vitória de Israel contra os árabes. Há sempre essa transposição bíblica na prática. Trata-se de passos rumo ao fim dos tempos, um cenário escatológico. A direita conservadora evangélica é pessimista. Vamos para o fim do mundo, rumo à guerra, à morte. É um cenário sombrio.
      CC: A esquerda evangélica não é sombria.
      MBB: De fato, a perspectiva da esquerda evangélica é otimista. Falam em progresso. Progressistas devem lutar, é preciso encontrar melhores situações, temos de ajudar, curar. Jimmy Carter, em seu livro Palestine: Peace Not Apartheid, quer colocar um fim a esse massacre: israelenses e palestinos precisam chegar a um acordo. Para os conservadores, o conflito precisa piorar. O fogo deve devorar tudo. Os conservadores evangélicos detestavam até o ex-primeiro-ministro Ariel Sharon. Disseram que Deus o havia punido com um AVC porque ele retirou colonos israelenses da Faixa de Gaza. Para eles, qualquer resolução vai contra o cenário do fim do mundo.
      CC: Barak Obama parece acreditar na solução de dois Estados, mas não faz nada contra a colonização da Cisjordânia. Foi diplomaticamente cauteloso por ocasião do recente massacre de palestinos em Gaza. Por que não reagiu durante as provocadoras visitas de políticos da legenda direitista Likud na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém?
      MBB: O conflito israelo-palestino é um dos pontos negros da presidência de Obama. No início, queria agir. Conseguiu fazer Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, e Ehud Olmert, então premier israelense, dialogarem. No entanto, um grande problema para Obama foi a eleição logo após a dele, de Netanyahu, este determinado a enfrentá-lo. O ódio entre os dois homens causou o fracasso de Obama. Obama não pode fazer nada, porque o Partido Republicano domina o Senado e o Congresso. Em termos de política externa, o presidente americano tem mais poder. Mesmo assim, suas iniciativas são bloqueadas pelos republicanos. A meu ver, Obama é uma decepção. A política dele para o Oriente Médio é um fracasso total. E fiquei surpreso após a absolvição de um policial branco em novembro que matou Michael Brown, um adolescente afro-americano desarmado, em Ferguson, no Missouri. Obama esteve completamente ausente. Há quem diga: “Não é o papel do presidente estar presente em cada morte”. Mas existe uma visibilidade mínima, um mínimo de testemunho.
      CC: Por que essa ausência de Obama?
      MBB: Outro ponto fraco dele é não ser afro-americano ou branco. Isso lhe custou caro. Ele não quis cair na armadilha de afro-americano de “movimento dos direitos civis”, da década de 1960. Mas Obama também não é branco. Quando se apresentou candidato presidencial, os afro-americanos não deram a mínima para ele. Motivo? Não tinha antepassados escravos. Não pertencia à comunidade negra. É um mestiço. Os afro-americanos o apoiaram mais tarde. O fato de que ele não fez nada durante o evento Ferguson e outros mostram que a sua posição é muito frágil.
      CC: Mas o senhor diz que Obama tem as mãos amarradas.
      MBB: Além da oposição dos republicanos, do Tea Party, e de assuntos estratégicos, econômicos e financeiros, ele lida com o lobby judaico. Nenhum candidato pode fazer campanha sem um discurso ao Aipac. O Aipac é muito forte financeiramente porque mobiliza o eleitorado judaico: 80% deles vão às urnas. Além de ter se beneficiado do dinheiro do lobby judeu, recebeu apoio de Wall Street. Por isso, Obama não foi capaz de regular Wall Street. O fracasso do Partido Democrata na próxima eleição presidencial é garantido.
      *Reportagem publicada originalmente na edição 830 de CartaCapital, com o título “Protegidos por Deus?”

  6. A propria natureza humana e imperfeita, habil na mentira, na crueldade e na vaidade.

    O pior e que nao ha indicios fisicos da existencia de uma justiça moral na historia do universo.

    Somos um amontoado de reaçoes quimicas que se deteriora no tempo e somente sobrevive pela reproduçao.

    Nao ha logica, mas apenas a ilusao. Afinal, o sofrimento em outros organismos nao nos atinge. So presevamos os nossos e aos que nos interessam.

    Qual a razao de tanto individualismo quando todos somoa frageis e passageiros, partindo rumo ao nada e ao esquecimento, à inexistencia (inclusive de qualquer sentido) que as religioes e ilusoes mentais tentam negar, partes minusculos em meio ao milagre da mente humana, conhecedora na teoria e parasitaria na pratica?

