Em contraponto a Toffoli e Maia, Mourão diz que ex-juiz não deve ser transformado em ‘cidadão sem direitos políticos’

Mourão vê relação da proposta com eventual candidatura de Moro

Gustavo Uribe
Folha

Em um contraponto às cúpulas do Legislativo e do Judiciário, o vice-presidente Hamilton Mourão discordou nesta quinta-feira, dia 30, de proposta de quarentena para que ex-juízes disputem eleições no país. A criação de um período de oito anos de restrição foi defendida um dia antes tanto pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), José Dias Toffoli, como pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para o general da reserva, a iniciativa transforma o magistrado em um “cidadão sem direitos políticos” e, na avaliação dele, tem relação com uma eventual candidatura do ex-ministro Sergio Moro em 2022. “Você está transformando o magistrado em um cidadão sem direitos políticos. Eu acho que isso talvez tenha muita coisa a ver com o papel do senhor Sergio Moro. E todo mundo fala que ele seria um candidato viável para 2022. Outros magistrados não têm esse destaque todo politicamente”, disse.

“NÃO PROSPERA”– O vice-presidente afirmou não acreditar que a proposta prospere, apesar de ela estar em discussão. Em conversa reservada, o presidente Jair Bolsonaro também afirmou a um deputado aliado que não acredita que a iniciativa seja viabilizada “Não gosto de colocar as coisas como retaliação [a Moro]. É o tipo de coisa que está colocada em discussão, mas que não prospera, na minha visão”, ressaltou.

Em suas defesas, nem Toffoli nem Maia citaram expressamente o caso de Moro, que é tido como provável adversário de Bolsonaro na disputa presidencial de 2022. O presidente do STF disse já ter falado sobre o tema com várias legislaturas do Senado e da Câmara. Toffoli defendeu que se inclua na lei complementar 64 de 1990 a inelegibilidade, por pelo menos oito anos, de juízes e membros do Ministério Público que deixem a magistratura.

Dessa forma, afirmou o ministro, se evitaria que a magistratura e o poder imparcial do juiz fossem utilizados para “fazer demagogia, aparecer para a opinião pública e, depois, se fazer candidato”. Maia concordou com Toffoli e afirmou já haver projetos tramitando na Câmara dos Deputados sobre o assunto. “Acho que essa matéria está sendo amadurecida e está muito perto de chegar a um entendimento de que as carreiras não podem ser usadas como trampolim. A estrutura do Estado não pode ser utilizada como trampolim pessoal”, disse.

13 thoughts on “Em contraponto a Toffoli e Maia, Mourão diz que ex-juiz não deve ser transformado em ‘cidadão sem direitos políticos’

  1. Em contraponto ao Mourão, eu digo que ex-juiz deve ser transformado em ‘cidadão sem direitos políticos’.
    Cada um em seu quadrado.
    Imaginem, em um país hipotético, juízes em conluio com promotores definam quem concorre ou não nas eleições sob argumentações ridículas ou destruam imagens de opositores ao bel-prazer.
    Para obter benefícios financeiros e políticos.
    A opinião do cidadão acima é igual a minha.

  2. É aquela velha história que já dizia o português
    BOCAGE, quem tem “ânus”, tem medo.
    Se o Sergio Moro como juiz de primeira instância, já fez um “esparramo” na roubalheira dos políticos, imagina como presidente da república.

    • Conte agora aquela do papagaio. Esse negócio de combate à corrupção sem o fechamento da fábrica de corruptos, que é o sistema político, é pura enganação, é só bravata de palanque, é só mais 171 eleitoral, e Moro seria apenas mais um Bolsonaro, em que pese as enormes diferenças entre ambos agora, porque no frigir dos ovos o sistema podre os deixa muito parecido, com o uso do cachimbo. Idem a Huck e todos os outras supostas novidades.

