É preciso saber dosar o uso da tecnologia, para evitar a idiotização

Charge do PW (pwdesenhos.com.be)

Antonio Carlos Fallavena

O uso indiscriminado da tecnologia e da substituição do cérebro por celulares, tablets e aplicativos é a uma das causas principais para o derretimento do conhecimento. A primeira fuga da realidade começa com “este é um assunto muito chato”. Quando ouço alguém dizer isto, imediatamente replico: “Não é mais fácil dizeres que não sabes nada?”.

Somando-se incapazes mentais, omissos e idiotas, está formado o mar da sociedade. Tente, entre teus amigos e conhecidos, escolher aqueles que gostariam e teriam condições de participar, positivamente, na nossa Tribuna da Internet e terás uma surpresa. Já fiz isto várias vezes e foi um desastre. Longe de estar supervalorizando ao conjunto de nossos participantes, tenho certeza de que somos uma ilha.

Venho me preparando para escrever muito e falar muito, nos próximos meses. É o que posso e devo fazer. Afinal, aprender e repassar experiências são missões que assumi e que tento cumprir.

SOBRA MUITO POUCO – Quando experiências e ensinamentos são abandonados ou excluídos, sobra muito pouco. Como ser patriota se não conseguimos demonstrar e mostrar o que isto significa e representa para um país e um povo?

Na escola, pouco ou quase nada é ensinado, informado. Na família, menos ainda. Educação, ética, são coisas passantes. A maioria, imensa maioria das crianças e adolescentes, teve educação terceirizada. Muitos são contra a “terceirização” nos empregos, mas em relação aos filhos, tudo bem!

CIDADANIA – Quem não sabe diferenciar estado, governo e governantes não pode ter nacionalismo, patriotismo e receber o título de cidadão.

Ou começamos tudo novamente ou, paciência, veremos nossos filhos, netos e bisnetos seguindo o caminho que ai está. E que tem espaço para piorar.

Bem sei que muito de nós faz a sua parte. Mas seria interessante que este espaço da nossa TI pudesse “chover” em muito mais cabeças. Haveria uma chance de novas mentes surgirem, mesmo que por encanto. Façamos a nossa parte, Utilizemos as últimas energia que nos restou e que isso possa servir para abrir mentes e produzir bons frutos.

15 thoughts on “É preciso saber dosar o uso da tecnologia, para evitar a idiotização

  1. Texto muito bom. Deve ser lembrado que, aproximadamente, um terço do que um jovem aprende vem da família, um terço vem do convívio social e um terço da escola. A tecnologia é apenas uma ferramenta que deve ser utilizada com parcimônia e critério. Ela não substitui a família, o convívio social ou a escola .

    • Tenho uma amiga professora do Ciep Nação Mangueirense que apanhou da mãe de aluno pois ela ” deixou ” que o seu filho namorasse com um ” japonês que não presta ” . Onde chegamos!

  2. Caro Fallavena, como seria providencial o retorno do ensino da cadeira de Literaturas de Língua Portuguesa e de Interpretação de Textos. Ajudariam, em muito, o aluno a desenvolver o conhecimento intrínseco e a desenvolver o cérebro para enxergar na entrelinhas.
    E essa assertiva, leva-me até os pensamentos do Professor, Poeta e Escritor Rubens Alves, recentemente falecido.
    Ele escreveu uma crônica, à qual deu o título de “A difícil arte de ver”, e, nela, exemplificava como era difícil ver numa cebola cortada ao meio um magnífico cristal em forma de flor.
    Mas ainda tenho a esperança de que o Ensino Brasileiro volte aos bancos escolares.
    Saudações e bom domingo.
    Falavigna

  3. Fallavena, meu caro amigo,

    O teu artigo foi contundente quanto à imbecilização do brasileiro, seu gosto pelo momento, a sua paixão por novelas, e enaltecer a idiotice!

    Agrava-se a sua situação, pois como bem escreveste – como sempre -, a tecnologia não é usada para desenvolvimento, mas para diversão ou alienação!

    Queres algo mais besta e ridículo que esta febre de caçar o monstrinho pelo celular, o tal do Pokémon?!

    Ou os malditos telefones serem usados para conversas, e dê-lhe que te dê-lhe tecladas a três por quatro?!

    Parabéns pelo pertinente texto, Fallavena.

    Um forte abraço.
    Saúde e Paz!

  4. 1) A Pedagogia Waldorf, nascida na Alemanha com a Antroposofia de Rudolf Steiner (1861-1925) recomenda que na primeira infância, os alunos não usem celulares, TVs, computadores e afins.

    2) O uso exorbitante que se faz no Brasil das tecnologias citadas não desenvolve determinadas áreas criativas do cérebro para a aprendizagem integral.

    3) Subdesenvolvidos, precisamos, a meu ver, copiar os bons exemplos, aplicá-los e adaptá-los em nossa realidade.

    4) Um dos problemas em nosso País é que pulamos do analfabetismo para uma tecnologia de ponta… não queimamos/estudamos etapas importantes.

    5) O autor abordou tema apaixonante, parabéns !

  5. No meu entender, os meios de propagação moderno, apenas ampliam com muita rapidez o velho efeito manada, a idiotização popular , que já começou la trás, com o futebol, as novelas de televisão e as atuais músicas sertanejas.
    Quem se deixa levar pelos gostos alheios, vira um idiota, não pensa, aceita tudo como verdade.
    O perigoso destas práticas, é acabar como a crença nas 70 virgens muçulmanas.
    A coisa começão como briga de torcida e acaba com um caminhão atropelando centenas de pessoas.
    A massificação de certas “verdades” é um perigo até para a sobrevivência humana, pois não devemos esquecer que hoje existem meios de exterminar todos os tipos de vida do planeta.

  6. Ultimamente, temos visto cada vez mais pessoas esclarecidas manifestar-se sobre essa mesma preocupação do articulista. Eu, particularmente, venho ha tempos alertando, em nível familiar, sobre o perigo que supõe deixar as crianças substituir pais, mestres e entorno familiar e social por informações e sugestões de “aplicativos”, é realmente o risco da falência mental e moral.

  7. Fallavena,
    Cumprimentos pelo artigo.
    A educação brasileira vai mal e muito mal.
    E não falo no nível primário ou secundário. Mas a graduação, a pós e este amontoados de MBA.
    Estamos distribuindo diplomas a analfabetos funcionais.
    Ensino de mercado, cotas para analfabetos, falta de cobrança, disciplina, redução de currículos, baixo aproveitamento pela industria em colher o que as universidades podem contribuir, conselhos universitários cheio de doutores livrescos,….e por ai vai!
    Deste jeito não iremos ser a nação dos nossos sonhos de juventude nos próximos 300 anos!
    Vamos voltar a ser um País essencialmente agrícola!
    Não me espanta se voltarmos a queimar café para aumentar o preço no mercado!
    Belo artigo! Este o nosso grande desafio! Povo ignorante é facilmente tutelado!
    SDS.
    Vitor

  8. Seu Fallavena! Gostei muito de ler o seu texto. Afinal não sou como “uns e outros” que dão pitacos, com ou sem sentido, sobre tudo, considerando-se donos do conhecimento universal. Apenas apareço de vez em quando mas, só o fato de postar umas linhas aqui nessa “Tribuna”, tenho o meu ego lisonjeado! Grato! Hoje vou ver as meninas do futebol, feliz da vida, comendo pipoca caramelada!

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