    Falta nos compreender que cada vida humana e central e que quando uma consciencia humana se apaga toda uma realidade se acaba com ela. Qual o real valor da vida humana?

  7. Qualquer site de Defesa, por exemplo, vai mostrar claramente_ e expondo a visão dos generais norte-americanos_ que os EUA NÃO QUEREM A RÚSSIA AJUDANDO EM NADA, NA SÍRIA.
    A loucura norte-americana prossegue: querem um mundo UNIPOLAR, no qual eles falam e o resto, obedece. Como a Rússia JAMAIS se deixará avassalar_ até porque podem varrer a ensandecida nação do norte, do mapa_ estamos vendo exatamente este apogeu da miséria humana: seres humanos vagando como almas penadas!
    Enquanto isso, o tal ” black Bush” está a brincar, em reality shows da TV!
    Agora, mesmo com as tentativas desesperadas e loucas de se barrar a chegada da Rússia, na Síria ( a CONVITE DESTE PAÍS, É BOM LEMBRAR), os russos lá estão, efetivamente; eles querem INCLUIR a todos, na luta contra o EI, mas os criminosos norte-americanos NÃO QUEREM O PRESIDENTE DA PRÓPRIA SÍRIA, QUE FOI ELEITO PELO POVO DAQUELE PAÍS! Portanto, os EUA não estão nem aí para refugiados, destruição e crimes de guerra: eles estão lá para REMOVEREM ASSAD, e POR ISSO NÃO ADMITEM A PRESENÇA DA RÚSSIA, ALIADA DE ASSAD ( a Rússia defende que quem tem que decidir se este ou aquele governante fica é a população do país, não forças externas).
    Entendido isso, foquemos no horizonte: há uma enorme possibilidade de a situação na Síria descambar para um conflito de proporções universais. São muitos grupos, muitas ideologias, muita religião, muita hipocrisia, muitos interesses inconfessáveis, muito ódio, enfim, tudo se desenrolando num palco externo, o ideal para atores sem escrúpulos interpretarem, da forma que quiserem, seus textos espúrios, tresloucados, num enredo de guerra.

    Por fim, olho vivo na Assembléia Geral da ONU, nos próximos dias. Os EUA estão tentando IMPEDIR QUE PUTIN DISCURSE! País criminoso, arrogante e intolerável!

    http://br.sputniknews.com/mundo/20150911/2098481.html

    http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/20299/Movimentacao-da-Russia-na-Siria-pega-OTAN-de-surpresa/

  8. Bom artigo, a foto é reveladora, me fez lembrar que Jesus (recém-nascido) e seus pais fugiram para o Egito.

    Pobre burrico, está carregando muito peso. Lembrei do livro “O Jumento nosso Irmão”, do Padre Antonio Vieira, encontrável nos sebos.

    O Rei do Baião, Luiz Gonzaga, musicou, sanfonou … “O Jumento Nosso Irmão”.

    Pobres povos povões periféricos … que triste sina … como tudo é impermanente as Casa Grandes belo dia caem, outras surgem no lugar …

  9. Pelo menos os americanos, alemaes, russos, chineses, japoneses sabem defender seus interesses.

    Por aqui individualiza-se os lucros e socializa-se os prejuizos. E tome mais Estado. E tome mais tributaçao. O Brasil nao precisa explorar ninguem, pois pratica a autoexploraçao como unica estrategia suprapartidaria.

  10. Antes da guerra preventiva do criminoso covarde george w bush não existia E.I.. A onda de refugiados é responsabilidade principal dos EUA e demais que invadiram para saquear Iraque e Líbia. Na Síria não conseguiram por conta da Russia, mas municiaram os terroristas contra Assad. De certo que há que se levar às cortes internacionais os responsáveis por essa barbárie. E ainda, os países que mais mandaram soldados e mercenários para invadir outras nacões deveriam ser os que mais refugiados teriam que acolher

