Em delação, executivo diz que Maduro recebeu US$ 35 milhões da Odebrecht

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Acevedo, da Odebrecht, fechou acordo de delação

Jamil Chade
Estadão

A construtora brasileira Odebrecht teria financiado a campanha eleitoral do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A denúncia aparece em um vídeo em que o presidente da Odebrecht/Venezuela, Euzenando Acevedo, admite ter recebido um pedido de US$ 50 milhões por parte de Maduro, mas acabou fechando a contribuição em US$ 35 milhões. O vídeo faz parte da delação do executivo e foi colocado no Twitter pela procuradora-geral afastada da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, nesta quinta-feira, 12.

O trecho se refere às declarações que o executivo brasileiro prestou na sede do Ministério Público Federal, no Estado de Sergipe, no dia 15 de dezembro de 2016.

DIZ O EXECUTIVO – O brasileiro contou que Hugo Chávez, sabendo que ia morrer, indicou o então vice-presidente, Nicolás Maduro, como seu substituto. Azevedo lembra que Chávez morreu em Cuba. “Ele faleceu no dia 5 de março de 2013 e eleições foram convocadas”, disse.

“Eu fui procurado por um dos representantes do sr. Nicolás Maduro, um sr. chamado Américo Mata”, disse Azevedo. Segundo o executivo, Mata havia sido o presidente do Instituto do Desenvolvimento Rural Venezuelano. “Eu já o conhecia porque circulava no governo e quando o presidente Chávez estava doente, o vice-presidente (Maduro) ia visitar nossas obras e sempre ia acompanhado do sr. Mata”, disse o brasileiro.

“Então esse sr. Américo Mata me procurou e fechou um encontro comigo”, explicou. Segundo ele, foram várias as reuniões. “Ele me pediu uma contribuição. Ele sabia de nosso negócio e do tamanho de nossas operações”, disse. “Ele me pediu a contribuição para a ajuda para a campanha do presidente Maduro”, insistiu.

US$ 50 MILHÕES – “Ele pediu um valor grande para a época”, admitiu. “Tínhamos uma operação muito grande na Venezuela”, disse.  O brasileiro indica que Mata chegou a pedir US$ 50 milhões. “Eu aceitei dar US$ 35 milhões”, afirmou.

Azevedo também explicou o que pediu em troca do financiamento. “Pedi a ele que o candidato, se ganhasse, mantivesse nossas obras como prioritárias do governo dele, já que as obras eram do governo Chávez”, disse. “Ele (Maduro) era a continuidade. Mas poderia ter outro tipo de interesse”, explicou.

“Américo me garantiu que se o presidente Maduro ganhasse, continuaria colocando as obras da Odebrecht como prioritárias, até para dar imagem de continuidade de Chávez”, disse. “Nós negociamos e eu aceitei pagar. Foram liberados esses recursos para ele, durante a campanha”, completou.

ALERTA VERMELHO – O vídeo foi publicado pela procuradora Luisa Ortega minutos depois de o atual procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, emitir um comunicado no qual informa que difundiu um alerta vermelho na Interpol contra Azevedo.

Saab também ativou outro alerta na Interpol contra Ortega. A procuradora destituída, porém, está em Genebra e amanhã terá encontros na ONU.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG O pior é que as barbaridades do governo venezuelano são cometidas em nome do grande libertador Simón Bolivar, que teve uma vida gloriosa e não merece tanta desmoralização. (C.N.)

4 thoughts on “Em delação, executivo diz que Maduro recebeu US$ 35 milhões da Odebrecht

  1. ” NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O pior é que as barbaridades do governo venezuelano são cometidas em nome do grande libertador Simón Bolivar, que teve uma vida gloriosa e não merece tanta desmoralização. (C.N.) “. Aleluia. Enfim, pelo menos um Jornalista socou isso. Para o mundo existe vida inteligente no planeta imprensa. Assim como barbaridades estão sendo cometidas no Brasil em nome da Democracia, onde o que vigora na verdade é a plutocracia com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia.

  2. Newton, você tem dias que está muito severo. Se os 35 milhões fossem encontrados em uma conta de Maduro no exterior ainda bem. Mas ajuda, com promessa de prioridade para obras? Aqui tem gente que fez o “diabo” com o dinheiro do povo e a mídia finge não ver. Mas não são venezuelanos e nem são inimigos dos EEUU. Os americanos, de olho grande no petróleo boliviano) é que são felizes, têm a mídia para atacar seus adversários.

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