Efeito mensalão faz gerente de Cachoeira tentar vender seus imóveis para fugir do país.

Carlos Newton

Está cada vez mais interessante o efeito moralizador do julgamento do mensalão pelo Supremo. Já registramos aqui que o governador Sergio Cabral e seu principal cúmplice, o secretário de Saúde Sergio Côrtes, vão deixar a política e se preparam para morar no exterior.

Eles têm razão em estarem apavorados. Em Brasília, o gerente do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira, José Olímpio Queiroga Neto, também entrou em depressão e contratou corretores para vender as propriedades dele na região metropolitana da capital, as quais, segundo a polícia, foram compradas com dinheiro do crime. Seu objetivo seria fugir para os Estados Unidos.

Queiroga se livra dos imóveis

Em Brasília, circula a informação de que o patrimônio de outros membros da quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, está sendo vendido às pressas e pela metade do preço. Temendo uma possível ação da Justiça, o grupo criminoso articulou uma rede de vários corretores para “fazer dinheiro” o mais rápido possível e se livrar dos bens adquiridos a partir de atividades ilícitas.

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PREÇO DE BANANA

O repórter João Valadares, do Correio Braziliense, visitou, acompanhado de alguns corretores, terrenos da organização criminosa em Santa Maria e em Valparaíso (GO). A constatação é de que a operação do grupo para “queimar” todas as propriedades compradas com dinheiro sujo está a pleno vapor, e a baixos preços, segundoos vendedores.

Os terrenos, de tamanhos variados, estão sendo comercializados por José Olímpio Queiroga Neto, um dos presos pela Operação Monte Carlo e apontado pela investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal como um dos principais braços de Cachoeira no DF e responsável por gerenciar as casas de jogo. Ele ganhou a liberdade, em 14 de junho, por força de habeas corpus, e estaria juntando dinheiro para fugir para os Estados Unidos.

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