  11. Tamberlini, Paiva, Jacob, Sales e Lionço agradeço pelos cometários. Os acontecimentos que se seguiram a “primavera árabe”, movimento induzido e provocado pelos EEUU, França e Inglaterra, teve como finalidade principal desestabilizar a região favorecendo Israel, enfraquecendo o Irã e tirar da Russia um ponto de apoio na região. Para isso seria preciso derrubar Kadaffi e Assad. Primeiro mudaram o governo da Tunísia depois destruiram a Líbia e imediatamente partiram para destruir a Síria armando grupos sunitas que lá já estavam e os que vieram do Iraque apoiados pela Arábia Saudita. A ameaça dos EEUU em bombardear a Síria fez com que a Russia, que tem em Tartur uma base Naval, interferisse buscando uma solução negociada. A solução encontrada foi Assad desfazer-se de suas armas químicas. Mesmo assim aumentou a quantidade de sunitas vindos do Iraque e voluntários vindos da Europa para engrossar suas tropas. Foram criados diversos grupos de combate com siglas distintas. Nesse meio tempo Israel massacra os palestinos em mais um genocídio. Os personagens foram mudando até chegar ao anunciou da criacão de um “califado”que seria criado como tampão com terras do Iraque e da Síria. Aumenta então a ajuda russa a Assad que revela-se um verdadeiro líder: Corajoso, inteligente e hábil negociador rejeitando de maneira enérgica a proposta de asilar-se com a família em país por ele escolhido dizendo: Eu sou sírio; nasci aqui e daqui não sairei. Assad tem tido em sua esposa inglesa uma companheira valorosa que optou por ficar com os filhos pequenos ao seu lado. Quem está dificultando o desiderato dos EEUU é a Russia. Primeiro porque tem compromissos com a Síria desde muito tempo. Segundo porque os EEUU estão mandando armas e instrutores militares para adestrar tropas ucranianas. Nesse interim, ameaçado pela irmandade muçulmana que ganhara as eleições no Egito, o general El Sisi dá um golpe se se apossa do poder.(O general Sisi mantem boas relações com a Russia). Por último devemos ver a derrubada de Kadaffi como um latrocínio internacional onde foram praticadas todos tipo de crueldades, inclusive matando Kadaffi e um de seus filhos sem julgamento. Outro foi morto em combate e o outro está preso em uma província onde nasceu Kadaffi. Se não fora a Russía, aquela região já teria sido dominada por forças tacitamente apoiadas pelos EEUU. Ainda passará muito tempo para que se vislumbre a possibilidade de trégua.

  12. Antônio Santos Aquino

    O cerne da guerra contra as populações do Oriente Médio, que gerou a onda migratória atual, tem origem na preservação dos poços de petróleo.

    Veja bem, nações paupérrimas do Norte da África e até aqui na América latina, me refiro ao Haiti, vivem em situações de calamidade pública e seus ditadores navegam em mar de almirante, exemplo da Rodésia.

    No entanto, os americanos e europeus, a pretexto de libertar o povo dos ditadores, destruíram o sistema elétrico, o abastecimento de água, pontes, viadutos e aeroportos da Líbia, simplesmente para sufocar e destruir o ditador Muamar Kadaffi, que se tornou um inimigo das potências do globo, quando iniciou conversas com a China para exportar o petróleo líbio excluindo o dólar das transações comerciais. Começou então o seu flagelo até o triste fim do ditador, preso em uma tubulação abandonada no deserto, torturado e o corpo já sem vida perfurado em todos os seus poros, por jovens líbios recrutados e treinados por ingleses e franceses para se insurgirem contra o governo. A Líbia vive em caos permanente. A imprensa ocidental se cala docemente constrangida, salvo, o correspondente do Estadão em Paris, Guilles Lapouge, que como uma voz no deserto, escreve frequentemente sobre o clima árido na Líbia e em todo o Norte da África.

    Porém, um questionamento, que não quer calar. Fala-se muito e escrevem sob o papel das potências europeias e dos EUA na atual crise do Oriente Médio, entretanto, pouco se comenta das ações do governo da Turquia de Erdogan. Esse país tem invadido o espaço aéreo da Turquia frequentemente para prestar serviço aos EUA. Recentemente bombardeou sem dó nem piedade as vilas onde vivem os curdos, com seus aviões super modernos, sob a alegação de que ali se escondiam terroristas curdos. Mas, não há registro do governo da Turquia na ação de combate aos sanguinários terroristas do Estado Islâmico. Não acham isso muito estranho? Será que a omissão quer dizer alguma coisa?

    Devo lembrar a todos os leitores, que os EUA cometeram um erro fenomenal, quando armaram o exército de Bin Laden para combaterem do Afeganistão, o exército russo invasor. Expulsos os invasores, os insurgentes se voltaram contra os EUA, lógico eles precisavam de outra guerra para evitar a desmobilização dos soldados afegãos e a fizeram contra o governo imposto no Afeganistão pela Casa Branca e ao próprio mentor do jogador de xadrez na região.