  3. Alguma coisa moralizante tem que prosperar nessa lástima de república apodrecida, porque essa coisa de todas as instituições aparelhadas, inclusive as forças armadas já vimos a mervda que dá isso. A lógica eleitoral entra pela porta, a razão foge pela janela. Adotemos então, já, a Democracia Direta com Meritocracia, e acabemos com toda essa palhaçada que já foi longe demais, 130 aos é muita coisa. O Newton Carlos que é uma rara testemunha ocular da história, dessa república falida, em todos os aspectos, que transpira decadência terminal por todos os seus poros, bem que poderia escrever alguma coisa com profundidade a respeito desse tema, porque uma república com instituições aparelhadas não é uma república mas isto sim um covil de pilantra$.

  4. É evidente que a proposta nada tem a ver com a provável candidatura do Sérgio Moro. Mesmo se aprovada, a lei não pode retroagir. Então fica a questão, qual o real objetivo desta manobra? 1) aumentar a pressão sobre os juízes das instâncias inferiores e 2) abrir a porta da vitimização para o ex-juiz, reforçando o imaginário de que “o Bolsonaro” persegue o seu ex-ministro.

  5. Se a ideia se transformar em proposta e for votada e aprovada pelo congresso e sancionada pela presidência da república, ainda assim a lei não retroagir, e dessa forma Moro não pode ser atingido porque ele já deixou a magistratura a mais de ano.
    Como esse pessoal que vive dizendo que é político nesse ambiente promíscuo, não se dá conta disso?
    A maioria do congresso não tem a décima parte da moral do ex JUIZ, com letras maiúsculas, porque poucas vezes se viu nesse país, o quase nenhuma, uma magistrado pedir demissão com 22 anos de brilhante carreira.
    Só para mal comparar, Bolsonaro foi como militar alguém que nem disciplina teve, o que basta para avaliar o seu caráter, pois militar sem disciplina não serve para nada.
    Portanto, o que podemos observar é que todos esses a
    Rodrigos Maias e Tofolis estão servindo de paus mandados para tentar barrar Moro que segue impávido à presidência da república.
    E é fácil verificar que não haverá concorrente à altura, pois o que se observa em torno é só podridão.
    Portanto, podemos dizer que Moro será nosso presidente pois não tem concorrente.

    • De duas uma: ou o Brasil acaba com o aparelhamento partidário das instituições, ou o aparelhamento acaba com o Brasil. Podridão à qual o Moro, assim como Lula e seu PT, tb aderiu, ao fritar o desafeto Lula e ato contínuo aderir a Bolsonaro, à moda sem noção ou com segundas intenções, inclusive tendo em vista a cogitada vaga no STF. Quem não defende a fechamento da fábrica de corruptos, mas apenas placebos, não me cheiram bem, estudo esse tipo de gente há mais de 30 anos. Idem aos demais potenciais concorrentes que tudo indica vão se jogar na disputa da seara do novo. E aos que já erraram muitas vezes, o meu conselho é não erre de novo, o Novo de Verdade, é a RPL-PNBC-DD-ME, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso. O Brasil não está precisando de mais um juiz na política, já tem o tal de Witzel e o Dino e olhos na presidência, o Brasil está precisando de Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, para sair do atoleiro em que foi metido pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, como tem dito o HoMeM há mais de 20 anos, que sabe o que fazer com o Brasil de modo a torná-lo melhor para todos, ao contrário do resto que está mais perdido do que cego em tiroteio e que só pensam na próxima eleição não obstante a agonia da população.

  6. O debate é infantil! Qualquer lei aprovada só vale a partir de sua promulgação!
    No mais, Moro é ex-juiz! Já é um cidadão comum.
    Mourão se ligou, mas não quis falar isto que escrevi.
    O que o medo faz com os covardes.
    Fallavena (ADOC)

  7. O Toffoli não conseguiu ser Juiz !!!
    Nem ele e nem agrande maioria do STF!!!.
    KKKKKKK…..

    Nem sabe o que é ser Juiz…

    Deveria se recolher à sua insidiosa insignificância.

    Um idiota ridículo travestido de ministro(minúsculo em todos os sentidos).

    Deve estar com falta do que fazer para se manifestar tão sordidamente sobre esta questão de quarentena para juízes.

    Insensatez absoluta e totalmente parcial.

    Babaca !

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