Em 2015, Trump mentiu ao denunciar que o Brasil “rouba empregos” dos EUA

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Trump, na entrevista à rede CBS em que criticou o Brasil

Patrick Cruz
Veja

O Brasil é um dos países que “roubam” empregos dos Estados Unidos, disse em 2015 o agora presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista ao canal CBS em novembro do ano passado, o republicano colocou os brasileiros entre os responsáveis pela “exportação de postos de trabalho” gerada pela abertura comercial americana.

“Olhem a quantidade de desperdício, fraudes e abusos que temos. É incrível”, declarou Trump na ocasião. Ele disse que, se eleito, iria recuperar os empregos “roubados” por China, Japão, Índia e Brasil.

Um mês antes, o futuro presidente americano já havia “acusado” o Brasil de “se aproveitar” dos EUA, colocando o país na mesma lista de China e México. Trump era então apenas pré-candidato à Presidência, disputando o direito de ser o candidato do Partido Republicano à Presidência.

EUA LEVAM VANTAGEM – Como foi comum ao longo de sua campanha, Trump fez as declarações sem apresentar dados concretos para referendá-las. Os EUA são, de fato, o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China, mas, na balança comercial, o saldo é amplamente favorável aos americanos.

O superávit comercial dos Estados Unidos nas trocas comerciais com o Brasil é de 4 bilhões de dólares. Em outras palavras, empregos que existem nos Estados Unidos fazem com que o país venda ao Brasil 4 bilhões de dólares a mais que os empregos brasileiros que geram as exportações aos americanos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGMuito importante essa notícia enviada pelo comentarista Mário Assis Causanilhas, ex-secretário de Administração do governo do Estado do Rio, numa época em que eram respeitados os direitos do funcionalismo. Trump é um farsante, que diz qualquer bobagem para ganhar votos e prestígio. Quando assumir a Presidência, terá outro comportamento e saberá como deve tratar os parceiros comerciais dos Estados Unidos da América. Aliás, se imbecis como Arnold Schwarzenegger e Ronald Reagan conseguem ser eleitos, por que não Trump? Qual é a diferença? (C.N.)

11 thoughts on “Em 2015, Trump mentiu ao denunciar que o Brasil “rouba empregos” dos EUA

  1. Ele nem deve saber onde fica o Brasil, e muito menos saber se a nossa capital é Buenos Aires…
    Comparando o Brasil com a Índia, Japão e China, somos mascates, ou melhor, verdureiros.

  2. Vixi….

    Coitado daquele Pit Bullzinho com complexo de vira-latas que fica postando videos no Yotubis dizendo que lá é tudo mais barato, tem muita democracia, tudo é lindo e maravilhoso.
    Ele compra gasolina mais barata, compra Cadillac mais barato que um Gol , ele compra bifes de Picanha mais barata , até para tirar uma habilitação é máis fácil do que na Filial………
    Ele anda até de Metrô sem ser roubado, (nos dois sentidos).
    Trumpete dará um bico nos fundilhos que vai jogá-lo do outro lado do Muro dos Cucurachos……

    • Boa noite !
      Agora vou continuar o vídeo que uns estudantes me pediram
      ” Por que não devemos pagar o Pato “.
      Estou recolhendo todos os dados sobre dívidas fiscais , sonegação , sistema S , etc.
      Está dando um trabalhão.

  3. Aliás, se imbecis como Arnold Schwarzenegger e Ronald Reagan conseguem ser eleitos, por que não Trump? Qual é a diferença? (C.N.)

    Sr. Newton, a diferença é que no meio desses teve um Bush Filho……..

  4. Que coisa, sr. Carlos Newton. Imbecis?
    Anda lendo e se igualando a um ou outro comentarista.
    Reagan tirou a America do buraco em que o Carter afundou e a fez grande de novo. Derrubou um muro vergonhoso sem um único tiro.
    Não gostar do cara, vá lá, uma vez que a seita comunista não aceita o contraditório, mas… que nível, que nível. (Parafraseando Hélio Fernandes).
    A sua ideia de pluralismo e democracia no blog acabou de morrer.
    No fim acho mesmo que que seu conceto de democracia é a mesma do menino maluquinho do blog.

  5. Não acho que Reagan tenha sido o deus que alguns conservadores pensam que ele foi, mas chama-lo de imbecil é um equívoco. Foi um político bastante esperto e bem sucedido em muitos aspectos. Ele foi muito subestimado à sua época pela mídia, pela intelectualidade liberal e pelos democratas, que não são todos tão inteligentes quanto o mundo pensa que eles são.

    “Trump é um farsante, que diz qualquer bobagem para ganhar votos e prestígio.”
    Então ele não é diferente de nenhum outro político, nem mesmo dos Estados Unidos.
    Nem de Hillary Clinton, a bem-amada da mídia, que agora deve ter o bom senso de se aposentar. Como diria o Lula, nunca antes na história uma candidata tem tudo tão a seu favor, o apoio de quase 100% da imprensa, da academia, dos famosos de Hollywood, e até mesmo da maior parte dos líderes do partido adversário, coisa inédita na história americana, e mesmo assim perdeu.
    No final, Hillary Clinton mostrou que tem o perfil típico do candidato que o partido democrata escolhe de tempos em tempos, que parece perfeito à primeira vista, encanta o mundo e perde no final, por ser tecnocrático, incapaz de empatia com as pessoas comuns e de entender seus problemas. Como Mike Dukakis, Al Gore e John Kerry. Mas acho que mesmo esses aí teriam vencido se tivessem tido tanto dinheiro e apoio maciço da mídia.

    Suponho que Trump terá que honrar pelo menos algumas de suas promessas se quiser manter algum apoio popular. Quaisquer que sejam os erros em suas afirmações, há na classe média baixa americana um ressentimento verdadeiro contra o assim chamado livre comércio, que é percebido como algo que beneficia não os países, mas apenas as elites ricas, em detrimento do resto da população.

    • Não esqueça de que são as elites ricas que geram os empregos.
      O Estado gera emprego público – sem nenhum demérito.

      Aqui no Brasil, quando as elites ricas foram atingidas, o desemprego ultrapassou os 13 milhões.
      Já o funcionalismo público – sem nenhum demérito -, deve ter continuado estável.

      Um recado para a elite cultural, intelectualidade liberal, etc.: a melhor ação entre todos os projetos sociais é a geração de emprego.

  6. O redator da VEJA, me parece, incorreu em um engano meio que exagerado em relação ao “perigo” que o Brasil representa comercialmente para o EUA, quando no próprio texto adianta:

    “O superávit comercial dos Estados Unidos nas trocas comerciais com o Brasil é de 4 bilhões de dólares. Em outras palavras, empregos que existem nos Estados Unidos fazem com que o país venda ao Brasil 4 bilhões de dólares a mais que os empregos brasileiros que geram as exportações aos americanos.”

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