    Alea Jacta est

  13. Acho que deveríamos reordenar os pensamentos e voltarmo-nos para a situação brasileira como exemplo de uma administração péssima e traidora aos ditames da população e País, que precisariam de desenvolvimento e progresso, antes de acusarmos outras nações porque desenvolvidas e seus líderes não colocam seus partidos acima do patriotismo e suas ideologias, de igual forma, acima do idealismo do povo, de um destino a ser conquistado.
    Os americanos não são os únicos culpados nesta questão dos refugiados africanos e árabes, por favor!
    Ora, na exata dimensão dos interesses do Tio Sam em derrubar Assad, estaria em jogo as conveniências russas em mantê-lo, portanto, ambas poderosas nações teriam que dividir a responsabilidade da guerra civil síria com seu ditador e sanguinário “presidente”.
    Assad ocasiona à Síria e por consequência ao seu sofrido povo, o mesmo que Fidel Castro a Cuba, colocando Rússia e Estados Unidos em confronto quanto à manutenção de bases militares na ilha caribenha, que por muito pouco não detonaram a Terceira Guerra Mundial e, quem sabe, a última!
    Como sempre e porque assim reza a lógica, os cubanos pagaram o pato com escassez de alimentos e atraso de quase meio século ao seu país. Os sírios tiveram um revés maior, em face da ampliação de uma simples revolta para uma guerra civil, e o surgimento do movimento denominado de Estado Islâmico, como resgate da cultura e religião árabes em face do governo ser questionado e fragilizado, reivindicando territórios autônomos dentro da nação em conflito.
    Neste quesito, considero simplório atribuir aos americanos o surgimento do EI, se este grupo não se caracterizasse pelo radicalismo e fundamentalismo religioso, que se colocaram em cheque a partir do próprio estilo de vida de líderes árabes, de suas fortunas, ocidentalização, governos autoritários, ostentação e povo padecendo de necessidades básicas, e casamentos com mulheres de outras nacionalidades.
    Não podemos deixar de lado tais detalhes sobre a vida desses povos permanentemente explorados e considerados de segunda classe pelos seus ditadores e reis, dinastias e tradições, caso contrário estaremos negando a vontade popular, as revoluções e guerras em busca de equilíbrio sócio-político-cultural, que foi abandonado exatamente quando mais deveria ter sido observada a insatisfação dos povos quanto ao descaso das autoridades mundiais com relação às causas antes conquistadas, e transformadas em instabilidades sociais, econômicas e políticas no momento e, principalmente, no que diz respeito aos árabes, à religião islâmica, que vinha sendo deturpada na sua essência de rigidez, inflexibilidade e fundamentalismo.
    O Estado Islâmico é a reação do próprio árabe à cultura e sistema que tanto os oprimiu que, se pune agora os próprios fiéis e seguidores de outras religiões, que seus tentáculos alcançam, trata-se de uma escalada até chegar nos responsáveis pela desintegração do mundo do Islã, sempre usado historicamente ora pelos ingleses, turcos, americanos e russos.
    Na mesma proporção da violência empregada por esses nações contra o mundo árabe no passado e presente, o Estado Islâmico se apresenta como uma espécie de justiceiro, de vingador, mas absolutamente concebido dentro da religião islâmica como reação à infidelidade de seus fiéis às determinações do Profeta.
    É com esta vontade e princípios que consegue arregimentar jovens oriundos de diversas nações para lutarem em prol de uma causa, de um objetivo, exatamente porque isento de aspectos econômicos, sociais e políticos, irremediavelmente adulterados e maculados por péssimos e falsos líderes, enquanto que na religião existe apenas um poderoso e imbatível chefe espiritual, Alá, incorruptível e acima dos humanos!
    Caso queiram uma leve comparação histórica com o Estado Islâmico, aponto as Cruzadas, que impiedosamente matavam os infiéis pagãos, e pilhavam as cidades árabes conquistadas a ferro e fogo.
    Por que o espanto hoje e acusarem os americanos como responsáveis pela criação deste movimento, se interno, filosófico, e que tenta resgatar a essência do árabe antes de ter sido tão manipulado nos últimos séculos?

  14. Excelente comentário, amigo Bendl. Disse tudo, e sem quaisquer daqueles vícios tão manjados da turma da internacional “esquerda caviar”, que só enxerga o mundo através dos seus distorcidos óculos!

