E prossegue a novela de Carlos Lupi, que enfim já estaria redigindo a carta de demissão.

Carlos Newton

Reportagem de Paulo de Tarso Lyra, do Correio Braziliense, anuncia que a ficha do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, finalmente caiu e ele deve pedir demissão na segunda-feira, pondo fim a essa patética tentativa de se manter no cargo. Pessoas próximas ao ministro confirmaram ao repórter que a resistência de Lupi teria chegado ao fim.

Na quinta-feira, depois de mais um desgastante encontro com a presidência Dilma Rousseff, em que o ministro seguiu alinhavando argumentos para não ser demitido, ele teria embarcado para o Rio de Janeiro disposto a escrever duas cartas. A primeira, uma defesa que será encaminhada à Comissão de Ética Pública da Presidência da República — o colegiado pediu, na quarta à noite, a exoneração de Lupi. A segunda, a carta de demissão.

“Mas há controvérsias”, como dizia o genial humorista Francisco Milani, que gostava de política e chegou a ser eleito vereador no Rio, pelo PCdoB.

Circulam rumores de que a presidente Dilma Rousseff ainda poderá mantê-lo, se insistir na estratégia de promover a mudança no Ministério do Trabalho no âmbito de uma ampla reforma ministerial, prevista para janeiro. Nesse caso, ampliaria ainda mais o desgaste público de Lupi e do próprio PDT.

No governo, está cada vez mais claro que não há como segurar o ministro, especialmente após a Comissão de Ética Pública pedir o afastamento. No Planalto, a sinalização dada pelos conselheiros — algo raro em um colegiado que pouco se pronuncia contra alguém que detém mandato público — foi vista como “muito negativa para Lupi”.

Mesmo assim, a novela continua, embora esteja chegado aos capítulos finais.

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