Eleições municipais se tornaram um pesadelo para o PT, que é ridicularizado pela base aliada.

Carlos Newton

A comparação e inevitável. O PT continua fragilizado em São Paulo, pois o candidato a prefeito Fernando Haddad até agora não conseguiu apoio de nenhum partido. Enquanto isso, na vizinha São Bernardo do Campo, área metropolitana de São Paulo, o prefeito Luiz Marinho (PT) vai disputar a reeleição com apoio de 20 partidos, entre eles o DEM, vejam só que contradição.

Os partidos da base aliada que tiveram ministros afastados por corrupção aproveitam o caso Haddad para se vingar da “Santíssima Trindade”, formada pelo PT, o Planalto e o próprio Lula, que inventou o candidato trapalhão e não sabe mais o que fazer para decolar a candidatura dele. Lembre-se que na eleição presidencial, a esta altura dos acontecimentos, a candidata Dilma Rousseff já tinha ultrapassado o tucano José Serra nas pesquisas, enquanto Haddad segue estacionado nos 3 pontos.

Nada como um dia atrás do outro. O PR de Alfredo Nascimento, demitido do Ministério dos Transportes, enrolou o PT durante meses, exatamente como agiu o PDS de Gilberto Kassab, e acabou apoiando José Serra. O PDT de Carlos Lupi fez o mesmo e agora ameaça lançar a candidatura do deputado Paulinho da Força Sindical, enquanto o PCdoB de Orlando Silva se diverte ao ver Netinho de Paula à frente de Haddad nas pesquisas. O PMDB de Wagner Rossi lançou candidato próprio, Gabriel Chalita, e o PP de Mário Negromonte está caindo nos braços de José Serra.

Para socorrer Haddad, só restou o PSB, que sem motivo aparente aproveita a oportunidade para humilhar o PT, o Planalto e o próprio Lula, ao fazer as mais descabidas exigências, levando à loucura os dirigentes petistas e destruindo a unidade do PT em diversos estados, como Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pernambuco, Roraima, Amapá e Ceará, onde hoje reina a confusão partidária .

Depois de obrigar o PT a lançar o senador Humberto Costa como candidato em Recife, implantando o caos no Diretório do PT em Pernambuco, o governador  Eduardo Campos, que preside o PSB, comprometeu-se a se encontrar com Lula no final de semana passado para fechar o acordo em São Paulo.

Estava tudo certo entre os dois partidos, mas surpreendentemente Campos resolveu voltar à estaca zero e anunciou sábado que o PSB poderá lançar candidatura própria em Recife, depois de ter praticamente arrasado a unidade do PT em Pernambuco.

E a direção do PT nada diz, o Planalto fica fechado em copas e o ex-presidente Lula, que causou toda a confusão ao lançar um candidato inviável como Haddad, finge que o assunto não é com ele. Uma situação muito estranha e até vexatória, não há dúvida.

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