Eletrobrás cede, marca nova reunião, e eletricitários suspendem a decisão de entrar em greve.

Carlos Newton

A direção da Eletrobrás marcou nova reunião com a Federação Nacional dos Eletricitários para quarta-feira, e está afastada a ameaça de nova greve. A Eletrobrás finalmente vai concordar com um reajuste acima da inflação, que, de maio do ano passado a maio desde ano, alcançou 6,5%. O reajuste pode variar entre 8% e 9%, e assim traduzir um aumento real acima da inflação.

Não faria sentido a Eletrobrás permanecer irredutível, quando seu presidente, em recente entrevista publicada pelo Valor, anunciou um programa de demissão voluntária. Mas não são demissões incentivadas, são aposentadorias incentivadas, pois todos os empregados dos quadros das empresas da holding têm planos de complementação de aposentadoria. Dessa forma, se saírem, não perdem nada. Ao contrário: recebem indenização à base do tempo de serviço e mais a multa contratual de 40% sobre o FGTS. Quanto à aposentadoria, a parcela  até 3,7 mil reais por mês, será paga pelo INSS.

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CABRAL APENAS REPÕE A INFLAÇÃO

Vão retornar à ordem do dia na próxima semana na Assembléia do Rio os projetos de lei que concedem reajuste de 6,5% aos servidores estaduais do Poder Legislativo e do Ministério Público. Um deles abrange os funcionários do Tribunal de Contas da União. Os projetos apenas repõem a inflação passada, sem aumento real de salários.

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