    • Isac, meu amigo,
      Os comentários acima e o próprio artigo abordam uma das questões importantes à crise dos refugiados, inegavelmente.
      No entanto, quanto ao Estado Islâmico, as variáveis não são apenas as conhecidas e debatidas à exaustão, mas de uso interno de uma religião autoritária, fundamentalista, radical, e tanto punitiva ao extremo como recompensar o algoz quanto a vítima em nome de Maomé.
      Ora, entre morrer e ser morto, a escolha é uma só: morte aos infiéis.
      Pois este ardor e paixão levados às últimas instâncias cativaram jovens sem rumo, deram-lhes objetivo, e o movimento engordou as suas fileiras com pessoas se não inocentes sobre a função que desempenhariam, desconhecedoras das verdadeiras razões do fundamentalismo levado ao pé da letra, o sujeito útil à causa, mas não necessariamente um legítimo defensor dos métodos utilizados porque similares ao terrorismo, à crueldade, aos assassinatos inexplicáveis e injustificáveis, menos, evidentemente, aos autores dessas tragédias, pois agem em nome de Alá.
      Desta forma, as análises precisam abranger a História, as mudanças no século passado com relação aos árabes, seus modos e costumes de vida que foram substituídos pelo conforto e tecnologia ocidentais alcançáveis pelos petrodólares, enquanto o povo não experimentava as delícias que o dinheiro poderia adquirir nesta vida, e não após a ela, e à base de promessas.
      Diante das tentações que o Ocidente oferecia para uma população segregada, mulheres consideradas seres inferiores, homens rudes, nômades, sem lares fixos, repudiados pelos países dito “civilizados”, o choque de cultura entre anseio de mudança e tradição, explodiu.
      Assim, meu ponto de vista não é em discordância ao que foi muito bem apresentado acima, mas atenho-me mais ao fenômeno do movimento Estado Islâmico em si, na rota de trazer de volta os fiéis que se deixaram sucumbir por uma vida menos sofrida e mais agradável nesta existência, diante da famosa e divulgada globalização, que não pode e não deve restringir-se a meia dúzia de nações, mas à Humanidade, e não circunscrita à economia, ciência e tecnologia, como de resto aos seres humanos!
      Obrigado, Isac, meu caro.
      Um forte abraço,e excelente domingo junto aos teus.

  15. Roberto Nascimentoa Turquia é o que restou do Império Otomano. Faz um jogo extremamente complexo. Tem relações estreitas com Israel apesar de alguns atritos. Deixou de relacionar-se com a Síria atendendo aos ditames dos EEUU. Para isso fez uma provocação grave a Síria mandando um avião militar dar uma volta pelo Mediterrâneo e vir em direção ao território Sírio fazendo com que a atilharia o abatesse. Aquele movimento não tinha nenhuma lógica a não ser um ataque traiçoeiro. Isso ensejou que a Turquia encomendasse os mísseis “Patriot” para prevenir-se, assim como fez Israel, de um possível ataque Sirio. A Turquia tem relações com todos da região. Os curdos há anos lutam por um estado independente e vivem em conflito permanente com a Turquia, apesar de expressiva quantidade de curdos que lá vivem. Kobani é cidade síria ocupada consensualmente pelos curdos. Foram os curdos que a defenderam de maneira heróica do EI. Vemos a Turquia simpática ao EI, ter sido forçada pelos EEUU a atacá-los. A confusão é generalizada. O certo é que os principais alvos são os sírios e os iraquianos. Os EEUU tabém tem interesse nas riquezas da região. Há pouco tempo foram descobertos poços de petróleo e gás na Síria. A situação é tão complexa que até o Quatar participou e ainda participa armando os terrorista que combatem a Síria.

  16. Todas as culturas estão sofrendo com a globalização, perdendo sua identidade. Os que não se enquadram se revoltam ou suicidam, como nossos indígenas. Ou povos sofridos, pobres, esmagados descobrem que a vida pode ser mais confortável. Fico espantada ao ver como muitos aqui negam aos povos, sua força, sua honra, sua história. Falam em como outros países provocam isso e aquilo sem levar em conta os anseios e parâmetros da cultura pré-existente. Ao meu ver, é a fervura interna da própria sociedade que a deixa suscetível a ser massa de manobra. Ainda que outros países não ponham lenha na fogueira, as várias “tribos” lutarão entre si. Mas a reação natural é sempre procurar culpados!

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