Barroso elogia articulação de Rodrigo Maia na condução de PEC que adia eleições

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Carolina Brígido
O Globo

O presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, elogiou nesta quarta-feira, dia 1º, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na condução da Proposta da Emenda Constitucional (PEC) que adia as eleições municipais deste ano, previstas originalmente para outubro. O motivo do adiamento é a pandemia do coronavírus.

“Parece que as coisas estão indo bem na Câmara. A Câmara é um ambiente mais complexo de formação de consenso, até porque os prefeitos afetados pela Covid-19 nas suas arrecadações e nas suas obrigações têm, muitas vezes, posições políticas que dificultam o adiamento, compreensíveis e legítimas preocupações políticas que, no entanto, não podem estar acima das preocupações com a saúde pública. Cumprimento com louvor o presidente Rodrigo Maia que, até o momento, conseguiu costurar com grande habilidade um acordo que viabilize o adiamento das eleições”, afirmou.

CONSULTA – O ministro informou que consultou médicos e especialistas sobre a pandemia. Segundo ele, há consenso no sentido de que, no final de setembro, as contaminações e mortes começarão a diminuir no país. Portanto, o mais prudente seria adiar as eleições de outubro para novembro.

“Todos os médicos acreditam que no final de setembro a curva da doença estará descendente, de modo que nós teremos condições de, algumas semanas à frente, realizar eleições com mais segurança”, declarou.

DOAÇÕES – Barroso também anunciou que o TSE está pedindo doações privadas para garantir o fornecimento de máscaras, luvas e álcool em gel para mesários e eleitores no dia das votações. A intenção dele é que não seja gasto dinheiro público com os suprimentos.

“Estamos organizando uma forma de obter doações privadas para a segurança dos mesários e dos eleitores, com luvas, mascaras, álcool em gel, marcação no chão para distanciamento social e possivelmente a elaboração de uma cartilha. Já temos recebido ofertas relevantes que nos ajudarão a acudir essas demandas num momento em que o país tem dificuldades fiscais. Esperamos ser capazes de atender demandas sem gastarmos um centavo do orçamento do TSE ou do orçamento do Tesouro Nacional”, disse.

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