Educação continua a ser uma vergonha nacional, num Ministério que priorizou o kit homofobia.

Carlos Newton

Depois de oito anos de FHC e mais 8 anos de Lula e quase um ano de Dilma Rousseff, a educação continua como vergonha nacional, exatamente como dizia Ibrahim Sued há mais de 20 anos. De lá para cá, a situação só piorou. Em 2010, por exemplo, oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo levantamento do próprio Ministério da Educação.

Fica explicado por que as famílias brasileiras se sacrificam tanto para matricular os filhos em escolas particulares. A pesquisa do Enem mostra que, entre os colégios da iniciativa privada, apenas 8% não conseguiram superar a média nacional – um décimo do índice verificado na rede pública.

A diferença entre a rede pública e a particular é um desafio para o sistema brasileiro de educação. E o Enem 2010 apresentou novos dados sobre o problema. Das 20 escolas com maiores médias, 18 são privadas e as duas públicas são vinculadas a universidades federais. Na outra ponta, todas as 20 piores são públicas, assim como as 100 unidades com notas mais baixas. Entre as mil escolas com piores médias, 995 são públicas e apenas cinco, privadas.

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HADDAD: O PROBLEMA É MUNDIAL

O ministro da Educação, Fernando Haddad, lembra que outras avaliações já mostraram o abismo entre a rede pública e a particular. Para ele, é natural que existam escolas com melhor e pior desempenho, independentemente da rede à qual pertençam. O problema, alega o ministro, é mundial. No caso brasileiro, porém, o absurdo está no grau de desigualdade:

“É assim no mundo inteiro. O que chama a atenção no Brasil é que as distâncias são intoleráveis. Mais de dois terços da explicação de qualquer desempenho está fora da escola. É diferente uma escola em um bairro nobre, com um investimento anual dez vezes superior ao de uma escola pública, em área rural, que atende filhos de lavradores que não tiveram acesso à educação”, desculpa-se o ministro, que sempre pareceu mais interessado em kit homofobia do que em educação propriamente dita.

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