Em abril, o novo presidente do BNDES ridicularizou a política econômica  

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Reforma da Previdência é ‘fraca’, diz Rabello

Renato Onofre
Veja

O novo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, não é o mais otimista membro do atual governo. Há pouco mais de um mês, ele afirmou a empresários, em um encontro promovido pela Fecomércio em São Paulo, que só falava que o país estava saindo da recessão para “ajudar o presidente” Michel Temer (PMDB). Na época, então presidente do IBGE, respondendo a um deputado, Rabello de Castro ele disse que o país está, no máximo, caminhando para uma leve estagnação econômica.

XINGAR A GALINHA – “Nós estamos estancados. O Brasil, deputado, segundo as contas que fizemos lá, umas reversões estatísticas, econométricas, sob o meu (inaúdível) avantajadas, nos indicam com muita clareza: o Brasil colocará, sobre sua base, qualquer que seja, dizem os economistas conservadores, que nós estamos estancados. Aí, quando crescermos muito, vamos crescer dois por cento ao ano, não sei se vocês percebem que é assim que o pessoal do mercado pensa. Se for um ano muito bom, [vamos crescer] de dois e meio a três. Se não for um ano muito bom, um e meio. Então, na média, uns dois”, afirmou.

Na plateia, alguém comenta: “É um voo de galinha”.

Rabello rebate: “Um voo de coisa nenhuma. É xingar a galinha, não é? A galinha que anda para trás. Cisca para trás porque, vejam bem, gente, três anos de recessão. E não me digam que estamos saindo. Tem que falar para ajudar o presidente. Que saída de recessão é essa com 13,5 milhões de desempregados. Nós saímos da recessão para uma suave estagnação”, completou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Foi por esta razão que o ministro Henrique Meirelles tentou de todas as formas impedir a nomeação de Rabello de Castro par o BNDES, mas não conseguiu. Outro detalhe é que Rabello é ligado ao Instituto Millenium, apresenta-se como criador e diretor-presidente da SR Rating, uma consultoria criada exclusivamente para defender a redução dos impostos das empresas, mas critica a proposta de reforma da Previdência, achando que é pouco rigorosa, tinha de ser mais dura. Como se sabe, é o principal economista ligado ao DEM e, por coincidência,  Temer está fazendo o possível e o impossível para agradar Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já arquivou oito pedidos de impeachment do presidente e agora tem mais 13 requerimentos sobre sua mesa, aguardando decisão, entre os quais o pedido da OAB. (C.N.)

5 thoughts on “Em abril, o novo presidente do BNDES ridicularizou a política econômica  

  1. Vou repetir aqui: o senhor comandante do exército já nos assegurou que tudo vai fluir pacificamente para uma solução desejável. Ele até afirmou que tem convicção do que diz. Portanto, buckle up and relax. Everything’s gonna be alright.

  2. Ridicularizar a atual Política Econômica é muito forte, a meu ver o Economista PAULO RABELLO DE CASTRO, ex-Presidente do IBGE e agora nomeado Presidente do BNDES, “criticou”.

    Embora nós defendamos PRIORIDADE para uma Política Nacional Desenvolvimentista Privatista ( via Empresas com Matriz no Brasil), reconhecemos que o atual Ministro da Fazenda Sr. HENRIQUE MEIRELLES, que dá prioridade ao Modelo de Crescimento Associado ao Capital Internacional, é homem de excepcional competência e tem feito um bom trabalho.
    Não é fácil seu trabalho. Assumiu uma Economia DESESPERANÇADA, com crescentes Deficit Fiscal Público anual que chegou a +- 10% do PIB, e consequente aumento do Endividamento Público que até agora atingiu +-75% do PIB, Inflação bem acima da Meta de 4,5%aa, Juros Básico e Comerciais altíssimos, enfim Recessão de -8% do PIB em 2 1/2 anos o que levou a Desemprego de 2 dígitos ( Oficial +- 14% da Força de Trabalho), enfim uma péssima situação, e em 1 e 1/2 ano começou a reverter a situação, no primeiro Trimestre/2017 já tivemos crescimento de +1,12% do PIB, apesar de toda a turbulência Política. NÃO É POUCA COISA.

    Poderia ter-se feito melhor, de forma diferente, como parece sugerir o Econ. Sr. RABELLO? Sim poderia, mas ele não sugeriu, e não é fácil outra alternativa viável SUSTENTÁVEL.
    Poderíamos injetar metade de nossas Reservas de +- US$ 380 Bi na Economia Interna, aumentar ainda mais nosso Deficit Fiscal e Endividamento Público, captar empréstimos em US$ Dollares no Mercado Internacional a Juro relativamente barato, etc, enfim armar um grande Investimento Público Anti-Cíclico, mas tudo isso não seria SUSTENTÁVEL.

    E o grande mérito da Política Econômica do Governo TEMER/MEIRELLES é que ela é SUSTENTÁVEL. Cria os alicerces para crescente crescimento lá na frente.

  3. Caro Flávio José Bortolotto,
    Seu comentário é sensato, Nenhum governo conseguiria debelar a crise criada pelo governo petista em um ano e criar 14 milhões de empregos, sem os crescimentos da indústria e dos comércio, que deverá levar alguns anos.

  4. Prezado Colega Sr. NÉLIO JACOB,

    Muito Obrigado pelo seu Comentário que complementa o meu. Também tenho muita admiração pelo seu Bom Senso e experiência de Vida.

    Tenho comentado pouco porque me faltam dados para analisar. Entendi porque a Presidenta DILMA (69) PT foi impeachada pelos Representantes do Povo (Câmara dos Deputados), e condenada pelos Representantes dos Estados (Senado). Ela tinha perdido totalmente o controle Político-Econômico do País.
    Não entendo porque os PODERES agora estão querendo também “remover” o Presidente TEMER (75) PMDB, se ele vem mostrando que tem Votos no Congresso, diferentemente da anterior Presidenta DILMA.
    Não é bom, no meio dessa difícil Conjuntura, criar maior ainda Turbulência Política.
    Depois de todo o Prejuízo criado pela nova Turbulência, qual Líder Político atual Eleito, faria um Serviço melhor para o Povo Brasileiro?
    Independente de simpatias Pessoais, e das ideias que cada Analista tenha, sem dados fica difícil analisar. Abração.

    • Os donos do dinheiro – Classe dominante – jogam o xadrez da sua conveniência conjuntural , utilizando-se das peças do tabuleiro – Classe dirigente – pouco se lhes dá se perdem uma rainha, ou um cavalo, contanto que preservem o rei. Todavia, poderao sacrificá-lo tambem se necessario perder, aparentemente, uma partida
      O resto é conversa mole.

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