Edward Snowden e os tigres de papel mencionados por Mao

Paulo Solon

Quando alguém praticava defecção em direção à Norte América no tempo da União Soviética, os norte-americanos e os fascistas brasileiros festejavam e divulgavam ao máximo, como foi o caso daquele escritor medíocre e traidor, cujo nome me recuso a pronunciar, e também o caso do traidor Gorbachev com sua glasnost, hoje morando nos Estados Unidos.

Até parecia que nunca tinha havido defecção de norte-americanos em direção à China e à Rússia. Mas houve e haverá sempre. O camarada Norman Bethune era filiado ao Partido Comunista do Canadá. Estava com cinquenta anos quando foi enviado pelos Partidos Comunistas dos Estados Unidos e do Canadá, na primavera de 1938, à China. Como médico foi prestar ajuda contra o imperialismo japonês. Foi direto para Yenan.

Falar em imperialismo, eu me recordo (e o mestre Helio Fernandes também deve se lembrar) que o fabuloso Mao Tse-tung declarou em 1946 que “O imperialismo e todos os reacionários são tigres de papel”.

E por que eu me recordo? Pelo fato de meu pai, que era um religioso reacionário, viver repetindo essa frase. Até hoje não sei se com indignação, ou com admiração.

Hoje vemos a atitude do jovem Edward Snowden com naturalidade. Mao dizia que na aparência os reacionários são terríveis, mas na realidade não são tão poderosos. E que assim como não existe uma só coisa (ou fundamento) no mundo que não tenha uma natureza dupla (tal é a lei da unidade dos contrários), também o imperialismo e todos os reacionários têm uma dupla natureza. Que simultaneamente eles são tigres verdadeiros e, ao mesmo tempo, tigres de papel.

“No passado, quando ainda não tinham conquistado o poder, e algum tempo depois dessa conquista, a classe dos proprietários de escravos, a classe feudal dos senhores de terra e a burguesia eram vigorosas, revolucionárias e progressistas, eram tigres verdadeiros. Todavia, com o decorrer do tempo, e em virtude dos seus contrários — a classe dos escravos, a classe camponesa e o proletariado — crescerem gradualmente em força e lutarem cada vez com maior encarniçamento contra elas, essas classes dominantes foram se transformando passo a passo no seu contrário, convertendo-se em reacionárias, retrógradas, em tigres de papel.”

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5 thoughts on “Edward Snowden e os tigres de papel mencionados por Mao

  1. Os Estados Unidos, tigres e papel, Solon? Você e seus delírios, ao tripudiar, solitário e frustrado, sobre o poderio secular dos americanos, já demonstrado, “quantum satis”, sobre nações inteiras em escombros, e sobre diversos tiranetes agônicos que o sentiram dolorosamente no couro. São tigres ferozes. Menas, meu caro, menas. Abraços fraternos.

  2. O governo da China e os chineses o reverenciam até o presente. Ele fundou o exército atual, a nova China e a cara dele está lá ainda no palanque. Consta que ele nunca foi cristão para acreditar na existência de satanás.

  3. Quanto ao Snowden, parece que a Rússia, pelo que disse o Putin anteontem, está mais preocupada com a banca que ele está botando para aceitar o asilo, que com os protestos dos Estados Unidos. Normalmente, quem pede asilo político para tirar o seu da reta, baixa a crista e aceita as condições da proteção. De uns tempos para cá, alguns que pedem proteção molestam bastante, como foi o caso do Manuel Zelaya , que em 2011 nos encheu a paciência, prejudicou o sono de nossos diplomatas e agora mama numa teta pública do sistema hondurenho. Aliás, os brasileiros que se asilaram durante a ditadura de Getúlio e a militar recente nunca molestaram quem lhes protegeu, muitos deles até roeram beiras de penicos calados e indocumentados.

  4. Mao Zedong,Stálin, Lenin, formaram o trio sinistro. Juntos promoveram 80 milhões de assassinatos no século passado. Criaram a engenharia social, propuseram o “paraíso terrestre”, com eles no poder, é óbvio.
    Estarão no inferno, servirão como lenha das profundas, acreditando ou não em Deus.
    Todos os homens de bem, em todos os tempos, desprezarão estes canalhas.
    Só os desalmados, cruéis, doentes, respeitarão a memória destes ignominiosos.

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